Um ser à procura de sua humanidade. Seja bem vindo, e fique à vontade para comentar!!!
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
O Passado, o Presente, o Futuro - 2
Sonhamos com um futuro e lembramos o passado. O presente é apenas o momento no qual nos envolvemos nestas duas realidades: o sonho e a lembrança.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
O Passado, o Presente, o Futuro - 3
Frase na publicidade na televisão do BNDES (banco estatal de desenvolvimento).
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
97- XUXA (O Tempo Passa...)
Nos anos 80, trabalhei na ACM de Sorocaba -YMCA, no treinamento dos futuros “gerentes” para as ACMs da América Latina e países africanos de língua portuguesa. Um curso de 3 anos de duração que os alunos faziam concomitantemente ao curso superior de educação física mantido pela ACM.
Certa vez recebemos um aluno africano de fala inglesa, o John. Simpático, inteligente, atlético, alto, bem-humorado e simples, ele logo atraiu a amizade de todos, e o fato de ser um negro de pele muito, muito escura, não foi obstáculo maior do que a barreira da língua. Geralmente me procurava para tirar dúvidas.
Um dia, surgiu no escritório chateado. Disse que as pessoas estavam “calling him names”, xingando-o. Perguntei o que falavam, e ele, meio contrariado, meio constrangido, disse que começaram a chamá-lo de “Xuxa”, e ele não sabia o que era aquilo. Não pude evitar o riso, o que o fez relaxar um pouco. Depois, expliquei: “Cara, aqui no Brasil, todo mundo recebe apelido, poucos são chamados pelo primeiro nome. E os brasileiros são muito gozadores, gostam de fazer piada de tudo. A Xuxa é uma famosa personalidade da televisão”. Ele fez muxoxo e reagiu: “Estão me chamando de mulher?!” Respondi: “Não, não é de mulher, se voce fosse gordo, te chamariam de Jô, um apresentador de TV que é muito gordo; se fosse feio, seria Costinha, o humorista; é Xuxa porque ela é alta e loira, muito loira”.
Ele hesitou um instante e abriu um sorriso largo, iluminando o rosto negro com seus dentes muito brancos: “Ah, I get it! That's funny! Those guys...” (Ah, entendi! É engraçado! Aqueles caras...). E saiu da sala sorrindo.
Xuxa fez muito sucesso e amigos durante o tempo em que esteve conosco, e deixou saudades. Ao ser apresentado a alguém, dizia: “Prazer, John, mas pode me chamar de Xuxa!!!”
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
O Passado, o Presente, o Futuro
O que existe, de verdade?
O passado já foi, o amanhã ainda não chegou, o presente é onipresente?!
Ou o presente é que não existe: cada minuto, ou já passou ou está por vir, isto é, estamos sempre olhando pra trás - o passado - ou para frente - o futuro - porque o presente é um instante tão infinitesimal que... não existe!?
Pense nisso...
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
K-PAX e a explicação final
Não está no Juízo Final, numa hecatombe planetária, em qualquer solução apresentada pelos adeptos da história linear, como os cristãos, os muçulmanos, etc.
Nem está na eterna reencarnação, ora como cão, ora como formiga, empresário, rainha de Sabá e etc, como defendem as religiões orientais e os kardecistas.
Não. O destino da humanidade é repetir eternamente a mesma vida, over and over again, como diriam os gringos, sem mudanças, sem juízo, sem evolução...
Já imaginou?
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Esteriótipos, rótulos, etc
A TV mostra uma propaganda de telefone na qual a empresa classifica as pessoas que possuem telefones celulares em dois tipos.
Há mais de 6 bilhões de habitantes neste planeta Terra. Segundo os cientistas, nenhum é exatamente igual a outro - a não ser que já tenham clonado alguém sem que saibamos.
Por que, então, temos essa mania de rotular, classificar, equiparar as pessoas umas com outras, em processo ridículo de tentativa de redução da diversidade espantosa do ser humano???
Não há dois tipos de pessoas!!!! Há milhares, milhões, bilhões de tipos de pessoas.
Esse é o terror e maravilha do ser humano - ninguém é igual a ninguém.
Salvo engano.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
96- DEZ SEM QUERER... (O Tempo Passa...)
Estudar Geologia na USP foi uma das grandes e deliciosas experiências da minha vida. Aprendi muito, viajei muito – viagens educativas, bem entendido – refleti muito, porque, ao contrário da impressão que passa, o curso era, na época, freqüentado por gente “cabeça”, politizada – até demais – e culturalmente engajada.
O difícil era aguentar algumas matérias e alguns professores. Poucas e poucos, por sorte, eram, como direi, irrelevantes. Ou chatices puras.
Umas das matérias chatas, com professor idem, era ligada a astronomia. Pra dizer a verdade, nem me lembro mais o nome da matéria. Foi um semestre só, mas difícil de engulir. A matéria em si não era complicada, por isso, quando chegou o final do semestre e o exame, eu não estava preocupado.
Das dez questões apresentadas, fui respondendo uma a uma até chegar na última. Percebi que era uma pergunta mais trabalhosa. Olhei para a minha folha de prova e vi que estava recheada de respostas, o que me assegurava aprovação na matéria. Como já era hora do almoço, deixei a última questão em branco, entreguei a prova e saí.
Esperava pelos colegas no pátio da escola, quando um deles saiu e me disse: “Ué, Rubens, porque você não respondeu a última questão?”. Disse-lhe que as outras nove respondidas já me garantiam aprovação, mas ele retrucou: “Ah, não! Era um pergunta fácil. Eu não resisti, peguei sua prova da mesa do professor, voltei para meu lugar e respondi. Fica tranqüilo, imitei tua letra direitinho...” Surpreso, só pude rir e torcer para que o professor não descobrisse que aquela não era a minha letra.
Mas tudo correu bem. Terminei o semestre com “10” de nota na matéria. Sei que não merecia, mas... fazer o quê?
Tarefa do Dia
Se o fizer, pode dar o dia como ganho.
(PS - veja o video. Tá certo, já tem um ano, mas continua emocionante e empolgante.)
Um abraço a todos!
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Contribuições de grandes sábios judeus
de Lina Wertmuller, grande cineasta, no romance "A Cabeça de Alvise"