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sábado, 4 de julho de 2015

O que me espanta

O que me espanta

O que me espanta não é o ódio destilado nas redes sociais por todos os lados de qualquer assunto.

Não importa se vc é a favor ou contra, esquerda ou direita, liberal ou conservador, coxinha ou petralha, crente ou ateu, roqueiro ou funkeiro. As posições são defendidas com unhas e dentes virtuais e são sempre questões que defendemos apaixonadamente.

O que me espanta não são o extremismo das posturas, a veemência dos ataques a quem não compartilha 100% de nossa opinião, a superficialidade das análises.

O que me espanta é que só existam, nas mentes e corações, duas situações possíveis: certo ou errado; branco ou preto, comigo ou contra mim. Se vc não faz parte do meu time, é meu adversário; se não é meu amigo, é meu inimigo, se não concorda comigo é porque não merece minha consideração, se não tem a minha fé é um infiel...

Isso é o que me espanta. Isso é o que me aterroriza. É disso que eu tenho muito medo...

Porque ao eleger como meu adversário, meu inimigo, meu opositor quem não partilha das minhas ideias, não tenho mais interesse nenhum em conhece-lo mais, em saber suas ideias e pesar suas opiniões. Só desejo eliminá-lo, despreza-lo, desmerece-lo.

A única sociedade possível nessa situação não é uma democracia plural, e, sim, uma sociedade homogênea. É uma teocracia absolutista, um regime autoritário unipartidário, uma ditadura fascista, coisa assim.

E eu não quero viver em um mundo assim. Nem quero esse mundo para meus filhos.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Não deixe de ver!

Este documentário pode ajudá-lo a pensar no mundo em que vivemos e no mundo em que queremos - ou precisamos, se é que vamos sobreviver - viver e deixar para nossos netos...


É longo? É
É um documentário? É
É imprescindível? É!!!!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Nas ondas do Radio

Anos atrás, incentivado pelo meu amigo Valter Ferraz, à época, entusiasmado, ele, pela possibilidade de ter, na Internet, uma estação de radio só pra ele, aventurei-me a gravar alguns "spots" de 3 a 5 minutos cada para serem colocados "no ar" pela programação da Pier FM.
Infelizmente, a radio não vingou... espero que minha participação não tenha responsabilidade nisso.
Nos próximos dias, postarei as minhas gravações.
Quem quiser ser ousado e ouvir, é pro sua conta e risco!!!


Programa 1:  clique AQUI

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Deus poliglota

"Um Deus de muitas línguas. Um Deus de muitos povos. Um Deus sem idioma oficial. Um Deus que, em vez de silenciar, delega poder ao discurso dos oprimidos, dos bru­ta­li­za­dos e dos mar­gi­na­li­za­dos. O Pen­te­cos­tes foi uma revolta contra os que buscavam res­trin­gir Deus a um único e res­pei­tá­vel idioma oficial de um único povo justo ou a uma única teologia sistemática."

(David R. Henson, em The Divine Protest of Pentecost, citado por Paulo Brabo, em "O Divino Protesto de Pentecostes", na "Bacia das Almas")

terça-feira, 12 de maio de 2015

Só não lavei as mãos

"Não fechei os olhos, não tapei os ouvidos. Cheirei, toquei, provei... Ah! Eu usei todos os sentidos! Só não lavei as mãos e é por isso que eu me sinto cada vez mais limpo!!!"

("Daquilo que sei" de Ivan Lins)

terça-feira, 14 de abril de 2015

While My Guitar Gently Weeps

Dedico esta linda canção de George Harrison aos meus amigos do Facebook que enxergam a diminuição da maioridade penal, o impeachment da presidente, ou a condenação dos políticos do PT acusados de corrupção como as únicas soluções dos graves problemas brasileiros:

I look at you all see the love there that's sleeping
Olho para todos e vejo o amor que dorme
While my guitar gently weeps 
Enquanto minha guitarra chora docemente
I look at the floor and I see it needs sweeping 
Still my guitar gently weeps 
I don't know why nobody told you how to unfold your love 
Não sei porque ninguém te disse como desenvolver seu amor
I don't know how someone controlled you 
Não sei como alguém controlou você
They bought and sold you 
Eles te compraram e te venderam
I look at the world and I notice it's turning 
While my guitar gently weeps 
With every mistake we must surely be learning
Com cada erro devemos estar certamente aprendendo
Still my guitar gently weeps 
I dont know how you were diverted
Não sei como você foi desviado
You were perverted too
E foi pervertido também
I dont know how you were inverted
Não sei como você foi invertido
No one alerted you 
E ninguém te alertou
I look from the wings at the play you are staging
Olho para o jogo que você está encenando
While my guitar gently weeps 
Look at you all... 
Still my guitar gently weeps

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Eu uso óculos

Que óculos você usa? 

Usamos óculos. 
Mesmo quem tem visão 100% perfeita – a chamada 20/20 – usa, sim óculos! É um tipo especial de óculos, formado dentro da cabeça das pessoas através dos anos, e que ajuda a dar sentido e significado ao mundo no qual as pessoas vivem. Sendo esse óculos algo invisível, é difícil identificá-lo ou mesmo perceber que temos um e que o usamos o tempo todo. 
Essa a razão por que as discussões no Facebook, especialmente e ultimamente, sobre a diminuição da maioridade penal, casamento gay, aborto, impeachment, corrupção, política em geral tem resultado em brigas áridas, em troca de acusações infundadas e ofensas, quando não em uma pura e idiota desqualificação do interlocutor simplesmente porque não comunga das mesmas ideias. 
Esses debates tem me feito muito mal. Tenho ficado triste ou furioso, ou ambos o que tem afetado até minha paz de espírito e saúde. 
Um verdadeiro e proveitoso diálogo só é possível quando as pessoas envolvidas reconhecem os óculos – próprios e do outro - e estão dispostas a respeitar e admitir que seus próprios óculos podem estar com “lentes inadequadas” – o que os faz enxergar mal a realidade - e necessitam, portanto, de “mudança de grau”. 
Isso é difícil, muito difícil pois exige uma abertura e pré-disposição à autocrítica, que é raro encontrar. 
Portanto, estou resolvido a não mais insistir em debater qualquer assunto com qualquer pessoa que não esteja disposta a me apontar o “defeito em minhas lentes” e reconhecer a “miopia de suas próprias lentes”.

terça-feira, 7 de abril de 2015

ENCRUZILHADA

Compaixão 

Edgar Morin, um dos pensadores mais brilhantes do século XX e XXI (está vivo e atuante, aos 94 anos!), escreve em seu mais recente livro – “A Via” (ed. Bertrand Brasil) – “Há apenas dois caminhos para a Humanidade: o abismo ou a metamorfose."
Meu mestre, o homem de Nazaré, seguramente concordaria com Morin e proporia apenas uma pequena mudança: em lugar de “metamorfose”, ele usaria a palavra “compaixão”. 
A Humanidade está cada vez mais perto de encarar uma encruzilhada inescapável da qual dependerá sua sobrevivência:
Ou escolhe o difícil, árduo, complexo, democrático e estreito caminho da compaixão, ditado pela força do Amor, da solidariedade, da gentileza e da fraternidade; 
Ou irá pelo largo, fácil, ilusório e desastroso caminho do individualismo, do retributivismo, do fundamentalismo, do neoliberalismo, do capitalismo, do legalismo e do autoritarismo ditados pelas “forças do mercado”. 
O primeiro leva a uma nova etapa na história da Humanidade na Terra. O segundo leva à eliminação do ser humano como componente deste vasto Universo... 
E não haverá lembrança dele...

quarta-feira, 11 de março de 2015

Porco-espinho que aspira a ser raposa

Descobri que sou um Porco-espinho que pretende e se esforça para ser uma Raposa. 
Não é uma vida fácil, porque outros porcos-espinho vivem me atraindo para o ninho deles e eu facilmente caio.
Mas luto, persistentemente, luto para deixar de ser tão Porco-espinho e me tornar gradativamente um pouco mais Raposa.
Quer saber se você é Raposa ou Porco-espinho? Abra o link abaixo:

Raposa ou Porco-espinho?

terça-feira, 10 de março de 2015

Panelaço


Perguntam-me sobre o discurso da presidente Dilma na TV e o "panelaço" de protesto ocorrido na noite do domingo, 8/3/2015.
Viajava com Elaine, minha esposa, à noite, pela rodovia Castelo Branco, entre São Paulo e Sorocaba. Chovia a cântaros. De repente, dois carros a algumas centenas de metros em posição estranha. Freei com dificuldade e desviei para a direita, passei a poucos centímetros dos carros abalroados em plena pista. Parei mais adiante e desci para ver se alguém se machucara. “Felizmente não há feridos”, me informou um dos acidentados, todos já seguros no largo canteiro central que separa as duas pistas. Mas os carros, espalhados por duas das três faixas de tráfego da rodovia ofereciam um enorme risco de mais acidentes. Por isso fomos avisar os carros e caminhões que vinham em velocidade, apesar da chuva torrencial, para que diminuíssem a velocidade e trafegassem pela faixa direita da pista. Mas mal nos pusemos, eu e um motorista de caminhão que também parara para ajudar e trazia uma valiosa lanterna, a acenar para os veículos diminuírem a velocidade, e ouvimos o barulho estridente de uma derrapada e buuummm!!!, outro carro chocou-se violentamente contra um dos carros parados. Corri para acudir possíveis feridos, mas os quatro ocupantes do carro saíram ilesos, apesar de abalados, e foram enxotados rapidamente para o canteiro central, a salvo. Voltei a pensar em sinalizar para os veículos e Elaine apareceu com um triângulo de segurança. Fui bem distante à frente e posicionei o triângulo na faixa da esquerda. Ao mesmo tempo, via o desespero com que alguns motoristas eram surpreendidos pela visão de um acidente à frente e quase se acidentavam também. Certifiquei-me que todos estavam bem, sem ferimentos, e que a polícia rodoviária já havia sido acionada. Voltei para o carro com Elaine. Ensopados, totalmente molhados, adrenalina a mil, seguimos viagem.
Não. Eu não vi o discurso, nem ouvi panelaço algum. Estava ocupado socorrendo pessoas em perigo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Monarquia ou República (um causo para tempos de impeachment)

"Certo tava o Caipira que perguntado pelo Tio Cornélio Pires, no início do século passado, se era Monarquista ou Republicano, responde que Política é como criação de porco. Por isso era Monarquista, pois o porco engordava à custa do povo, se acomodava com a vida boa só comendo e dormindo, e só quando morria era trocado por um filhote. Na tar de Republica, cê põe o porco pra engorda...ele fica lá 4 anos, engorda, e quando ta bão de saúde e comeno menos, a gente tem que trocá de porco...e começa tudi novo!!!!" 

(com meus agradecimentos o primo Zé Mauro Pires pela contribuição)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Egoismo e Ganância

Querem me convencer, inutilmente (apesar dos incansáveis esforços) que o egoismo e a ganância - devidamente incentivados pelo liberalismo econômico - são os motores do progresso humano, os responsáveis por todos os avanços da civilização, enfim, por tudo de bom e belo que desfrutamos na sociedade moderna.

Arrepia-me tais tentativas, de nojo e asco. 

Dói-me o coração saber que existem pessoas cegas, iludidas ou maldosas e maliciosas o suficiente para defender tal ignomínia. Não fazem bem nem à humanidade, nem a si mesmas. Apenas ajudam a perpetuação de uma civilização atroz, que permite e ceva atentados a humoristas na Europa, genocídios religiosos na África e o assassinato patrocinado pelo Estado (a pena de morte) na Indonésia (entre outros países).

Que Deus tenha piedade dessas pobres almas...

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A Realidade e a Narrativa

Será? E se não é, como é?

"A Realidade é a Narrativa compartilhada por todos"

("The Librarians", série da Universal Channel)

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A Via de Morin

Ganhei de Natal da Elaine o livro "A Via para o futuro da humanidade", de Edgar Morin, ed Bertrand Brasil.
O livro é tão bom, mas tão bom, que nas duas primeiras páginas, as de agradecimentos, já encontro essa pérola:

"Como introdução e esta derradeira obra, não posso repetir aqui senão o que escrevi no fim do meu prefácio de "O Método" [sua obra prima, em 6 volumes]: "Sinto-me conectado ao patrimônio planetário, animado pela religião do que religa, pela rejeição do que rejeita, por uma solidariedade infinita..." (grifo meu).

Pronto! Eu que há anos venho lutando contra a religião institucionalizada, que prende mais do que liberta, obscurece mais do que ilumina, condena mais do que salva, odeia mais do que ama, encontrei a minha religião: aquela que religa (o homem consigo, com o próximo, com o mundo, e, portanto, com Deus).

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

L'Amore

"Che l'Amore è la più bugiarda delle verità."

O Amor é a mais mentirosa das verdades. 

(Marco Masini em "Il Giorno Piu Banale")

Aguarde mais uns dias...

sábado, 13 de dezembro de 2014

Quase como o "blues"

"There is no God in heaven
There is no hell below
So says the great professor
of all there is to know

But I've had the invitation
that a sinner can't refuse
It's almost like salvation
It's almost like the blues."

Não há Deus no céu
Não há inferno abaixo
Assim diz o grande professor
de tudo que há para saber.
Mas eu recebi um convite
que um pecador não recusa
É quase como salvação
É quase como o "blues".

(Leonard Cohen, em "Almost like the blues")