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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

24 de janeiro de 2019

Assistimos, Rica, Elaine e eu, a um documentário sobre a importância dos Beatles no mundo atual.
Impressionante em quantos os aspectos e formas eles influenciaram a cultura, os valores, o pensamento humano, mesmo sendo "apenas" uma banda de rock!!!
Em 1967, em junho, os Beatles foram escolhidos pela Grã Bretanha para representarem o país na primeira transmissão mundial de TV ao vivo.
O que eles fizeram? Reuniram um grupo de pessoas, algumas celebridades amigas, como Mick Jagger e lançaram uma canção nova, muito simples, mas que trazia a mensagem central da filosofia de vida que eles haviam adotado: "All you need is Love".
Levei muito tempo, tempo demais, pra perceber: essa é a única convicção que vale a pena ter certeza, a única mensagem que merece ser vivida e divulgada.
Com vocês, The Beatles.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

23 de janeiro de 2019

Fiquei doente. Gripe, tosse, desânimo, noites mal dormidas. Sem vontade de escrever, especialmente sobre mim, ou sobre minha vida. Pode ser uma reação natural, não sei.
Estou melhor, agora... mas a vontade de escrever é tênue, parece mais fácil não escrever, não pensar, não sentir... uma preguiça imensa.
No entanto, continuo lendo "Um Ano Sísifo", de E. Morin, relendo "As Divinas Gerações", do P. Brabo, o meu próprio "Lembranças". E terminei a amostra de "Homo Deus", do Y. Harari e "Quase Canções", do Museu da Pessoa
E tenho visto muita TV: séries, filmes, jogos da NFL.
Neste instante, assisto "IO", um Sci-Fi interessante sobre o fim do mundo, tal como parece que vai acontecer: a atmosfera insalubre a ponto de exterminar a vida, e expulsar a humanidade para o planeta jupiteriano Io. Sam fica pra trás, filha de um cientista que acreditava na restauração da vida terráquea. Num certo momento, ele desiste e insta sua filha a partir para Io, onde está o homem que a ama: "Sam, não subestime o poder da conexão humana. É só o que há. Não há nada mais importante. Nada. Apenas conexões humanas."
Interessante como havia pensado nisso poucos dias atrás. Tudo são relacionamentos. A vida é relacionamento. A realidade é relacionamento. Se você tirar seus relacionamentos da sua vida, tudo desaba, nada faz mais sentido, a realidade se perde.
E - Deus!!! - como as pessoas tem se perdido!!!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

3 de janeiro de 2019

"Os que se creem autorizados a excluir são, 
naturalmente, os que se creem portadores da 
definição perfeita das coisas (ortodoxia). 
E não é a toa que desejem para si este status, 
porque decidir quem está dentro e quem está fora tem um nome, 
e se chama poder."

Paulo Brabo, em "As Divinas Gerações", capítulo 1, "As Indivinas Perfeições".

Ó, atemporalidade das verdades perenes!!! Pensar que este texto foi publicado em 2013!!! Será que o autor é um místico esotérico que antevia o Brasil de 2019???

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Percepções

"O mundo não é mais percebido como um todo, mas como um aglomerado de problemas compartimentalizados, estudados sem considerar o futuro. A hiperespecialização mais a televisão [e Internet] criam esse novo tipo de cretinismo."

Edgar Morin, em "Um Ano Sísifo", ed SESC

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Que país queremos? (texto de 2016)

QUE PAÍS QUEREMOS?

Depois de um ano (2015?) turbulento, é oportuno debruçar sobre os conceitos que podem dar um rumo para a nação.
Para isso é necessário ter claro e bem definidos alguns termos fundamentais. Como bem disse Sakamoto: “É preciso saber interpretação de texto.”

  • O que é “desenvolvimento”?
  • O que é “bem estar”?
  • O que é “qualidade de vida”?
  • O que entendemos por “democracia”?
  • O que é “progresso”?
  • O que é “viver em sociedade”?
  • O que é “organização social”?
  • O que é “participação política”?
  • O que vem a ser “estado de direito”?
  • Qual a importância da “educação formal”?
  • Qual o papel do “Governo" e da “Iniciativa Privada”?
  • Quais são as “direitos fundamentais” e os “deveres sociais"?
  • Quais são os “Direitos Humanos”?
  • Que “infra-estrutura” queremos?
  • Qual o papel da “Cultura”? E da “Economia”?
  • O que é “Felicidade”?
Alguém pode dizer que tudo isso é óbvio… mas não é. Cada um de nós enxerga essas palavras de um jeito próprio e muito das nossas divergências tem origem - não em uma opinião contrária sobre algo - na simples compreensão diferente que cada um tem sobre um assunto.

É, portanto, essencial chegarmos a um acordo inicial sobre o que entendemos ser estes termos. Deste ponto torna-se possível conversar sobre que país realmente queremos. E, oxalá, chegar a uma conclusão sobre como obtê-lo.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

No surprise

No surprise.

Como disse o Veríssimo em um texto de hoje, tudo volta ao normal no quintal, a que chamam Brasil.

Seus legítimos donos estão providenciando a reintegração de posse daquilo que lhes pertence por direito divino, desde um longínquo abril de 1500.

Sim, porque desde ali, isto aqui passou a ter donos de verdade e o povo que por aqui havia foi empurrado para os grotões, saqueado, humilhado e dizimado.

Certo que de tempos em tempos, algum zé povinho se mete a besta e tenta botar as manguinhas de fora, querendo um naco de suas posses.

Mas os donos legítimos do Brasil logo mostram a esse zé povinho quem manda nesta josta.

Onde já se viu ralé querer governar???

O nosso glorioso judiciário, como instituição, sempre foi braço dos donos do Brasil. Sempre lhes deu respaldo. SEMPRE.

Não haveria de ser diferente em 24/01/2018.

Se não são tempos de exército, pra que manter um judiciário que tanto custa? Que arranjem um triplex qualquer e provas indiciárias e depoimentos de ouvi dizer. Mas resolvam isto!

Pronto.

Quase consumatum est.

Certo que ainda falta acorrentar o Nove Dedos e exibi-lo à execração pública no JN [Jornal Nacional].

Mas, a casa grande já está providenciando isto. Não vai demorar.

Ao povo do Brasil, só resta agora ir subversando nas trevas, aqui e acolá, na esperança, que nunca morre, de que algum dia, um zé povinho surja novamente, com suas tochas incendiárias.

Por enquanto, fiquemos com as provas indiciárias.

Como réquiem do velório de ontem, transcrevo o discurso de um zé povinho retratado em "Viva o povo brasileiro", de João Ubaldo Ribeiro. É só o que posso lhes dizer neste momento.

Em 1897, logo após a proclamação da República, respondendo a uma pergunta do pai, sobre o que ele fazia, um zé povinho metido a besta da época responde:

"Faço revolução, meu pai. Desde minha mãe, desde antes de minha mãe até, que buscamos uma consciência do que somos. Antes, não sabíamos nem que buscávamos alguma coisa. Apenas nos revoltávamos. .... Hoje sabemos que buscamos essa consciência e estamos encontrando essa consciência. Não temos armas que vençam a opressão e jamais teremos... Nossa arma há de ser a cabeça. A cabeça de cada um e de todos, que não pode ser dominada... Nosso objetivo não é bem a igualdade, é mais a justiça, a liberdade, o orgulho, a dignidade, a boa convivência. Isto é uma luta que trespassará os séculos, porque os inimigos são muito fortes. A chibata continua, a pobreza aumenta, nada mudou. A Abolição não aboliu a escravidão, criou novos escravos. A República não aboliu a opressão, criou novos opressores. O povo não sabe de si... e tudo o que faz não é visto e somente lhe ensinam o desprezo por si mesmo, por sua fala, por sua aparência, pelo que come, pelo que veste, pelo que é. Mas nós estamos fazendo essa revolução de pequenas e grandes batalhas, umas sangrentas, outras surdas, outras secretas, e é isto que eu faço, meu pai".

Então, nada a mais a dizer, a não ser que sem sangue, não se faz revolução. E reformas, somente são aceitas as reformas do tipo Temer: da CLT, da Previdência... Para a ralé deixar de sonhar e querer um naco maior do Brasil deles.

Tem uns zés povinhos por aí dizendo que a luta continua.

A ver.

​Baianinho​ [meu querido Reginaldo Leão]

sábado, 6 de janeiro de 2018

Comunismo não é um só

Quando afirmo enfaticamente ser contra o capitalismo, tem sempre algum amigo engraçadinho que me acusa de defender o comunismo e tece mil considerações sobre os horrores dos países comunistas, citam Venezuela, Cuba, China, URSS, Albânia como exemplos de que o comunismo é mau...
Meu Deus!!! Quanta ingenuidade!!!
Esse pessoal pensa - ainda!!! - que o comunismo é um só: o comunismo marxista do séc XX.
Devo ser muito estúpido e burro por imaginar que em pleno séc XXI algo tão claramente fracassado e ultrapassado possa servir de alternativa ao capitalismo.

Bem, amigos trago novidades:
1- Comunismo não é um só!!!
Verdade!!! Comunismo são vários, e muitos não são inspirados em Marx... Sério!!!
Veja o relato em Atos de como viviam as primeiras comunidades cristãs... comunismo!!!
Há comunismo em Noiva do Cordeiro - MG... Há entre a comunidade Amish americana... etc... Você nunca ouviu falar??? Pois é, depois o ignorante sou eu...
Houve comunismo em Canudos...
Há uma espécie de comunismo nas cooperativas várias que proliferam pelo mundo e pelo Brasil também.

2- A alternativa ao Capitalismo neoliberal vigente NÃO é o Comunismo marxista!!!
Pois é, pois é, pois é... Você pode não acreditar, mas existem alternativas não marxistas ao capitalismo!!! E muito, mas muito melhores do que o capitalismo!!! Sistemas com base na cooperação, na solidariedade, na união, no humanismo que só não vingam no mundo porque o sistema capitalista bloqueia (e elimina) ou coopta (e desvirtua), como fez com o movimento hippie (que era muito mais do que "paz, amor e drogas").

Portanto, amiguinhos, deixem de ser bobinhos e não me venham com essas conversa mole pra boi dormir de "o capitalismo é o que existe e a alternativa a ele é o comunismo (marxista), que não deu certo em lugar nenhum do mundo". Afinal isso é de uma pobreza intelectual que não faz justiça à inteligência de vocês... ou faz???

terça-feira, 1 de agosto de 2017

O Poder e a Estupidez (Dietrich Bonhoeffer)


O PODER DE UM PRECISA DA ESTUPIDEZ DO OUTRO:

"Em um artigo chamado "Estupidez", em seu livro de cartas da prisão "Resistência e Submissão", Dietrich Bonhoeffer nos dá uma dica sobre o perigo que estamos vivendo, principalmente à direita, mas igualmente em setores à esquerda, nesse momento de nosso país:
"Após uma observação mais próxima, torna-se evidente que todo forte impulso de tomada de poder na esfera pública, seja de natureza política ou religiosa, infecta uma grande parte da humanidade com estupidez. ... O poder de um precisa da estupidez do outro. O processo em ação aqui não se refere a uma capacidade particular do ser humano, por exemplo, o intelecto, que de repente atrofia ou falha. Em vez disso, parece que, sob o impacto irresistível do poder crescente, os humanos são privados de sua independência interior e, mais ou menos conscientemente, desistem de estabelecer uma posição autônoma em relação às circunstâncias emergentes. O fato de que a pessoa estúpida é frequentemente teimosa não deve nos cegar para o fato de que ela não é independente. Na conversa com a pessoa, eventualmente se percebe que não se está lidando com o indivíduo como pessoa, mas com slogans, palavras-chave e similares que se apoderaram dele. A Pessoa está sob um feitiço, cego, mal utilizado e abusado, em seu próprio ser. Tendo assim se tornado uma ferramenta sem mente, a pessoa estúpida também será capaz de qualquer mal e, ao mesmo tempo, incapaz de ver que é malvado. É aí onde o perigo do abuso diabólico se esconde, pois é isso que de uma vez por todas pode destruir seres humanos".
(roubartilhado de Claudio Oliver)

terça-feira, 4 de abril de 2017

Decrescimento

"Decrescimento: leituras para a "Prisão Crescimento"

 Pequeno tratado do decrescimento sereno, de Serge Latouche, 2007, francês. [Trad: Claudia Berliner, 2009.]
 Democracia econômica: alternativas de gestão social, de Ladislau Dowbor, português, 2013.
 O decrescimento: entropia, ecologia, economia, de Nicholas Georgescu-Roegen, 1970-81, inglês. [Trad: Maria José Perillo Isaac, 2012.]
 A natureza como limite da economia: A contribuição de Nicholas Georgescu-Roegen, de Andrei Cechin, 2010, português.
* * *


O economista francês Serge Latouche se autoentitula um “objetor do crescimento” — como em outros tempos havia os “objetores de consciência”, que se recusavam a ir a guerra. O Pequeno tratado, que tem objetivo de ser “um compêndio do corpus das análises já disponíveis sobre decrescimento”, é a melhor porta de entrada ao assunto.


Ladislau Dowbor é um economista polonês radicado no Brasil e professor da PUC-SP. Democracia econômica, também muito acessível às pessoas leitoras leigas, tem como objetivo fazer uma “revisão da literatura econômica internacional” sobre a construção de um novo tipo de economia, uma certa “democracia econômica” mais afinada às problemáticas e necessidades atuais.


Já o falecido economista romeno Nicholas Georgescu-Roegen (1906-1994) foi um dos precursores do decrescimento, em uma época que esse tema ainda era anátema dentro da economia. Basicamente, ele diz que, como o universo tende à entropia, cada joule de energia, cada quilo de alumínio, que gastamos hoje é um pequeno roubo dos nossos descendentes. Ou seja, ele defende o decrescimento, entre outras coisas, para que a matéria-prima do planeta não acabe tão rápido.


A prosa de Georgescu-Roegen pode ser um pouco densa para pessoas leigas, e a Editora do Senac tem feito um excelente trabalho de popularização de suas idéias: Decrescimento é uma seleção de quatro de seus principais e mais acessíveis artigos, oferecendo um bom ponto de entrada para sua obra; e Natureza, escrito por um professor brasileiro, é uma tentativa de apresentar suas ideias de maneira resumida, explicada e ainda mais acessível."

(retirado de postagem de Alex Castro em seu "Leituras comentadas")

segunda-feira, 3 de abril de 2017

LOGAN

"Eu machuco pessoas" - murmura Wolverine.
"Eu também machuco" - retruca Laura - "mas elas são más".
"Isso não muda nada" - lamenta Wolverine
Eu sei que o filme é só uma mentirinha de muita ação, porrada, e sangue.
Mas essa cena poderia dar um "pause" no filme, pra gente pensar nela por uns minutos, né...

terça-feira, 21 de março de 2017

O sistema tem suas raízes em cada um de nós

"Uma sociedade verdadeiramente humana será uma sociedade onde não haverá miséria, ignorância e abandono - uma vergonha do passado, então inconcebível. Qualquer um que apresente qualquer argumento explicando a inviabilidade de uma sociedade assim, apenas me provoca um riso amargo. Não há produção suficiente de alimentos? Não existem conhecimentos, logística, condições de eliminar estas excrescências da face da terra? Ora, é claro que existem. 
O que acontece é que a acumulação, a concentração de riquezas, propriedades e privilégios precisa roubar direitos, mantendo populações em condições de barbárie, precisa de ignorância, desinformação, miséria e abandono pra seguir explorando populações e saqueando riquezas, moendo gente, destruindo potenciais e vidas, sujando e envenenando, tanto o planeta quanto as almas, as mentalidades, os comportamentos. Devemos a isso o estado de degradação social em que vivemos. 
Querer vencer na vida é sustentar isso. Competir é manter o modo de relacionamento social. Acreditar nas informações e "opiniões" dos veículos de comunicação é envenenar a mente e receber uma visão de mundo completamente distorcida. Querer o que é induzido pelo massacre publicitário em suas sutilezas sedutoras é o alimento do sistema social. Não ligar a violência e a criminalidade ao desequilíbrio social absurdo, à miséria, à pobreza e aos valores distorcidos pela publicidade e pela propaganda ideológica subliminar da mídia, acreditando que repressão e encarceramento são algum tipo de solução - ou mesmo contenção - pra situação de terror cotidiano, pros níveis de criminalidade, é ter a mente lavada, enxaguada, teleguiada, entorpecida e estupidificada. 
Pretender mudar um sistema que estimula a competição, o confronto e a disputa, confrontando, disputando e competindo - ainda mais dentro das instituições, infiltradas e dominadas pelos poderes econômicos - é de uma ingenuidade mais que inútil e incapaz. Acaba sendo a "prova" apontada pelos defensores deste sistema social criminoso de que a farsa política é realmente uma "democracia", alegando que não se poderia falar assim se não fosse uma democracia. Alegação mentirosa, obviamente. Pode-se falar como esses pretensos revolucionários falam porque eles não tem nenhum poder de mobilização popular, em seus condicionamentos de superioridade social, em seu doutrinarismo estéril, em sua arrogância e pretensão de liderar, organizar e conduzir as massas. Pensam que estão lutando por uma sociedade igualitária, mas estão é colaborando com essa estrutura desumana, ajudando a construir o cenário do teatro macabro. Se alcançassem humildade, perceberiam. Eu percebo que há muitos se tocando. O processo tem seu ritmo. 
Em cada um de nós há raízes dos condicionamentos sociais produzidos em laboratórios de pensamento bem pagos, contratados por um punhado de parasitas sociais podres de ricos - que não participam do caos que provocam, cercados em suas fortalezas com muros eletrificados e exércitos bem armados de seguranças privadas. Estamos expostos a isso desde o útero materno e ingenuidade é pensar que nossa vontade é toda nossa, como nossa visão de mundo, opiniões, sentimentos, desejos,... esta percepção, a meu ver, é a primeira de todas. E o trabalho interno, o mais importante. A coletividade é formada por todos e cada um. Trabalhando em si mesmo, o trabalho se estende automaticamente ao coletivo, sem pretensões de ensinar, liderar ou conduzir."

Eduardo Marinho - "Observar e Absorver" - 19 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Minha Mensagem de Natal

"Outro dia o filho que não tenho, e que já é grandinho o bastante para fazer esse tipo de pergunta, perguntou-me, olhando para o mundo, se existe esperança.
Era época de Natal e ele queria que minha resposta o enchesse de inspiração e de bons sentimentos; uma resposta que o capacitasse a abraçar o futuro com olhos brilhantes e pés otimistas. Queria, em outras palavras, uma mensagem.
Esta, meu filho, é uma resposta que palavras não podem dar - menti o menos que pude, e invoquei não sei de onde um sorriso.
Quando ele for mais velho direi que não, que não há qualquer esperança. Andaremos lado a lado por um caminho no meio da tarde e confessarei que não enxergo esperança no mundo, nas religiões e instituições e, ainda menos, em mim mesmo. Direi que as belas mensagens otimistas que os homens trocam em ocasiões solenes são distrações que não chegam nem de perto a alterar a dura malha da realidade. As pessoas não se tornarão mais generosas, menos mesquinhas e mais iluminadas, porque vivi quarenta anos e a cada dia me distancio mais, eu mesmo, desse ideal ilusório.
Ele me olhará nos olhos e, sem dizer nada, abrirá um meio sorriso, porque verá que, embora não exista esperança, embora eu esteja convicto de que não há, cultivo ainda assim alguma.
Se tudo der certo, com o passar dos anos ele aprenderá a guardar a esperança como eu: como quem tem vergonha de permanecer criança e continuar olhando com fascinação para a chama de uma vela que qualquer um pode apagar."
(Paulo Brabo, AQUI)

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Mistério!!!

Até setembro passado, este blogue recebia, em média, mil visitas por mês. Eu achava razoável, visto que nunca foi minha intenção ser um blogger profissional, com 50, cem mil visitas/mês.
Subitamente, em outubro e novembro, as visitas subiram para mais de 5 mil em um só mês!!!!
O que será que aconteceu?!?!?! Terei me tornado celebridade e nem percebi???
Acho que há uma explicação lógica para o fato, mas... deixa prá lá!!!
Esse mistério é mais interessante que a explicação, com certeza!

terça-feira, 11 de outubro de 2016

A Quem Interessar Possa: Anarquismo não é Utopia! Entrevista com Daniel Colson

Entre las tradiciones históricas revolucionarias, es difícil encontrar una más repleta de tesoros que el anarquismo. Las diferentes versiones del marxismo-leninismo (maoísmo, trotskismo), son hoy prácticamente “lenguas muertas”, es decir, “lenguas que no son ya la lengua materna de ningún individuo, ni la lengua de uso en ninguna comunidad natural de hablantes”. Y si algún autor de esa corriente aún nos hace pensar hoy, como es el caso de Gramsci, es por haber tenido que inventar en su día un nuevo lenguaje (en lugar del vocabulario marxista clásico) para esquivar la censura.
Por el contrario, el anarquismo resuena intensamente con los movimientos políticos más recientes como las plazas de 2011: autoorganización, rechazo de la delegación, disgusto hacia las intrigas de palacio, atención sensible hacia todas las relaciones vitales, carácter afirmativo y no sólo reactivo, lógica no frontal o simétrica del antagonismo, etc. Y sin embargo, ese vínculo es más implícito e inconsciente que explícito. ¿Por qué? Porque hay dragones. Dragones guardianes que, hechizados por el brillo del tesoro, lo custodian de tal modo que lo sofocan y esterilizan. Encierran el anarquismo en siglas, fechas y héroes, fetichizan la memoria, construyen identidades-fortaleza, desconfían de lo nuevo.
Se vuelven necesarios, pues, los espíritus aventureros que se atreven a burlar la vigilancia de los dragones para liberar y compartir los tesoros retenidos. Los “traductores” que devuelven la vida al anarquismo y el anarquismo a la vida, activando una memoria no nostálgica, sino inspiradora para el presente. Como por ejemplo Tomás Ibañez Christian Ferrer o el filósofo e historiador francés Daniel Colson.
En esta entrevista concedida a la revista francesa Ballast, Daniel Colson comparte algunos de los preciosos tesoros que ha encontrado en sus incursiones: el anarquismo como ontología y no como utopía o ideal, la visión del Estado como “resultante” de las relaciones de poder micro, el antiautoritarismo existencial como rasgo libertario, la ética anarquista como lógica de los comportamientos y los afectos, la revolución social más allá de la revolución política, el sentido de la multiplicidad, etc.
Tesoros para disfrutar y compartir, para activar en la vida y en las luchas, una vez liberados de los dragones guardianes de la ortodoxia.
Propones la idea de que el anarquismo no sería un modo de vivir, ni un estado de ánimo, sino una verdadera ontología. ¿Qué quieres decir con esto?
Hablar de ontología es hablar de lo que es, de lo que hay, de las cosas, de los hechos. Al contrario de lo que se piensa a menudo (algunos libertarios también lo hacen), el anarquismo no es un ideal o una utopía, ni tampoco una de esas ideas bellas pero irrealizables. El anarquismo es extremadamente realista. Habla de las cosas tal y como son: el caos, los accidentes, la vida y la muerte, la alegría, pero también la tristeza y el sufrimiento, las relaciones de fuerza y de poder, el azar y la necesidad, tanto de la existencia humana como del mundo y el universo que son los nuestros. En dos palabras, la "anarquía" de lo que es. El idealismo y la utopía no están del lado del anarquismo, sino del lado de las "leyes", de las "religiones", de los "Estados" y de los sistemas (incluso científicos) que pretenden poner orden y dar sentido al caos, doblegarlo a su lógica particular, a costa de muchos sufrimientos, violencias y obligaciones. El orden se dice a sí mismo realista, pero su realidad no es otra que la de la dominación.
¿Podrías hablarnos de esto a través de un ejemplo?
Sí, formo parte desde hace muchos años de una librería asociativa libertaria, La Gryffe. Como todas las asociaciones -esos "seres colectivos", que diría Proudhon-, La Gryffe ha vivido (y vive) numerosos conflictos a lo largo de su dilatada historia: una multitud de pequeñas tensiones localizadas en el día a día; pero también conflictos generales (o de conjunto) más o menos dramáticos, bajo la forma de crisis periódicas en torno a la orientación y el funcionamiento de la librería o a la apropiación de la "fuerza colectiva" (Proudhon) que "resulta” de cualquier cooperación, grupo o asociación.
Esas tensiones y crisis han provocado a menudo un profundo desánimo entre los miembros de La Gryffe y entre quienes la observan desde fuera. ¿Cómo? ¿Incluso un proyecto libertario como La Gryffe no logra evitar las fricciones, los líderes y las luchas por el "poder"? ¿Qué pasaría entonces en un marco más amplio? ¿Cómo puede creerse en el proyecto anarquista si ya sus más mínimas manifestaciones y tentativas no consiguen funcionar sin complicaciones, divisiones, renuncias, impotencias y choques (incluso a veces violentos, como lo demuestra la historia del anarquismo español)?
Por supuesto, hay razones evidentes en este mundo para estar desanimado. Pero desde un punto de vista libertario, no son de este tipo. No tienen que ver con la debilidad de una utopía o ideal que se estrellaría contra la dura realidad de un mundo en el que actuar como un ángel conduce muy a menudo a comportarse como una bestia. Lejos de sorprenderse o desanimarse, los anarquistas deberían advertir que las tensiones, los conflictos, las pasiones, las rivalidades y las violencias que se pueden constatar por todas partes son justamente la prueba más concluyente de la ontología que ellos defienden: la anarquía de lo que es, la anarquía de lo que hay. Bajo la fachada de las religiones y los Estados, de la cortesía y de las apariencias, siempre espera una nueva crisis, una nueva explosión, una nueva demostración del carácter anarquista e indomable de la realidad.
El desánimo de los libertarios no tiene que ver con el diagnóstico de la realidad, sino con la dificultad para deshacerse del peso de las representaciones idealistas, con la transformación reiterada del realismo anarquista en unos principios abstractos e ideológicos comparables a los de todas las demás ideologías y religiones, morales o estatales. Una vez convertido en programa e ideal, los anarquistas se esfuerzan, como nuevos Sísifos, en aplicar el proyecto anarquista a la realidad, pero es en vano. Ni siquiera disponen del poder de las instituciones autoritarias y jerárquicas que podrían darle a su proyecto, como ocurre en los demás casos, ciertas apariencias de realidad.
¿Dónde y cómo nace la concepción anarquista de la realidad? ¿Y en tu caso personal?
El punto de partida de la concepción anarquista del mundo no radica en la filosofía o en "la cabeza" de algunos pensadores como Proudhon o Bakunin. Bakunin "se vuelve anarquista" tardíamente, bajo el efecto de los acontecimientos, de su encuentro sensible y concreto con los  obreros relojeros del Jura en Suiza. El pensamiento de Proudhon, muy marcado al comienzo de su vida por la experiencia profesional en una imprenta, se debe principalmente a los acontecimientos de 1848, que transformaron profundamente, quizá no tanto a la persona que era, pero sí lo que pensaba y no dejó ya nunca de pensar.
En mi caso (mucho más modesto, evidentemente), tampoco empecé por la filosofía, sino también por unos acontecimientos (los de Mayo del 68 en este caso) que cambiaron mi vida, pero también por una serie de investigaciones históricas profundas sobre el movimiento obrero. Es decir, yo me hice interiormente anarquista en el fuego de los acontecimientos de Mayo, pero fue el contacto con la historia obrera lo que me hizo entender la amplitud y la profundidad del proyecto libertario, su manera de relacionarse con las cosas y con la vida más inmediata y material, así como la radicalidad de la revolución que este proyecto implica.
En el vocabulario de la filosofía contemporánea, se podría decir que el anarquismo constituye un horizonte de pensamiento o, de manera más amplia, un “plano de consistencia” (Deleuze). Algo "prende", algo "cuaja" y va asociando numerosas entidades diferentes al mismo tiempo que las hace proliferar: prácticas, teorías, técnicas, expresiones, temperamentos, personalidades, modos de ser, conceptos, gestos, ideas, estéticas, etc. Proudhon propone un concepto especial para pensar este "cuajar" de hechos y fuerzas diferentes: es el concepto de "homología" (que por cierto usa también Spinoza cuando explica, a groso modo, que hay más puntos comunes entre un caballo de labranza y un buey que entre un caballo de labranza y un caballo de carreras).
Así es como se han asociado (para mí) realidades tan diferentes como la historia del movimiento obrero y El Anti-Edipo de Deleuze y Guattari, entre ellas y a la vez con todo un mundo de hermanos, hermanas y primos, a veces muy lejanos: Spinoza, Leibniz, Simondon, Gabriel Tarde y muchos otros más. Y así creo que puede entenderse el concepto de "anarquía positiva" de Proudhon: un "prender", un "cuajar" de cuerpos y sentidos, no como se solidifica el hormigón (esa es la manera del fascismo religioso y el integrismo islámico), sino más bien en el sentido de una improvisación de jazz: modos de asociación de entidades radicalmente dispares y singulares que recomponen el mundo sin dejar nunca de ser diferentes, de tener una realidad, un modo de ser y un punto de vista radicalmente irreductibles a todos los demás. Los "haces de autonomía" (Proudhon), las "libres asociaciones de fuerzas libres" (Bakunin) o la "unión libre [...] de los únicos" (Stirner y Landauer) son modos de asociación que implican la autonomía absoluta de las fuerzas asociadas.
Hablabas de "anarquía positiva". ¿Tiene esta noción de Proudhon un eco en tus libros, en tu insistencia sobre el carácter nocivo del resentimiento y de la negatividad como motores políticos, tan presentes sin embargo en los ámbitos contestatarios? En el fondo, ¿cómo luchar sin odio?
No había pensando en el sentido que le das a la palabra "positiva" en la fórmula de Proudhon. Me parece que esta palabra le servía sobre todo para distinguir entre una especie de anarquía primera, en el sentido tradicional y negativo de "an-anarquía", de caos, y un segundo sentido, la auto-organización en el seno de ese caos, la auto-organización de ese mismo caos, mediante todo un proceso de selección de fuerzas, de disposiciones, en oposición y en equilibrio, etc. Pero, tenga que ver o no con Proudhon, tu pregunta sigue vigente y valida.
El anarquismo, estrechamente vinculado en su nacimiento a la violencia de la lucha de clases de los inicios del capitalismo industrial, no se libró de los efectos de odio, de resentimiento y de venganza que inducía dicha violencia. Pero no es el odio y el resentimiento lo que llama más la atención cuando se estudia la historia del anarquismo, especialmente de ese anarquismo obrero que fue su cuna y su horizonte.
Si uno examina la organización de los  "Caballeros del trabajo" o el contenido de los discursos de los líderes de los movimientos obreros que recriminan a su público la actitud de esclavos o de ovejas, es que el anarquismo obrero nace y se afirma, no como un movimiento de víctimas, sino de "maîtres" [amos y señores, pero también maestros y maestros artesanos], en el sentido que Nietzsche da a esa palabra. El "amo" anarquista y el "amo" nietzscheano comparten la característica decisiva de no tener ni necesitar esclavos (tanto Nietzsche como Proudhon son críticos de Hegel y de su dialéctica del amo y del esclavo).
Los "amos" de artes y oficios donde el anarquismo encuentra a muchos de sus militantes, los “amos” zapateros del Père Peinard que echan a los patrones a golpes de cinturón, etc. Habría mucho que decir sobre la complejidad y la ambivalencia de aquella actitud de "amos", tanto en el terreno profesional como dentro de las familias obreras, a través del modelo patriarcal que defiende vigorosamente Proudhon, donde el cinturón no sólo sirve para echar a los patrones...
Los "amos" de Nietzsche y del anarquismo son afirmativos, afirmativos en la rebelión y en las fuerzas interiores que autorizan esa rebelión, incluso cuando se trata de una rebelión tan desesperada como la de los Sonderkommandos de Birkenau o de Treblinka. En Nietzsche y en el anarquismo encontramos la misma idea de una afirmación emancipadora que escapa a toda negatividad; una afirmación generosa que pretende arrastrarlo todo consigo, rehacerlo todo, como lo demuestra la idea de huelga general insurreccional y el "separatismo" que implica ("la comunidad en la fuga" de la que habla Gustav Landauer) y que uno encuentra en el viejo anarquismo obrero, pero también en muchos movimientos contemporáneos (puede leerse en este sentido A nuestros amigos, el último libro del Comité Invisible).
Creo que estás de acuerdo con el análisis que hace Foucault del poder, ¿nos puedes decir algo más al respecto?
Para Foucault, el "poder" está en todas partes: es una multitud infinita de pequeños poderes o de pequeñas relaciones de poder que se encadenan, producen y sostienen entidades más amplias (las "resultantes" de que hablan Proudhon, Bakunin, Reclus...): los Estados, las Iglesias, las leyes religiosas, el capital, Dios. Todas las micro-relaciones de poder parecen emanar de estas entidades, pero en realidad son su causa y su sostén .
Se puede lamentar que Foucault no haya tomado más en cuenta el pensamiento libertario. Pero también es lamentable el hecho de que el pensamiento libertario haya podido, no tanto en sus prácticas como en las representaciones de muchas de sus organizaciones y de sus militantes más ideológicos, hipostasiar las resultantes de las relaciones de dominación: hipostasiar el Estado, el capital, las religiones como grandes enemigas (reproduciendo la creencia de que ellas son la fuente y el origen de las relaciones de poder, cuando en realidad sólo son sus resultantes y sin ellas no son nada).
El anarquismo no nació de una teoría previa y negativa del Estado y su conveniente destrucción. De forma mucho más concreta, el anarquismo nació de la práctica y de las interacciones inmediatas y minúsculas de la Primera Internacional, del modo en que Anselmo Lorenzo y Paul Robin percibieron las relaciones de Marx con sus discípulos, por ejemplo. Son estas pequeñas interacciones, amplificadas, las que han dado sentido a una crítica más general del Estado, del Capital, de la Religión, de la Política y de los Partidos. De manera muy significativa, el movimiento libertario naciente no se definió primero como anarquista, sino como "anti-autoritario". El anarquismo nació de prácticas y percepciones anti-autoritarias (la vertiente guerrera y combativa de la palabra "libertario") y son esas prácticas y esas percepciones las que han continuado dándole cuerpo y sentido al anarquismo, al anarquismo obrero o al anarquismo actual, en sus componentes más vivas y menos ideológicas.
La suerte del anarquismo es que, como movimiento práctico y nacido de la práctica, tuvo enseguida, con Proudhon y Bakunin principalmente, una teoría homóloga a esas prácticas. Una teoría de la "fuerza colectiva" compuesta por otras fuerzas colectivas que producen "resultantes" que corren siempre el riesgo de volverse contra las mismas fuerzas que las han producido. Sé que es complicado, sobre todo para las mentes marcadas por las representaciones del orden dominante, pero me parece que quienes tienen las tripas (ese "otro cerebro") o el resorte anarquista, deberían hacer el esfuerzo de leer realmente a Bakunin, a Proudhon, a Kropotkin y a tantos otros...
¿Qué podríamos encontrar en estos viejos autores?
Por ejemplo, Proudhon proporciona una batería de conceptos extremadamente ricos y esclarecedores sobre la naturaleza de las relaciones de poder. "Fuerzas", "fuerzas colectivas", "resultantes", "componentes" y "composiciones", "absolutos", "mónadas", etc. La gran originalidad de la teoría anarquista de inspiración proudhoniana se puede resumir en tres puntos:
1. Dar cuenta, de manera concreta, de todas las potencias que nos aplastan y dominan en el campo económico (teoría del valor), político (nacimiento y sostenimiento del Estado), ideológico y simbólico (Iglesia, Dios).
2. Dar sentido a las luchas e interacciones más inmediatas y minúsculas, frente a la visibilidad cegadora de las grandes dominaciones, como los "focos" donde se libra por doquier la guerra entre dominación y emancipación.
3. Inscribir explícitamente lo que está en juego de manera global e inmediata en lo que Proudhon llama una "nueva ontología" que funda la potencia teórica, práctica y revolucionaria del anarquismo.
Criticas el "cientificismo ingenuo y cínico" del marxismo y elogias la ética del anarquismo. ¿Cuál es esa ética? ¿Que los medios, como decía Camus, son ya fines en sí mismos? ¿Que, como declaraba Malatesta, a quien dedicaste un libro, más vale una derrota que la victoria sin principios?
Me parece que habría que precisar lo que entiendo por "principios". En el anarquismo, no se trata de ideas y leyes abstractas, codificadas y grabadas en mármol. Se trata de una determinación y de un juicio internos a cada situación , por minúscula que sea, un juicio o una evaluación inmediata, práctica y muy intuitiva, intempestiva, por ejemplo la de los milicianos españoles desertando de las columnas anarquistas en el momento mismo de su militarización.
Camus tiene razón. Para el anarquismo, solo existen "fines" y no "medios", fines inmediatos e innumerables: en dos palabras, la anarquía, la an-arkhe , no es la ausencia de principios, sino un exceso de principios primeros, de “absolutos” como decía Proudhon, que asociados y federados, son capaces por selección, confrontación, imitación, lógica y dinámica internas de reproducirse y propagarse por todas partes. El anarquismo se opone a cualquier lógica instrumental y utilitaria, objetiva y objetivante. Cada cosa es una fuerza singular que resulta de una composición de fuerzas igual de singulares, ellas mismas compuestas de otras fuerzas singulares.
Para criticar el anarquismo, hay quien habla de "deseo", de "capricho" y de "subjetividades deseantes". Pero es equivocado reducir el anarquismo a las trampas y las deformaciones del liberalismo, a la presión de consumir cada vez más objetos o mercancías de todo tipo. Para el anarquismo, los "deseos" no son los del consumo capitalista y sus individuos artificiosos, esas "unidades de codicia" de las que habla Gilles Châtelet en Vivir y pensar como puercos: "bolas de billar patéticas que en sus esfuerzos por diferenciarse se hunden cada vez en la mayor equivalencia". Para el anarquismo, los deseos son fuerzas materiales singulares que implican y movilizan cada vez la totalidad de lo que es, bajo cierto punto de vista, según cierta configuración, un modo de ser opresivo o emancipador. "Deseos", "fuerzas", "voluntad de poder" (pero también "conatus", "entelequias" y otras nociones) son conceptos que afirman, cada uno a su manera, la misma realidad, la realidad material de lo que es.
Efectivamente, al cientificismo del marxismo (a las "situaciones objetivas" decretadas e impuestas por el Partido), el anarquismo no le opone ninguna moral, ni unos principios morales, sino una "ética", en el sentido de Spinoza. Una ética que es ante todo una etiología, una lógica de los comportamientos y de los afectos, un sentido práctico, que proviene de las cosas, los acontecimientos y las situaciones.
Una vieja querella agita los movimientos de emancipación, en el sentido amplio de la palabra: el individuo y el colectivo. Se acusa a menudo a los anarquistas de despreciar el segundo término y a los comunistas de sacrificar el primero. ¿Cómo resuelves esa cuestión?
Históricamente, el anarquismo padeció durante mucho tiempo una corriente "individualista" muy particular y que hoy, afortunadamente, casi ha desaparecido. Se volvió inútil en la medida que el propio capitalismo impuso a todo el mundo la "individualización" de los "gustos y colores" que el individualismo "anarquista" oponía a las nuevas y viejas comunidades (Iglesias, sindicatos, oficios, naciones, familias, grupos de afinidad, etc.). Este individualismo anarquista (que siempre fue marginal y que todavía perdura aquí y allá, en el terreno de la alimentación, de la procreación o de la sexualidad por ejemplo) tiene dos características negativas.
Acabamos de ver la primera: la inscripción del individualismo anarquista en el interior de las representaciones y las prácticas o los "deseos" del liberalismo capitalista hoy hegemónico. La segunda característica deriva de la primera pero va más allá. Es la creencia exorbitante en la existencia primera y auto-fundadora de un "sujeto" trascendental, dueño de sus elecciones y de sus decisiones; una creencia y un postulado extremadamente poderoso en la vida práctica (educativa, laboral, judicial…) y en el terreno de la filosofía, desde Descartes a Sartre, pasando por Kant, Husserl y muchos más.
Para los movimientos anarquistas pasados y presentes, la relación entre el individuo y el colectivo se plantea en unos términos y en un horizonte de pensamiento y acción radicalmente diferentes. La afirmación "personal", como diría Proudhon, no tiene nada de liberal y no remite a la ficción moderna de un individuo o un sujeto trascendente, que existiría por fuera de las cosas, de las situaciones y de los acontecimientos. La inmensa mayoría de los militantes revolucionarios, orgánicamente vinculados a movimientos de masas (principalmente, el sindicalismo), pueden calificarse seguramente como "personalidades fuertes" o "individualistas", pero ese individualismo y esa personalidad sólo tienen sentido y existencia dentro de los movimientos colectivos, dentro de las "subjetividades colectivas" de las que son a la vez el producto y una de sus componentes.
Un último comentario: para el anarquismo, no hay diferencias de naturaleza entre el "individuo" y el "grupo". Como lo subraya Proudhon, "el individuo es un grupo", un "compuesto de potencias" ellas mismas compuestas de otras potencias compuestas y así hasta el infinito. El "individuo es un grupo" y todo "grupo es un individuo", una "individuación", un "ser", una "subjetividad", un "absoluto", cada vez singular y sorprendente, y sólo mediante una larga experiencia colectiva podemos captar sus fuentes y sus efectos, buenos o malos, opresivos o emancipadores.
Críticas la pertinencia de las nociones de derecha y de izquierda como "ilusiones" que sólo sirven para estafar a los ciudadanos-electores. ¿Piensas que habría que superar esa división ineficaz para comprender nuestra época, como aconsejaba Castoriadis? Hay quien te diría que es lo mismo que dice el Frente Nacional...
La distinción derecha/izquierda, así como el "ni derecha ni izquierda", son nociones políticas y politiqueras, aunque se basen y actúen en un viejo fondo imaginario que desborda los meros dispositivos políticos. El anarquismo recusa lo político como una trampa mortal para un proyecto revolucionario que abarca la totalidad de lo que hay, que parte de esta totalidad, de todos sus componentes. A la "revolución política" (nuevo Estado, nuevos dirigentes, nueva constitución), el anarquismo opone desde el principio una revolución social y económica ("la Social") que se distingue radicalmente de la simple y vieja revolución política. Una revolución que parte de todas las cosas, una revolución de largo recorrido que las implica a todas por igual: es "la independencia universal" y "la independencia del mundo" que cantan las viejas canciones obreras del siglo XIX. En esa lógica emancipadora, los "revolucionarios" no preguntan jamás a sus numerosos compañeros de pelea si son socialistas, de derechas, cristianos o budistas. La dinámica y la lógica emancipadora valen por sí mismas, no se exigen los compromisos ideológicos propios de los partidos, las Iglesias o las "sectas".
Hemos visto recientemente, en España, a ciertos anarquistas mostrarse  extremadamente hostiles hacia un movimiento como Podemos y, en particular, hacia su portavoz Pablo Iglesias: ¿no hay una especie de purismo y de sectarismo en el movimiento anarquista que le condena a predicar dentro de su capilla, a hablar sólo a las minorías, a mantenerse lejos de “las masas”, por usar una palabra que no te gusta mucho?
Desconozco la naturaleza de esas críticas hacia Podemos y, por experiencia, desconfío un poco de ellas. Pero en lo que venimos diciendo creo que habría argumentos para elaborar una crítica anarquista. Podemos presenta dos características estrechamente unidas e igualmente inaceptables para el anarquismo:
1. Una solución política, ganar las elecciones, conquistar el poder del Estado.
2. Fundar su acción y esta victoria (de opinión) sobre la cantidad, sobre la "mayoría" de individuos-electores-ciudadanos, que se parecen como tales a las "bolas de billar" de Chatelet y se expresan en  grandes coreografías "de masa" que llegan después (y codifican) las movilizaciones de las multitudes heterogéneas.
Para acabar, quizá la pregunta más difícil: ¿podrías dar una breve definición del anarquismo?
Es Deleuze (y Guattari) quien, de manera aparentemente enigmática, da a mi juicio la mejor definición: la Anarquía, "una extraña unidad que sólo se reclama de lo múltiple". Espero que lo dicho anteriormente contribuya a aclararla.
(Esta es una versión parcial de la entrevista publicada por la revista francesa Ballast en febrero de 2015.)

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

3 erros do governo PT

"Talvez o melhor aspecto do pensamento à esquerda e que mais me influenciou foi o estímulo à análise e à auto-crítica. Faz um ano publiquei um vídeo one analisava o problema dos governos recentes de esquerda no Brasil, que fizeram a maior inclusão da história do país, mas que o fizeram as custas de três defeitos: 1- a inclusão foi tutelada, não permitindo a libertação e a emancipação plena dos cidadãos. 2- A inclusão foi financiada por crédito para consumo, desestimulando a poupança e o investimento desde a base. 3- A inclusão foi medida pela capacidade de consumo, e assim sendo, criou mimados e estimulou o desejo mais torpe de felicidade por meio do consumo, do desejo e da aparência (avião, carro, eletrodomésticos, roupas se tornaram objetivos a serem alcançados). 
Esta tríade, mas em especial este terceiro aspecto explica em grande parte porque um João Dória, epítome do consumismo superficial, virou desejo de TODAS as sessões eleitorais de são paulo, elegeu-se nas zonas mais pobres do mesmo jeito que nas mais ricas, e porque não há resistência efetiva ao golpe, mas sim o silêncio omisso de quem não liga. Ao optar pela inclusão a crédito, tutelada e consumista criou-se o chão para pavimentar a subida da direita. Fomos derrotados não por uma direita má e autoritária, mas por optar por um conjunto de valores sedutores e irresponsáveis e por fazer inclusão pela consumo"

Claudio Oliver, no Facebook

terça-feira, 4 de outubro de 2016

O que nos faz, seres humanos, diferentes de todos os outros animais conhecidos?

Este video está em Inglês, mas felizmente, há legendas em em Português.
Sugiro fortemente que separe 17 minutos do seu tempo para vê-lo. 
Você não vai se arrepender!


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Um cérebro, dois hemisférios

"A mente humana e sua capacidade de fazer duas coisas muito diferentes: Uma é a habilidade de dividir as coisas em suas partes constituintes e examinar como se misturam e interagem. A outra é a habilidade de unir coisas separadas para que contem uma história... O melhor exemplo da primeira é a ciência; da segunda, a religião. A ciência segmenta as coisas para ver como elas funcionam. A religião junta as coisas para ver o que significam... A primeira é uma atividade predominantemente do lado esquerdo do cérebro; a segunda está associada ao lado direito do cérebro. O lado esquerdo do cérebro nos diz como o mundo é, enquanto o direito nos oferece uma visão de como poderia ser.
...quando usamos o lado esquerdo do cérebro para argumentar, articulamos uma teoria, indo de um ponto a outro em sequência lógica da premissa à conclusão. Uma vez reconhecida a verdade da premissa, não há escolha a não ser aceitar a verdade da conclusão. Quando usamos nosso hemisfério direito, o lado intuitivo e não o lado lógico do cérebro, não propomos um argumento. Contamos uma história. Uma história ser verdadeira ou falsa não depende de que  ela represente ou não o mundo como ele é ou foi, e sim de que ela produza ou não a resposta emocional "sim, é assim que a vida funciona"."
(Harold Kushner em "As nove lições que aprendi sobre a vida")

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Imperdível: A Mentira Que Vivemos

Adicionei um video à lista dos videos essenciais que todos nós deveríamos assistir algumas vezes durante a vida:
Chama-se "The Lie We Live" (A Mentira Que Vivemos) e completa a lista anterior:

Pale Blue Dot - Pálido ponto azul
Dance Monkeys, Dance! - Dancem, macacos, dancem!
Wear Sunscreen - Use filtro solar
Sabe Com Quem Está Falando?!
Everything Is Offensive - Tudo é ofensivo

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Classes - Harold Kushner

"Sociólogos identificaram a diferença nítida entre as pessoas da classe trabalhadora e da classe média como resultado de quanto controle alguém tem sobre sua própria vida. As pessoas da classe trabalhadora, bem como as mulheres em tempos pré-modernos, estavam acostumadas a seguir ordens, submetendo-se à autoridade. Por outro lado, pessoas da classe média e das classes mais altas entendem que não é obediência, mas, sim, discernimento, o que os outros esperam delas. Elas sentem que tem não só o direito, mas a obrigação de questionar o modo como as coisas sempre foram feitas."
(Harold Kushner, em "As 9 lições essenciais que aprendi sobre a vida", ed Best Seller, p20)