Uma grande parte dos seriados policiais americanos (Criminal Minds, Lei e Ordem, L&O SVU, CSIs, Bones, NCIS, Unforgettable, The Firm, Body of Proof, etc) que passam nos canais pagos de TV mostram que os grandes criminosos dos Estados Unidos são apenas indivíduos muito doentes mentalmente. Raramente, levantam a hipótese de que esses criminosos são sintoma de uma doença social. Pelo contrário, sempre que podem, esses seriados reafirmam a crença - quase cega - de que o "american way of life" é o melhor sistema social que existe.
Sim, me engana que eu gosto...
domingo, 29 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Campanha contra a falsa informação na Internet
Estou realmente de saco cheio de receber, via e-mail e também pelo Facebook, uma quantidade enorme de informações errôneas, inverídicas, ou pura e simplesmente falsas.
O pior é que a grande maioria das pessoas que me enviam ou postam essas desinformações, crêem, piamente, que estão divulgando a verdade, e fazendo o bem.
Em um mundo com 7 bilhões de pessoas, é de se esperar que haja alguns mau intencionados, cujo objetivo é confundir, enganar o maior número de pessoas que puder. Esses criam e divulgam as informações falsas.
Um grande número de pessoas, inadvertidamente, divulga informações que não são falsas, apenas errôneas, parciais, que podem levar o leitor a uma conclusão errada.
E praticamente todo mundo compartilha, encaminha e ajuda a espalhar as informações dos dois grupos acima. Por quê???
Tenho três suspeitas:
Algumas vezes, as pessoas acreditam que estão fazendo o bem ao repassar o que recebem, porque receberam de alguém em quem confiam.
Outras vezes, o fazem porque o conteúdo recebido está de acordo com aquilo que as pessoas pensam ser a verdade, ou gostariam que o fosse.
E, o que é pior, suspeito que na maioria das vezes, as pessoas espalham falsidades apenas por preguiça, pura e simples preguiça!
Na verdade, todos tem a opção de não divulgar nada que recebem antes de verificar a veracidade da mensagem.
Alguns não tem tempo nem interesse em gastar tempo e se dedicar a pesquisar a informação. Deveriam, então, manter para si o que recebem.
Outros tem tempo, sim, e poderiam muito bem faze-lo, mas não o fazem por pura preguiça. Estes são os piores, porque assumem o papel de "carneirinhos", de "maria-vai-com-as-outras".
E este tem sido um grande problema da sociedade. É o que permite que esse bando de desqualificados malfeitores ocupe os postos eletivos, executivos e judiciários no nosso país (e talvez, no mundo, em geral). Aceitam tudo passivamente por preguiça de questionar, investigar, por falta de amor à verdade.
Por isso, meu amigo, não me encaminhe nada, a não ser que seja informação de primeira mão, ou que você já tenha verificado sua veracidade. Porque eu, meu amigo, não vou repassar nada sem confirmar antes.
Garanto que se todos as pessoas de bem fizerem isso, os poucos maus perderão espaço na Internet e serão relegados ao desprezo que merecem.
E tenho dito.
terça-feira, 10 de julho de 2012
O Reverso do Amor não é o Ódio...
...é a indiferença. O ódio é o resultado do amor cego.
Porque o amor não é cego. É emocional, racional, radical, excepcional, mas não é cego.
Cego é o ódio, que não vê o outro, apenas enxerga o que não gosta, o que discorda, no outro.
O amor, portanto, elimina dois dos maiores males da humanidade, pelo menos:
A indiferença, a frieza, o vazio nas relações eu-o outro, eu-Deus, eu-o mundo;
E o ódio, esse rastilho de pólvora que explode em sofrimento, dor, destruição.
(Caso queira saber onde encontrei a fonte dessa reflexão, assista ao "Café Filosófico" com o professor Dante M. Claramonte Gallian. Vale a pena)
Porque o amor não é cego. É emocional, racional, radical, excepcional, mas não é cego.
Cego é o ódio, que não vê o outro, apenas enxerga o que não gosta, o que discorda, no outro.
O amor, portanto, elimina dois dos maiores males da humanidade, pelo menos:
A indiferença, a frieza, o vazio nas relações eu-o outro, eu-Deus, eu-o mundo;
E o ódio, esse rastilho de pólvora que explode em sofrimento, dor, destruição.
(Caso queira saber onde encontrei a fonte dessa reflexão, assista ao "Café Filosófico" com o professor Dante M. Claramonte Gallian. Vale a pena)
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Racista!!!
Sempre me considerei uma pessoa livre de racismo. Tive e tenho amigos negros, amarelos, mulatos, africanos, asiáticos, ricos, pobres, gays, héteros, cristãos, ateus, muçulmanos, espíritas, intelectuais, analfabetos, corintianos, flamenguistas, e até argentinos...
Mas um fato simplório destruiu essa auto-imagem há poucos dias:
Voltava para meu carro, depois de passar pelo banco, e falava ao celular quando percebi um movimento atrás de mim e me virei pra ver quem era.
A reação de susto não foi causada por nenhuma atitude estranha ou ameaçadora de quem vinha atrás de mim. Foi sua aparência.
Quem vinha pela calçada, por acaso atrás de mim, era um rapaz mulato, com roupas velhas, um pouco sujas, que se assustou com meu susto e disse:
"Na boa, amigo, só estou de passagem. Sou um trabalhador, de paz. Trabalho ali no estacionamento, não precisa ficar com medo..."
Balbuciei algo tipo "que é isso, imagina, tem problema não!", mas ficou patente que meu constrangimento só não foi maior que minha vergonha. A máscara caiu e meu racismo enrustido, escondido, camuflado mostrou-se em toda a sua opulência e crueza.
Por que? Por que não consigo ver na cor da pele, no vestuário, apenas uma pessoa como eu, merecedora do meu respeito e consideração, e até solidariedade? A história de violência das cidades explica, mas não pode justificar minha atitude. Sou preconceituoso, sim! Triste confirmação.
Mas um fato simplório destruiu essa auto-imagem há poucos dias:
Voltava para meu carro, depois de passar pelo banco, e falava ao celular quando percebi um movimento atrás de mim e me virei pra ver quem era.
A reação de susto não foi causada por nenhuma atitude estranha ou ameaçadora de quem vinha atrás de mim. Foi sua aparência.
Quem vinha pela calçada, por acaso atrás de mim, era um rapaz mulato, com roupas velhas, um pouco sujas, que se assustou com meu susto e disse:
"Na boa, amigo, só estou de passagem. Sou um trabalhador, de paz. Trabalho ali no estacionamento, não precisa ficar com medo..."
Balbuciei algo tipo "que é isso, imagina, tem problema não!", mas ficou patente que meu constrangimento só não foi maior que minha vergonha. A máscara caiu e meu racismo enrustido, escondido, camuflado mostrou-se em toda a sua opulência e crueza.
Por que? Por que não consigo ver na cor da pele, no vestuário, apenas uma pessoa como eu, merecedora do meu respeito e consideração, e até solidariedade? A história de violência das cidades explica, mas não pode justificar minha atitude. Sou preconceituoso, sim! Triste confirmação.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Frases inúteis
"Dize-me com quem andas..."
...E não saberei absolutamente nada sobre ti!
...E não saberei absolutamente nada sobre ti!
e
"Uma imagem vale por mil palavras..."
Mas mesmo assim, ainda estará sujeita a mil interpretações diferentes (e, na maior parte, equivocadas).
(pensamentos soltos provocados pelas celeumas Lula-Malu-Erundina e Xuxa-Fotos-Justiça)
(pensamentos soltos provocados pelas celeumas Lula-Malu-Erundina e Xuxa-Fotos-Justiça)
terça-feira, 26 de junho de 2012
Ginjinha - Observações de um Turista Distraído 4 (em Portugal)
A beber uma deliciosa ginjinha
Óbidos é uma cidadezinha medieval cercada por muralhas que guardam a história do início de Portugal - foi tomada dos mouros em 1145! - e além das bem preservadas muralhas, e castelo, e ruas, e casas, e igrejas, tem uma atração turística deliciosa: a Ginjinha.
Elaine e eu caminhávamos pelas ruas estreitas, na noite fria de nossa chegada à cidade, quando nos deparamos com um barzinho de aspecto sui generis com um letreiro chamando a atenção do turista para o fato de ser o local onde primeiro se vendeu a famosa Ginjinha de Óbidos. Curiosos, entramos no estabelecimento e pedimos um cálice da bebida... um delicioso licor, que pode ser servido em copinho de chocolate - come-se à medida que se bebe.
Enquanto degustávamos a bebida, observávamos atentamente para a "decoração" do local: cheia de velharias, garrafas, fotos etc. Ao notar nosso interesse, e sabendo que éramos brasileiros, o proprietário fez questão de nos mostrar um pequeno quadro na parede com uma carta manuscrita e assinada por... Juscelino Kubitschek, nosso ex-presidente!!! O dono do bar contou que o proprietário anterior recebia a visita de Juscelino sempre que este ia a Portugal, o que era frequente, porque gostava muito de beber uma ginjinha nesse bar enquanto batia um bom papo com os moradores locais.
Apesar de pequeninha, Óbidos tem duas atrações que compensam em muito uma visita: a cidade em si, tão medieval e tão preservada; e a ginjinha, bebida simples e deliciosa!
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Até onde irás
Até onde irás para conseguires o que desejas?
Para alcançar objetivos, sabemos bem, é preciso ser flexível. Afinal, "o bom é inimigo do ótimo", dizem todos. Não é?
E nossos objetivos, tão sublimes e merecedores de admiração e aplauso, não podem ser frustrados. Que valor tem alguém que luta "o bom combate" - como diria o apóstolo São Paulo - e só fracassa; joga o jogo, mas só perde? Qual é a relevância dos perdedores, dos que nunca alcançam seus ideais?
É preciso lutar sempre. Com as armas que tivermos à mão. É preciso astúcia, flexibilidade, é preciso "compromise" - dito em inglês bem claro. Estratégias, alianças, união tática de forças para se conseguir aquilo pelo qual vale a pena lutar: "o bem comum".
Não são fartos os exemplos de grandes homens que - para realizarem grandes feitos - tiveram que se unir até a notórios adversários, ou a pessoas com quem tinham profundas diferenças??? Churchill, Roosevelt, Luther King, e tantos outros abriram mão de algo para conseguir algo mais.
Hummmm...
Não sei não. Até que ponto podemos ir? O quanto podemos abrir mão de convicções para ser bem sucedidos? Qual o preço a pagar para ser bem sucedido? O quanto é "alto demais"?
Volto o pensamento para o personagem quase anônimo da Palestina de 2 mil anos atrás. Obviamente seu exemplo não serve, pois foi um fracasso. Mas, supondo que não tivesse sido, como ele se comportava? "Compromise"? Era uma homem flexível? Abria mão do que pensava para conseguir algo mais? Fez alianças com os poderosos? Alterou seu comportamento para "ficar bem na fita"?
Muitos aplaudem a atitude da ex-prefeita Erundina. Outros a execram. Eu não sei...
Uma coisa sei. Isso tudo me fez pensar: "Até onde eu iria?"
Para alcançar objetivos, sabemos bem, é preciso ser flexível. Afinal, "o bom é inimigo do ótimo", dizem todos. Não é?
E nossos objetivos, tão sublimes e merecedores de admiração e aplauso, não podem ser frustrados. Que valor tem alguém que luta "o bom combate" - como diria o apóstolo São Paulo - e só fracassa; joga o jogo, mas só perde? Qual é a relevância dos perdedores, dos que nunca alcançam seus ideais?
É preciso lutar sempre. Com as armas que tivermos à mão. É preciso astúcia, flexibilidade, é preciso "compromise" - dito em inglês bem claro. Estratégias, alianças, união tática de forças para se conseguir aquilo pelo qual vale a pena lutar: "o bem comum".
Não são fartos os exemplos de grandes homens que - para realizarem grandes feitos - tiveram que se unir até a notórios adversários, ou a pessoas com quem tinham profundas diferenças??? Churchill, Roosevelt, Luther King, e tantos outros abriram mão de algo para conseguir algo mais.
Hummmm...
Não sei não. Até que ponto podemos ir? O quanto podemos abrir mão de convicções para ser bem sucedidos? Qual o preço a pagar para ser bem sucedido? O quanto é "alto demais"?
Volto o pensamento para o personagem quase anônimo da Palestina de 2 mil anos atrás. Obviamente seu exemplo não serve, pois foi um fracasso. Mas, supondo que não tivesse sido, como ele se comportava? "Compromise"? Era uma homem flexível? Abria mão do que pensava para conseguir algo mais? Fez alianças com os poderosos? Alterou seu comportamento para "ficar bem na fita"?
Muitos aplaudem a atitude da ex-prefeita Erundina. Outros a execram. Eu não sei...
Uma coisa sei. Isso tudo me fez pensar: "Até onde eu iria?"
Mensagem Pessoal
Quer apaixonar-se?
Veja e escute. Com calma, com atenção.
(Não é apaixonante?!)
Veja e escute. Com calma, com atenção.
Mais si tu crois un jour que tu m'aimes
Ne crois pas que tes souvenirs me gênent
Et cours, cours jusqu'à perdre haleine
Viens me retrouver
Si tu crois un jour que tu m'aimes
Et si ce jour-là tu as de la peine
A trouver où tous ces chemins te mènent
Viens me retrouver
Si le dégoût de la vie vient en toi
Si la paresse de la vie
S'installe en toi
Pense à moi
Pense à moi
Ne crois pas que tes souvenirs me gênent
Et cours, cours jusqu'à perdre haleine
Viens me retrouver
Si tu crois un jour que tu m'aimes
Et si ce jour-là tu as de la peine
A trouver où tous ces chemins te mènent
Viens me retrouver
Si le dégoût de la vie vient en toi
Si la paresse de la vie
S'installe en toi
Pense à moi
Pense à moi
Mais si tu crois un jour que tu m'aimes
Ne le considère pas comme un problème
Et cours, cours jusqu'à perdre haleine
Viens me retrouver
Si tu crois un jour que tu m'aimes
N'attends pas un jour, pas une semaine
Car tu ne sais pas où la vie t'emmène
Viens me retrouver
Si le dégoût de la vie vient en toi
Si la paresse de la vie
S'installe en toi
Pense à moi
Pense à moi.
Ne le considère pas comme un problème
Et cours, cours jusqu'à perdre haleine
Viens me retrouver
Si tu crois un jour que tu m'aimes
N'attends pas un jour, pas une semaine
Car tu ne sais pas où la vie t'emmène
Viens me retrouver
Si le dégoût de la vie vient en toi
Si la paresse de la vie
S'installe en toi
Pense à moi
Pense à moi.
(Não é apaixonante?!)
terça-feira, 19 de junho de 2012
Receita para viver
Donner pour donner, tout donner
C'est la seule façon d'aimer
Donner pour donner
C'est la seule façon de vivre
C'est la seule façon d'aime
Elton John e Frances Gall, em canção de Michel Berger e Bernie Taupin
(É simplesmente linda. E profunda.)
Quando fazer música não era questão de mercado.
A cronista do jornal "Estadão", Lucia Guimarães, escreveu ontem (18/06/12) sobre o livro de Michael Sandel, professor de de filosofia de Harvard, sob o título "Limite moral do mercado".
Coincidentemente, escrevi sobre como me sinto insultado por esses ricaços que ostentam suas fortunas em Ferraris e Lamborghinis por este pobre Brasil afora.
Hoje, meu amigo Adiron publicou no FB um link do blogue do Sakamoto no qual este afirma que "a ostentação devia ser crime previsto no Código Penal".
Há algo no ar...
Mas houve um tempo em que músicos não se importavam em fazer músicas impossíveis de serem transmitidas pelo rádio, por serem longas demais, um lançadas em disco, por serem experimentais demais. A preocupação era fazer música.
Um exemplo? Este aqui, do Pink Floyd em se início, ainda com Syd Barrett:
Coincidentemente, escrevi sobre como me sinto insultado por esses ricaços que ostentam suas fortunas em Ferraris e Lamborghinis por este pobre Brasil afora.
Hoje, meu amigo Adiron publicou no FB um link do blogue do Sakamoto no qual este afirma que "a ostentação devia ser crime previsto no Código Penal".
Há algo no ar...
Mas houve um tempo em que músicos não se importavam em fazer músicas impossíveis de serem transmitidas pelo rádio, por serem longas demais, um lançadas em disco, por serem experimentais demais. A preocupação era fazer música.
Um exemplo? Este aqui, do Pink Floyd em se início, ainda com Syd Barrett:
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