"Eu não posso devolver a Honra dela, mas eu posso dar-lhe Amor."
(Felipe, personagem do filme francês "A Filha do Pai", apaixonado por Patricia, ao saber que ela está grávida de um homem que não vai casar-se com ela. A desonra está em que este fato se dá em 1914, no interior da França. Naquele tempo, era difícil imaginar desgraça maior numa família do que ter uma jovem grávida e sem marido.)
Hoje, quando a Honra deixou de ser um bem supremo, e tornou-se apenas mais uma palavra vazia e sem sentido, o Amor não pode seguir a mesma trilha e cair em desuso. Torna-se imperioso tornar o Amor real por atos concretos de Solidariedade, Perdão e Amizade.
Uma grande parte dos seriados policiais americanos (Criminal Minds, Lei e Ordem, L&O SVU, CSIs, Bones, NCIS, Unforgettable, The Firm, Body of Proof, etc) que passam nos canais pagos de TV mostram que os grandes criminosos dos Estados Unidos são apenas indivíduos muito doentes mentalmente. Raramente, levantam a hipótese de que esses criminosos são sintoma de uma doença social. Pelo contrário, sempre que podem, esses seriados reafirmam a crença - quase cega - de que o "american way of life" é o melhor sistema social que existe.
Sim, me engana que eu gosto...
Quer apaixonar-se?
Veja e escute. Com calma, com atenção.
Mais si tu crois un jour que tu m'aimes Ne crois pas que tes souvenirs me gênent Et cours, cours jusqu'à perdre haleine Viens me retrouver Si tu crois un jour que tu m'aimes Et si ce jour-là tu as de la peine A trouver où tous ces chemins te mènent Viens me retrouver Si le dégoût de la vie vient en toi Si la paresse de la vie S'installe en toi Pense à moi Pense à moi
Mais si tu crois un jour que tu m'aimes Ne le considère pas comme un problème Et cours, cours jusqu'à perdre haleine Viens me retrouver Si tu crois un jour que tu m'aimes N'attends pas un jour, pas une semaine Car tu ne sais pas où la vie t'emmène Viens me retrouver Si le dégoût de la vie vient en toi Si la paresse de la vie S'installe en toi Pense à moi Pense à moi.
A cronista do jornal "Estadão", Lucia Guimarães, escreveu ontem (18/06/12) sobre o livro de Michael Sandel, professor de de filosofia de Harvard, sob o título "Limite moral do mercado".
Coincidentemente, escrevi sobre como me sinto insultado por esses ricaços que ostentam suas fortunas em Ferraris e Lamborghinis por este pobre Brasil afora.
Hoje, meu amigo Adiron publicou no FB um link do blogue do Sakamoto no qual este afirma que "a ostentação devia ser crime previsto no Código Penal".
Há algo no ar...
Mas houve um tempo em que músicos não se importavam em fazer músicas impossíveis de serem transmitidas pelo rádio, por serem longas demais, um lançadas em disco, por serem experimentais demais. A preocupação era fazer música.
Um exemplo? Este aqui, do Pink Floyd em se início, ainda com Syd Barrett:
Meu pai conta a historinha de dois cientistas que vez em quando, paravam de trabalhar e saiam do laboratório para olhar as estrelas. E começavam a comentar sobre o tamanho do universo, falando quantas constelações já foram descobertas, sobre o tamanho das estrelas, sobre a distância que nos separa dos outros corpos estelares. Aí, um virava pro outro e dizia: "Acho que já me sinto pequeno e humilde novamente." E voltavam para o laboratório...
Este vídeo tem a clara intenção de nos deixar mais humildes. E se também nos fizer refletir, ótimo.
Ele já circulou há pouco pela net, mas acho que não faz mal relembrar
"Quantas vezes a gente, em busca da ventura, procede tal e qual o avozinho infeliz: em vão, em toda parte, os óculos procura, tendo-os na ponta do nariz!"
(pérola de Mario Quintana, citada por Rubem Alves em seu precioso "As cores do crepúsculo")
Um episódio - That ship has sailed - de "Two and Half Men" trouxe clareza à piadinha antiga sobre emprestar dinheiro aos pobres. Diz a piada que "quem dá aos pobres, empresta a Deus e quem empresta aos pobres, dá adeus."
Eu já passei por algumas situações nas quais tive que dar adeus. E não foi fácil.
Então, vem o Walden (personagem de Ashton Kutcher) e me dá uma lição de humanidade:
"Não acredito em empréstimo... eu apenas dou... é uma ideia ruim emprestar dinheiro aos outros, eles não pagam de volta e você acaba ressentido com eles."
(Leonard Cohen compôs uma música (If It Be Your Will) onde ele afirma que: fosse desejo divino, ele não falaria mais,
- mas, suplica - que seja vontade divina que todos se unam, como crianças dEle. como farrapos de luz, vestidos para matar, terminem essa noite, se for o desejo dEle.
Muitos concordarão comigo que a corrida consumista é pura insanidade; que é preciso encontrarmos um meio de viver bem com menos. AQUI você encontra uma excelente resenha do livro de Duane Elgin, que apresenta uma alternativa clara, prática e viável para a sociedade consumista, capitalista, neoliberal em que vivemos.
Apesar do livro ser de 1981, e ter sido inspirado por "Small is Beautiful", de 1973, suas propostas são atualíssimas.
"Let us turn our thoughts today
To Martin Luther King
And recognize that there are ties between us E reconheçamos que há laços entre nós
All men and women Todos os homens e mulheres
Living on the Earth Que vivem na Terra
Ties of hope and love Laços de esperança e amor
Sister and brotherhood Irmandade
That we are bound together Pois estamos ligados
In our desire to see the world become Pelo desejo de ver o mundo se tornar
A place in which our children Um lugar onde nossos filhos
Can grow free and strong Possam crescer livres e fortes
We are bound together Estamos ligados
By the task that stands before us Pela tarefa à nossa frente
And the road that lies ahead E pela trilha em frente
We are bound and we are bound Estamos ligados e estamos ligados
There is a feeling like the clenching of a fist Há um sentimento como o fechar do punho
There is a hunger in the center of the chest Há uma fome no meio do peito
There is a passage through the darkness and the mist Há uma passagem através da escuridão e névoa
And though the body sleeps the heart will never rest E mesmo que o corpo durma, o coração nunca descansa
Shed a little light, oh Lord Derrama um pouco de luz, ó Senhor
So that we can see De forma que possamos ver
Just a little light, oh Lord Só um pouco de luz, ó Senhor
Wanna stand it on up
Stand it on up, oh Lord
Wanna walk it on down
Shed a little light, oh Lord
Can't get no light from the dollar bill Não recebo luz de uma nota de dólar
Don't give me no light from a TV screen Não vem a mim a luz pela tela da TV
When I open my eyes
I wanna drink my fill
From the well on the hill
(Do you know what I mean?)
There is a feeling like the clenching of a fist
There is a hunger in the center of the chest
There is a passage through the darkness and the mist
And though the body sleeps the heart will never rest
Oh, Let us turn our thoughts today
To Martin Luther King
And recognize that there are ties between us E reconheçamos que há laços entre nós
All men and women Todos os homens e mulheres
Living on the Earth Que vivem na Terra
Ties of hope and love Laços de esperança e amor
Sister and brotherhood" E irmandade
Eu já publiquei outrora, mas publico novamente.
Esta é uma das mais lindas músicas do cancioneiro americano. E uma das mais profundas verdades está na letra simples e poética: "Secret of Life" - O Segredo da Vida - de James Taylor maravilhosamente interpretado por India Arie.
Serve como Receita para um Feliz 2012.
"The secret of life is enjoying the passage of time Any fool can do it, there ain't nothing to it Nobody knows how we got to the top of the hill But since we're on our way down we might as well enjoy the ride The secret of love is in opening up your heart It's okay to feel afraid, but don't let it stand in your way Cause everyone knows that love is the only road And since we're only here for a while, we might as well show some style Give us a smile, now
Isn't it a lovely ride Sliding down and gliding down Try not to try too hard, it's just a lovely ride Now the thing about time is that time isn't really real It's all on your point of view, how does it feel to you Einstein said that he could never understand it all The planets spinning through space, the smile upon your face Welcome to the human race
Isn't that a lovely ride Sliding down and gliding down Try not to try too hard, it's just a lovely ride Isn't that a lovely ride Sliding down and gliding down Try not to try too hard, it's justs a lovely ride Now the secret of life is enjoying the passage of time"
Fui ao cinema. E isso fez toda a diferença!
O filme é leve, delicado, generoso e rápido. Tem uma fotografia artística, uma história simples, um elenco fabuloso, uma ternura só comparável à sua hilaridade.
Quer saber do que estou falando? Assista a "O Palhaço", filme de Selton Mello, com o próprio, Paulo José e grande elenco. Um filme que nos ajuda a explicar o que fazemos no mundo.
Foram 5 meses de leitura lenta e cuidadosa.
Alguns textos foram lidos mais de uma vez. Muitos outros ainda serão relidos no futuro.
A sensação é a de ter um tesouro de papel nas mãos. Frágil, simples e precioso. Trezentas e poucas páginas onde se escondem pérolas de alto valor.
Quem ler, entenda.
Se você não leu ainda, junte coragem e faça-o. Ele pode até não mudar você (afinal, "Os livros não mudam ninguém"). Mas duvido que os textos dele não lhe causem impacto.
Você pode adquirir seu exemplar AQUI. Garanto que não vai se arrepender...
O Brabo certa vez disse que a esperança é tão frágil quanto a chama de uma vela que qualquer um pode apagar. Continua, apesar de tudo, acesa.
O vídeo abaixo já está meio ultrapassado. Afinal, já tem quase dois meses que aconteceu o que foi chamado de "revolução espanhola 2011"... tanto tempo!!!
Mas o video (imagens e música) tem uma força que permanece no coração e, quem sabe, nos anime a manter a chama acesa... (espero que as legendas em inglês não impeçam de captar a mensagem)
O ambiente era festivo: o salão de festas do "Bleu de France" - navio cruzeiro que faz trechos turísticos no Brasil. A música, de alegre ritmo caribenho, foi cantada e dançada com maestria e sensibilidade.
Mas a melancolia da letra era impossível ser escondida, mesmo neste clipe, com a voz sempre alegre de Ivete Sangalo:
¿Quién me va a entregar sus emociones?
¿Quién me va a pedir que nunca le abandone?
¿Quién me tapará esta noche si hace frío?
¿Quién me va a curar el corazón partído?
¿Quién llenará de primaveras este enero,
Y bajará la luna para que juguemos?
Dime, si tú te vas, dime cariño mío,
¿Quién me va a curar el corazón partído?