sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
USA, subúrbio carioca
Agora, é USA, subúrbio carioca...
Coisas da globalização...
Ainda a Amazônia...
O Lou fez um comentário no meu post anterior, no qual fala sobre a ocupação da Amazônia. Vale a pena refletir a respeito.
Nego o direito de estrangeiros decidirem o que brasileiros podem fazer com a Amazônia ou com qualquer outro espaço do território nacional.
Nego o direito dos brasileiros “ocuparem” a Amazônia.
“Ocuparem”??? Que termo é esse??? “Ocupar” significa preencher um espaço vazio. E quem disse que a Amazônia é um vazio??? É um dos lugares mais ricos em vida no planeta, e a presença indiscriminada do homem só vai empobrecê-lo. Fazer um uso cuidadoso, de coexistência, sim. Concordo. Mas, “ocupar”??? Isso é tolice que vai levar, como já está levando, à desertificação da Amazônia. E aí, nem brasileiros, nem estrangeiros vão querer ficar com a areia escorrendo entre os dedos...
Salvo engano.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Santuário
Discordo do Sr. Presidente em gênero, número e grau.
A Amazônia não é um santuário. Na verdade, todo este minúsculo planeta Terra é um santuário, no qual o homem foi colocado para o cuidar e guardar. Se a humanidade não conseguiu cumprir seu mandato até o momento, com todas as terríveis conseqüências que todos nós - exceto o Bush - vemos e sentimos, torna-se mais premente e essencial a tentativa de preservar a Amazônia. Premente porque é urgente fazê-lo - se ainda há tempo, o que duvido -; essencial porque sem sua preservação, aumentam as possibilidades de maior sofrimento para a humanidade - e não só os brasileiros - a médio prazo (10 a 20 anos).
Quanto ao direito de todos terem casa, carro, eletrodomésticos e etc, em primeiro lugar há de se perguntar se realmente temos esse direito, seja na Amazônia, seja em Manhattan. Em segundo lugar, quem mora em um lugar tem sim a obrigação de submeter-se às condições locais. Assim como se restringe a ocupação humana em lugares como Fernando de Noronha, Ilha do Mel e Ilha Bela, e todos acham tal coisa natural e necessária, a ocupação da Amazônia - em volume e modo - deve ser restrita, sim, para aumentar as chances de sobrevivência deste pedaço do planeta Terra, e do homem também.
Desconheço as razões que levaram o presidente Lula a fazer tal afirmação. Que interesses estão em jogo. Mas sei que ele presta um desserviço ao país e ao mundo. E será cobrado por isso.
Quem viver, verá...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Um bom e um mau exemplo
Foi interessante receber na mesma época - este mês - dois tratamentos diferentes de duas empresas do mesmo ramo: comunicação.
A primeira foi a Telefônica, sempre tão mal falada, que me mandou uma carta avisando que tinha encontrado um erro na minha conta, mas tinha conseguido corrigir antes que eu pagasse a mais. Caso tivesse dúvidas, diziam, que ligasse para eles, que teriam prazer em me explicar o ocorrido. E pediam desculpas pelo erro.
A outra foi a Tim, da qual depositava tanta esperança, que me cobrou indevidamente multa e juros de um suposto erro no valor pago e atraso no pagamento que efetuei em agosto de 2007. O erro ocorreu, realmente, mas foi a própria Tim que errou o valor cobrado e a data de vencimento. Fui obrigado a reclamar, e, depois de quase uma hora ao telefone, me informaram que o valor era mesmo indevido e que eu seria ressarcido na próxima cobrança.
A forma como me trataram transpareceu um conhecimento prévio do assunto. Só esperavam pela minha reclamação para fazer as correções necessárias. Se eu não reclamasse...
É esse tipo de "esperteza" que eu não suporto: essa esperteza sacana, que tem a má intenção de lucrar maliciosamente de forma imoral e ilegal.
Seria possível um capitalismo no qual o legal, o moral e o justo fossem norma obedecida à risca?
Duvido. E muito!
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
105- INCONFUNDÍVEL (O Tempo Passa...)
Não há como fugir de certas características. Algumas são tão marcantes, que se tornam traços de identificação pelos outros.
Alguns são reconhecidos pelo nariz avantajado; outros, pelas orelhas; outras, pelos olhos, pelas pernas, pelo bigode, pela obesidade ou magreza, pelo cabelo ou ausência dele. Alguns fazem de certos acessórios suas marcas registradas: óculos, charutos, bengalas, roupas transmitem sua identidade aos outros.
Minha voz deve ter esta característica. Nunca percebi nela nada de extraordinário. Nunca fui elogiado ou criticado por ter a voz que tenho. Nunca me disseram que era boa, nem ruim, nem me fizeram brincadeiras a seu respeito.
No entanto, é impressionante o número de pessoas para quem telefono, alguns depois de vários anos sem nos falarmos, e que ao primeiro “Alô, como vai?”, respondem com um sonoro “Rubinho!!!”
E não é só por telefone, não.
Uma vez fui ao casamento de uma amiga muito querida, que não via há anos em razão de ter me mudado da cidade. Depois da cerimônia, quando os muitos convidados cumprimentavam os noivos, cheguei de mansinho e tampei os olhos da noiva com as mãos e perguntei: “Advinha?”. Ela, sem a menor dúvida, respondeu como se nos falássemos ainda todo dia: “Rubinho!!!”
Não há como negar: eu jamais poderia ser um sequestrador. Assim que fizesse contato para negociar o pagamento de um resgate, sairia a notícia: “Rubinho sequestra fulano e pede resgate”.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
O Caçador de Pipas
A jornada do personagem central rumo ao passado, na - vã - esperança de uma redenção, é retratada com arte e sensibilidade, emocionando mesmo aqueles que, como eu, já leram e se emocionaram com o texto.
Há várias cenas marcantes, muito bem retratadas no filme. Uma que me marcou foi a afirmação peremptória do pai ao filho criança: "Existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar."
O tempo passa fácil enquanto a história se desenrola, e seu fim deixa um sabor agri-doce na boca. Ao sair do cinema não há como escapar de torcer no íntimo: tomara que o garoto Sohrab tenha melhor sorte que Amir e Hassan...
Resta a certeza de que qualquer tirania é nefasta e odiosa, seja a dos mulás talibans, seja a dos russos marxistas. Ou a do capitalismo consumista...
Frases Inesquecíveis...
Dr. Gregory House, personagem do seriado de TV "House", no Multishow.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Os óculos do vovô
Num balde de tinta roxa
os óculos vovô perdeu
outra vez que os usou
esqueceu-se de os limpar
viu por isso tudo roxo
sem saber como explicar
Roxo estavam os passarinhos
no céu roxo a voar
roxa estava a netinha
com a bola roxa a brincar
"Estou ficando maluco"
Pôs-se o vovô a pensar
pois também estava roxa
a sopa que foi tomar!
( Sorry, não sei o autor! :) )
Meu Carnaval
Convivendo com eles poucos dias, percebi que a inexorável e veloz passagem do tempo afeta muito a vidinha que estamos acostumados a ter desde que nos tornamos adultos.
As limitações se avolumam: os sentidos perdem acuidade; os movimentos perdem força, rapidez e leveza; a mente perde a memória, a sagacidade, a atenção; as manias se aprofundam; a teimosia cresce; a flexibilidade e adaptabilidade diminuem.
Vislumbrar um rumo, um objetivo, uma razão para viver não é fácil. Manter a saúde, a lucidez, o equilíbrio é um desafio, por vezes, além da capacidade individual. Não ser, ou sentir-se, um peso para si e para os outros é a questão.
Os avanços tecnológicos que permitem às pessoas atingirem 80, 90, 100 anos de idade, não garantem a qualidade de vida necessária para valer a pena chegar a ser um idoso.
Os exemplos festejados de centenários como Oscar Niemayer, e Derci Gonçalves são capciosos, como são tantos exemplos exaltados pela mídia - do milionário aos 25 anos, empreendedor vitorioso, ao esportista que venceu o câncer, passando pelo ex-interno da Febem que se fez homem notável, e por aí vai - que são o que são: EXCEÇÕES.
Não se pode estabelecer um padrão, uma expectativa a partir de exceções. O certo é que a grande maioria dos idosos padece, tal como padecem a grande maioria dos ex-internos da Febem, dos doentes de câncer, e dos empreendedores autônomos.
Não quero ser uma exceção; não aspiro a ser um Niemayer aos cem anos, se lá chegar. Prefiro que a sociedade caminhe logo para uma solução social que garanta ao idoso a vida digna de quem lutou, vencedor ou não, famoso ou anônimo.
Será?
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Adeus Yahoo...
Tenho um e-mail Yahoo há muitos anos. Caso o negócio se realize, nada mais me restará a fazer a não ser cancelar meu e-mail. Não quero e não vou ajudar a Microsoft sempre que houver uma alternativa de não faze-lo.
E pronto!