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domingo, 28 de abril de 2013

Piedade

"Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça

Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem"

(Blues da Piedade, com Cazuza. Clique para ouvir)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Como Tertuliano

"Não tento convencer ninguém da existência de Deus, porque crer em Deus é um absurdo, como disse Tertuliano, e não se explica o absurdo, aceita-se ou não. A crença na existência de Deus não faz de ninguém um ser melhor, princípios éticos e morais os descrentes também os tem. Sigo com minha fé minúscula, tão ínfima, que chego a duvidar em certos momentos se ela serve até mesmo em mim, que chego a duvidar, nesses mesmos momentos, se ela, a minha fé, existe ou não. Não duvido de Deus. Duvido de mim."
Esse texto, confissão singela e sofrida da Bete P. Silva, lá no Facebook, representa o meu sentimento com relação à fé. Lembrou-me das minhas leituras, outrora, dos profetas menores do Antigo Testamento, quase todos  semelhantes em suas reflexões sobre Jeová.

Lembrou-me também da canção "Muros e Grades" dos Engenheiros do Havaí, quando eles cantam "Viver assim é um absurdo, como outro qualquer; como tentar o suicídio ou amar uma mulher".

Vivemos cegamente confiantes em tantos absurdos que realmente ter fé em Deus á apenas mais um, no caso, um bom absurdo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Quem?

"Quem é você?" - pergunta a moça, entre assustada e agressiva, depois de ver John Reese, de "Person of Interest" (às 4as feiras, 22 hs, no canal WB), derrubar com golpes precisos alguns malvados que a perseguiam.
"Esta é uma pergunta que eu me faço frequentemente." - responde John.

E eu, pensando que estava assistindo apenas a um seriado de TV, me vi diante de uma frase que me descreve perfeitamente.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Cenas Inesquecíveis do Cinema e da TV - 2

O filme já acabou.
Foi muito divertido e nosso herói (ou anti-herói), um adolescente malandro, está no quarto depois de enganar os pais de que está doente. Na verdade, ele cabulou aula e fez mil estripulias com seus amigos. Foi o dia de folga de Ferris Bueller (e esse é o nome original do filme).
Na tela, os letreiros já acabaram. Da tela preta aparece o corredor que dá para o quarto de Ferris, palco da última cena do filme.
De repente, o rapaz aparece no corredor. Parece surpreso, avança uns passos e diz, olhando para a plateia:
"Ainda estão aí? Já acabou! Vão pra casa! Podem ir embora!"
Pega todo mundo - todo mundo não,  porque algumas pessoas, ao virem os letreiros já saíram do cinema; vão se arrepender depois - de surpresa. Surpresa essa que se torna uma gostosa e última risada, e que fica na memória o resto da vida.

(Quer ver a cena de Curtindo a Vida Adoidado? Clique aqui)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

"As Aventuras de Pi"... ou "Escolha a História"

O único sobrevivente de um terrível naufrágio conta a sua história... não, o rapaz - adolescente ainda - conta duas versões da sua história:

Uma é bem trágica e traumática. Salvo em um pequeno barco com mais 3 pessoas, ele se vê só, depois de um haver morrido;  outro - enlouquecido - matar a sua mãe, sendo, em seguida morto por ele. Assim, só, o rapaz é encontrado numa praia muitos dias depois.

Outra versão tem como personagens 4 animais - uma zebra, uma hiena, um orangotango e um tigre que estavam no navio naufragado - e ele. Depois de muita luta e sofrimento restam apenas ele e o tigre que vivem momentos incríveis e sobrevivem até chegar à costa do México, onde o tigre desaparece e o rapaz é encontrado desacordado por habitantes da região.

A primeira história é fria, quase cruel, lógica e, ao mesmo tempo, insana.
A segunda é sofrida, mágica, cheia de maravilhas e assombros. E difícil de crer.

Ao relatar suas histórias a um escritor que foi entrevistá-lo muitos anos depois, o sobrevivente pergunta: "Você tem o relato das duas histórias. Ambas sem comprovação alguma, apenas a minha palavra que foi assim que aconteceu. Qual das duas você escolhe?

O escritor é livre para escolher qual quiser, nada o prende, o obriga a escolher essa ou aquela, mesmo uma sendo "racional" e a outra "assombrosa".

Para o náufrago, crer em Deus é assim: uma escolha livre entre um mundo material frio, aterrador e um mundo onde a cada segundo, a cada passo nos assombramos com maravilhas incompreensíveis.

O escritor escolhe a segunda história.
Eu também.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O amor... vilão?

O jornal a Folha de São Paulo de terça-feira, 08/01/2013, publicou em seu caderno "Equilíbrio" um artigo de Juliana Cunha sobre o livro do filósofo inglês Simon May, "Amor - Uma História" no qual expõe a visão de pensadores como Spinoza, Ovídio e Rousseau sobre o assunto e conclui que "somos todos fanáticos. Exigimos que nosso sentimento seja eterno e incondicional e camuflamos sua natureza condicional e efêmera. É a mais nova tentativa humana de roubar um poder divino", disse em entrevista à Folha. É uma religião apregoada pela produção cultural, como nos filmes "em que um personagem não quer saber de namorar e só pensa na carreira. No final, descobre que sem uma paixão sua vida não será completa". A consequência é a frustração coletiva. "Nada humano é verdadeiramente incondicional, eterno e completamente bom. Essa é uma forma de amor que só Deus pode ter. Esse entendimento gera expectativas altas, que relacionamentos cotidianos não são capazes de suprir."
Já o autor de "Amor - Sentimento Desordenado", o alemão Richard David Precht afirma que "o papel de nos aceitar por inteiro, com todos os nossos defeitos e limitações, cabia a Deus. Hoje, buscamos alguém que possa cumprir essa função e ainda dormir conosco. É realmente, pedir demais."
A psicanalista e também autora ("O Livro do Amor") Regina Navarro Lins concorda que o amor romântico vigente é irreal: "Você conhece uma pessoa, atribui a ela características que ela não possui e passa a vida infernizando a criatura, querendo que ela seja  como você imaginou".
Simon May considera que ao enxergar o amor romântico como solução para todos os problemas, transforma esse tipo de amor em religião, pois "as pessoas subestimam o poder das questões sociais como componentes da felicidade. Viver em paz, com emprego e dignidade, provavelmente traz mais alegria duradoura do que o amor romântico".

E você? É membro da religião do amor romântico?

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O ontem explica o hoje

Terminei a leitura de "1808 - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil" (Ed Planeta, SP).
Como faço já há alguns anos, leio devagar, um pouco por dia. Deixo que as frases, a escolha das palavras, as imagens, a musicalidade das sentenças ressoe em minha mente. E aprecio muito cada livro lido.
Este tem, além de algumas ilustrações belíssimas, uma farto material de pesquisa e grande quantidade de notas e comentários.
Muita coisa boa pode se dizer sobre o livro de Laurentino Gomes. O mínimo é que ele deixa o leitor com vontade de ler "1822", o segundo tomo de sua trilogia. Com certeza o lerei.
Em meio à campanha eleitoral, ao julgamento do mensalão e à guerra travada entre as polícias de SP e SC e o crime organizado, fiquei com uma certeza: o ontem explica o hoje.
Não gostamos do que somos. Gostaríamos de ser mais civilizados, organizados, menos corruptos, mais trabalhadores, mais cultos e até mais asseados. Não é possível, porém, imaginar outro país que não fosse esse pobre Brasil que temos hoje depois de ler "1808". Aquilo tudo - e fartamente documentado - deu nisso.
Outra coisa emerge nas entrelinhas do texto, comprovado com inúmeros casos da época e atuais: por pior que seja este país, torna-se quase impossível ao estrangeiro não amá-lo, depois que conhece seu povo, sua cultura e suas belezas naturais.
E olha que, com um pouquinho de boa vontade, o Brasil poderia ser muito, mas muito melhor...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Brennand e um poema


"Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
e quando nada mais interessar
(nem o torpor do sono que se espalha).

Quando pelo desuso da navalha
a barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha

a arquitetar na sombra a despedida
do mundo que te foi contraditório,
lembra-te que afinal te resta a vida

com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída:
entrar no acaso e amar o transitório.

(do excelente e exuberante artista Brennand, em mostra no SESC-Sorocaba)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Cenas Inesquecíveis do Cinema e da TV - 1

Todos nós temos algumas cenas de filmes que marcaram a memória de tal forma que as vemos claramente, como se as tivéssemos assistido agorinha.
Tenho algumas, que pretendo postar aqui e para começar, duas cenas que me vieram à mente assim que pensei nesse tema. Não, não! Sinto muito frustrar quem espera que minhas primeiras cenas inesquecíveis sejam "cult" e intelectuais, provenientes de filmes de Godard, Bergman ou Pasolini. Não serão também as famosas cenas de "Casablanca" - o adeus dos protagonistas e o "play it again, Sam" - ou o triste murmúrio, "Rosebud", de Wells. As duas cenas são bem mais simplórias, mas... fazer o quê? São elas que me marcaram:

Cena 1: Filme, "O Planeta dos Macacos" original, com Charlton Heston.
O herói escapa a cavalo do mundo dos macacos; ele viajou para um planeta onde a evolução caminhou às avessas, e os macacos são civilizados enquanto os humanos são primitivos. Exausto, cavalga pela praia com sua nova companheira. Para, assustado e desce na areia, ajoelha-se desolado, e soca o chão, gemendo e gritando: "Vocês conseguiram!" "Malditos" "Queimem no inferno!". A câmera gira lentamente, abre o ângulo de visão e vemos a Estátua da Liberdade, semi enterrada na areia à beira mar. É assim que ficamos sabendo que ele nunca saiu da Terra, apenas avançou no tempo.
Voltei para casa em estado de torpor tal que não me lembro como cheguei lá...

Cena 2: Seriado da TV, "Magnum", com Tom Selleck.
Tom é um cara alto, fortão, com um bigode bem másculo (para os anos 80, claro!). Mas quando se envolve em uma discussão e se convence que não vai ganhar, tem uma reação característica: deixa pender a cabeça, num gesto de desistência e desânimo que se tornou sua marca registrada. Um charme!

sábado, 27 de outubro de 2012

Rasgando Seda

Quando podemos afirmar que uma música é excelente?
Quando, após ouvi-la, você se sente mais leve, como se a vida fosse boa, se sente mais perto de Deus (mesmo que não creia nele).
Essa a sensação que tive aos sair do SESC Sorocaba agora à noite, depois de assistir à apresentação do notável violonista Guinga, acompanhado do impecável Quinteto Villa-Lobos, no show "Rasgando Seda", que comemora os 50 anos de vida do grupo.
O CD está à venda nos SESCs de todo o país. Vale a pena.
Mas o show é melhor do que o CD, pois nele Guinga canta "Catavento e Girassol", uma pequena obra prima em melodia e letra (de Aldir Blanc).
O video abaixo traz a versão também primorosa de Leila Pinheiro:
 Prestem atenção na letra. É genial!



terça-feira, 23 de outubro de 2012

Você é Classe Média?



Se é pra sentir vergonha de ser alguma coisa, que não seja por ser palmeirense, corintiano ou petista. Nem por ter votado no Collor, no Quércia ou no PSOL. Se é pra sentir vergonha, que não seja por ter uma carro semi-novo, por pagar o apê a prestação, ou por frequentar "aquela" igreja na zona sul.
Se é pra sentir vergonha que seja pra valer, que seja por ser da medíocre CLASSE MÉDIA!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Arrependimento

Arrependo-me de muita coisa
Arrependo-me das maldades que fiz,
Da generosidade que não tive,
Do amor que não dei,
Da solidariedade que não demonstrei,
Do meu egoísmo, orgulho, mesquinhez.
Mas...
"Da Vida Não Vou Me Arrepender."
("Toada", gravada pelo Boca Livre)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Se eu quiser falar com Deus - 3

Alguns crêem que com Deus se fala em um templo, durante um ritual religioso, ou no recesso do seu quarto, em silenciosa e fervorosa oração. Para outros, talvez ousados, Deus lhes fala em sonhos, e até mesmo em transes espirituais.

Acho interessantíssimo o episódio contado no Velho Livro Sagrado, quando um pobre profeta, derrotado, solitário e escondido em uma caverna (ou gruta, viu Lou?) sai para falar com Deus. E passam raios e trovões, tempestades grandiosas... mas o Ser Divino não está lá.
Então vem uma leve e suave brisa, quase imperceptível... e a voz de Deus se ouve.

Tem sido assim comigo ultimamente. Não tenho ido aos templos, nem participado dos rituais religiosos. E nunca fui de me retirar ao quarto, ou ajoelhar em fervorosa prece.
Mas Deus tem falado comigo. Não é frequente, nem especificamente, mas fala.

Eu estava no Credicard Hall, no sábado passado. Junto com outras milhares de pessoas, assistia ao maravilhoso show de Almir Sater, violeiro sensível e primoroso. Foi quando cantou uma canção - "Ordem Natural das Coisas" - que as palavras divinas soaram ao meu ouvido:

"Mas nem tudo é como a gente quer
Esse mundo não foi feito assim
Desprezamos todos os valores
Nem sabemos mais o que é ruim
...
De repente vem uma canção qualquer
Logo nos conduz
E a verdade que ninguém podia ver
Surge a olhos nus."

A gente tem tantos dissabores na vida, a confusão é tão grande que já não temos certezas, sobram dúvidas. Mas, num momento qualquer, alguém canta uma canção, que fala "É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir." Reconhece que "todo mundo ama um dia, todo mundo chora, um dia a gente chega, no outro vai embora." Mas reafirma que "cada um de nós compõe a sua história, e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz..." 
E você se sente renovado de esperança, alegria e força para enfrentar os males dessa vida.
Isso é a Graça divina!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A glória do Amor

"You've got to give a little, take a little
And let your poor heart break a little,
That's the story of, 
That's the glory of Love"

"Você precisa dar um pouco, receber um pouco
e deixar teu pobre coração se machucar um pouco,
Esta é a história,
Esta é a Glória do Amor"

(Singela e profunda letra da antiga canção "The Glory of Love", de Billy Hill)

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Honra ou Amor?

"Eu não posso devolver a Honra dela, mas eu posso dar-lhe Amor."
(Felipe, personagem do filme francês "A Filha do Pai", apaixonado por Patricia, ao saber que ela está grávida de um homem que não vai casar-se com ela. A desonra está em que este fato se dá em 1914, no interior da França. Naquele tempo, era difícil imaginar desgraça maior numa família do que ter uma jovem grávida e sem marido.)

Hoje, quando a Honra deixou de ser um bem supremo, e tornou-se apenas mais uma palavra vazia e sem sentido, o Amor não pode seguir a mesma trilha e cair em desuso. Torna-se imperioso tornar o Amor real por atos concretos de Solidariedade, Perdão e Amizade.

domingo, 29 de julho de 2012

Engana que eu gosto

Uma grande parte dos seriados policiais americanos (Criminal Minds, Lei e Ordem, L&O SVU, CSIs, Bones, NCIS, Unforgettable, The Firm, Body of Proof, etc) que passam nos canais pagos de TV mostram que os grandes criminosos dos Estados Unidos são apenas indivíduos muito doentes mentalmente. Raramente, levantam a hipótese de que esses criminosos são sintoma de uma doença social. Pelo contrário, sempre que podem, esses seriados reafirmam a crença - quase cega - de que o "american way of life" é o melhor sistema social que existe.
Sim, me engana que eu gosto...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mensagem Pessoal

Quer apaixonar-se?
Veja e escute. Com calma, com atenção.




Mais si tu crois un jour que tu m'aimes
Ne crois pas que tes souvenirs me gênent
Et cours, cours jusqu'à perdre haleine
Viens me retrouver
Si tu crois un jour que tu m'aimes
Et si ce jour-là tu as de la peine
A trouver où tous ces chemins te mènent
Viens me retrouver
Si le dégoût de la vie vient en toi
Si la paresse de la vie
S'installe en toi
Pense à moi
Pense à moi
Mais si tu crois un jour que tu m'aimes
Ne le considère pas comme un problème
Et cours, cours jusqu'à perdre haleine
Viens me retrouver
Si tu crois un jour que tu m'aimes
N'attends pas un jour, pas une semaine
Car tu ne sais pas où la vie t'emmène
Viens me retrouver
Si le dégoût de la vie vient en toi
Si la paresse de la vie
S'installe en toi
Pense à moi

Pense à moi.

(Não é apaixonante?!)

terça-feira, 19 de junho de 2012

Quando fazer música não era questão de mercado.

A cronista do jornal "Estadão", Lucia Guimarães, escreveu ontem (18/06/12) sobre o livro de Michael Sandel, professor de de filosofia de Harvard, sob o título "Limite moral do mercado".
Coincidentemente, escrevi sobre como me sinto insultado por esses ricaços que ostentam suas fortunas em Ferraris e Lamborghinis por este pobre Brasil afora.
Hoje, meu amigo Adiron publicou no FB um link do blogue do Sakamoto no qual este afirma que "a ostentação devia ser crime previsto no Código Penal".
Há algo no ar...
Mas houve um tempo em que músicos não se importavam em fazer músicas impossíveis de serem transmitidas pelo rádio, por serem longas demais, um lançadas em disco, por serem experimentais demais. A preocupação era fazer música.
Um exemplo? Este aqui, do Pink Floyd em se início, ainda com Syd Barrett:

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Pensem, macacos, pensem!

Meu pai conta a historinha de dois cientistas que vez em quando, paravam de trabalhar e saiam do laboratório para olhar as estrelas. E começavam a comentar sobre o tamanho do universo, falando quantas constelações já foram descobertas, sobre o tamanho das estrelas, sobre a distância que nos separa dos outros corpos estelares. Aí, um virava pro outro e dizia: "Acho que já me sinto pequeno e humilde novamente." E voltavam para o laboratório...
Este vídeo tem a clara intenção de nos deixar mais humildes. E se também nos fizer refletir, ótimo.
Ele já circulou há pouco pela net, mas acho que não faz mal relembrar