terça-feira, 25 de março de 2008

107- CORAJOSO? (O Tempo Passa...)

Banzé era uma cãozinho pequinês adorável: baixinho, dentuço, uma orelha em pé, outra caída, o rabo enrolado acima do corpo, o pêlo avermelhado longo e liso, bem humorado e amigo.

Eu era um adolescente sem muito tempo para bichos. Tinha meus estudos, amigos, amigas..., passeios, esportes, filmes e livros para me ocupar.

Mas, de vez em quando saía com ele na coleira para um passeio rápido. Por ser comportado, freqüentemente passeava solto, correndo adiante uns metros e parando até eu me aproximar.

Um dia, caminhava distraído, quando Banzé volta de uma das suas escapadas correndo apavorado em minha direção. Em nossa direção, um imenso cão, preso na coleira, puxava seu dono, tentando chegar perto de nós.

Pois Banzé, assim que se viu seguro, enfiou a cabeça entre minhas pernas e começou a latir raivosamente. Parecia dizer: “Vem, pode vir, se tem coragem, ô cachorrão!”

Ainda bem que o cão era manso, bem seguro pelo dono, e não se ofendeu com os latidos do meu pequenino.

Ser corajoso assim, atrás de alguém maior, é fácil!!!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Preguiça...

Não. Não é por adquirir a notória preguiça baiana que não tenho blogado, nem visitado meus amigos da blogsfera. A Páscoa foi agitada por aqui - niver da filha - e também tenho muita coisa pendente que exige minha atenção para colocar em dia. Mas, com calma, chego lá!
Só posso adiantar, para quem não conhece as praias baianas, que vale a pena conhecer, havendo chance. Quanta beleza!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Axé, tô voltando...

Obrigado a todos que desejaram uma boa viagem pra Elaine e eu. Valeu! Foi mesmo uma linda viagem, 1800 quilômetros pelo exuberante litoral baiano: Salvador, Itaparica, Morro de S. Paulo, Barra Grande, Itacaré e Ilhéus - onde um casal maravilhoso nos abrigou com alegria e amizade. Obrigado, Luizinho, obrigado Lilian!!!
Acima, Elaine e eu em frente ao Farol da Barra, Salvador, Bahia. Início de nossa feliz viagem. Depois eu conto mais...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Atrás de coelhos e ovos...

Então.
Viajo amanhã com a Elaine rumo a paragens baianas em busca de merecido descanso. Vamos também visitar queridos amigos em Ilhéus, que nos cobram há muito essa visita.
Estaremos de volta para a Páscoa.
Pretendo comer chocolate de cacau, beber água de côco, andar pelas praias, dormir em rede, jogar conversa fora, conhecer novos cantos desse país-ão e fotografá-los.
Não levo computador. Não pretendo me conectar. Mas prometo voltar à blogosfera. Se voltar à civilização.
Caso fique por lá: Adeus!!!
Caso volte cá: Até breve!!!

Fiquem com Deus...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Falando em advogados...

Não me culpem. Foi o Alex que começou, ao contar a - ótima - piada no meu post sobre advogado na família.

"- O que são mil advogados e jogados ao mar, amarrados com correntes???"

"- Um bom começo..."

Ouvi hoje ao rever o filme "Philadelphia", com Denzel Washington e Tom Hanks. Já havia esquecido...

Quem sabe...

"Quem sabe do medo é quem sente,
quem sabe da dor é quem tem
quem sabe do amor é quem se entrega
quem sabe da solidão é a vida
quem sabe da vida é a morte
quem sabe da mentira é quem mente
e quem sabe da verdade é a liberdade.

Ainda que o medo te assole,
ou que a dor te amole,
ainda que o amor te rejeite
e a solidão não te respeite
ainda que a vida te destrua
e a morte se mostre crua,
ainda que a mentira te acuse
e os mentirosos te usem
ainda assim,
a verdade te trará
a liberdade de viver
o que tu desejas ser."

De: Alice, em seu post ontem.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Advogado, quando você precisa... cadê?

Vi hoje no blog da Alê, uma lista de 6 pessoas aprovadas em vestibular - parabéns! - das quais 3 no curso de Direito.
Na minha família e na da Elaine, entre irmãos, primos e filhos destes, somos mais de 60 pessoas. Nenhuma fez, faz ou fará o curso de Direito.
Há médicos, engenheiros, nutricionistas, fonoaudiólogos, RP, veterinários, matemáticos, psicólogos, etc, etc, etc, formados ou estudando.
Mas advogado - que é quem você precisa nestes dias cheios de armadilhas jurídicas - não tem nenhum!!!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

106- O LONGO CAMINHO DE VOLTA (O Tempo Passa...)

Quando criança, passava muito tempo na casa de meus avós maternos. Eles moravam em Santos, o que tornava o local perfeito para alguém que gostava de praia e mar, como eu.

Saíamos a pé, depois de caminhar um pouco, tomávamos o rumo da praia, pela avenida que margeia um dos canais de Santos. Altas árvores de jambolão manchavam o chão de roxo escuro durante o verão, e forneciam a sombra necessária para a caminhada. Rapidamente chegávamos à praia. Naquele tempo, as águas e a areias eram mais limpas – meu avô, médico, até receitava banhos de mar aos seus pacientes! – e eu podia me divertir à vontade.

As horas passavam rapidamente, e logo era hora de voltar, pois o almoço nos esperava.

Fazíamos o caminho inverso na volta, mas era interminável. O cansaço da praia, o calor do meio-dia, a fome e sede de quem estava à horas preocupado somente em brincar afloravam com força e me deixavam clamando por chegar. O que não acontecia nunca, era a impressão. O mesmo caminho, tão leve e fácil pela manhã, tornava-se longo e torturante na volta. Tentava distrair-me olhando as casas, acompanhando os girinos nas águas do canal, observando pássaros, gatos, cães, qualquer animal que ficasse à vista. Mas nada adiantava. O caminho de volta sempre foi muito, muito longo...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

"É que Narciso acha feio o que não é espelho*..."

Seremos todos narcisistas? Somos incapazes de reconhecer o que não é a nossa imagem e semelhança? Será que só achamos belo, valioso e relevante aquilo que reflete nossos gostos, valores e prioridades?
Estará Cae, mais uma vez, correto?

* - letra de Sampa, de Caetano Veloso

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Surpreendente

Pergunta: O que mais surpreende você?

Resposta: O que mais me surpreende são os homens. Porque perdem a saúde para juntar dinheiro; depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.

E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem no presente, nem no futuro.

E vivem como se nunca fossem morrer...

E morrem como se nunca tivessem vivido...

(suposto diálogo entre jornalista e Dalai Lama, encontrado num pequeno cartaz de minha sorveteria favorita)