terça-feira, 28 de agosto de 2012

Mais "Frank & Ernest"

"Achamos que o caminho mais curto para subir na vida só nos leva para a porta de saída mais rápido"

("Frank & Ernest", publicado pelo "Estadão")

Descobri que mesmo os caminhos "normais" e longos para subir na vida tem um custo alto demais. Viver, simplesmente, fazendo o melhor possível para amar o próximo e a si mesmo, é o máximo que devo almejar.
Um pastor de ovelhas, nos tempos bíblicos já havia expressado esse mesmo pensamento: "Não me envolvo com coisas grandiosas nem maravilhosas demais para mim. De fato, acalmei e tranquilizei a minha alma. Sou como uma criança recém amamentada por sua mãe; a minha alma é como essa criança." (Davi, no Salmo 131)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Conclusão ao chegar aos 60...

"Todo mundo diz que a Sabedoria chega junto com a idade. O meu problema é que a idade saiu correndo na frente da sabedoria." 

(Frank & Ernest, publicado pelo "Estadão")

No meu caso, essa seria a grande recompensa por atingir a maior idade: trocar os arroubos e ousadias pueris da juventude pela calma e tranquila sabedoria dos anciãos. E a experiência - e dessa eu tenho um bom volume - me traria em seu bojo a satisfação de enxergar as coisas com olhos sábios, falar das coisas com palavras sábias, entender o mundo e suas complexidades. Até poderia dar sábios conselhos...
Mas qual!
Continuo tão - ou mais - ignorante, idiota e pasmo do que quando tinha meus vinte e poucos anos. Lá, pelo menos, tinha a ilusão do conhecimento. Hoje, sei que nada sei, e nem sábio sou. Só permanece o desejo de aprender, a vontade de continuar em busca da Sabedoria. Não almejo Conhecimento. Quero o Amor.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Honra ou Amor?

"Eu não posso devolver a Honra dela, mas eu posso dar-lhe Amor."
(Felipe, personagem do filme francês "A Filha do Pai", apaixonado por Patricia, ao saber que ela está grávida de um homem que não vai casar-se com ela. A desonra está em que este fato se dá em 1914, no interior da França. Naquele tempo, era difícil imaginar desgraça maior numa família do que ter uma jovem grávida e sem marido.)

Hoje, quando a Honra deixou de ser um bem supremo, e tornou-se apenas mais uma palavra vazia e sem sentido, o Amor não pode seguir a mesma trilha e cair em desuso. Torna-se imperioso tornar o Amor real por atos concretos de Solidariedade, Perdão e Amizade.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Insanidades Sonoras

É incrível que em pleno século XXI - isto mesmo, 21!!!! - ainda existam absurdos em cidades ditas modernas como Sorocaba.
Neste caso, o absurdo a que me refiro é a legislação municipal permitir o uso desses infernais "carros de som" - algumas vezes são motocicletas de som - que percorrem a cidade causando distúrbios auditivos na população indiscriminadamente.
Nesta época - de campanhas eleitorais - a situação piora muito.
Domingo, manhã de sol, um delicioso parque da cidade, uma apresentação musical belíssima patrocinada pelo poder público municipal. O que seria um verdadeiro colírio para os ouvidos quase transformou-se em martírio porque a banda teve que dividir seu belo som com vários desses capetas sonoros que passavam bem devagar pelo parque anunciando, com músicas de gosto pra lá de duvidoso, seus candidatos às eleições municipais.
Fiquei pensando nos bebês dormindo seu soninho angelical no berço; nos idosos que precisam do seu cochilo pós prandial na poltrona; nos doentes em recuperação de cirurgias, doenças graves, o descanso como parte importante da terapia, todos sendo acordados, perturbados, incomodados por aquele som horroroso, impossível de ser diminuído, abafado, interrompido. Uma verdadeira tortura do século vinte em pleno século 21!!!!!!!!!
Os meios de comunicação se multiplicaram, tornaram-se mais eficazes e amplos. Não há nada neste maravilhoso mundo de Deus que justifique a existência dos malditos "carros de som". Este meio de comunicação devia ser reservado a serviços de utilidade pública bem específicos.
Ô, governantes!!! Vamos mudar isso, vamos???

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O lado ruim do Facebook

Resisti a aderir ao Facebook. Afinal, já estava no Orkut e achava suficiente. Mas as pressões foram maiores que minhas forças e aderi. Minhas primeiras impressões foram boas: retomei contato com pessoas queridas que eu imaginava jamais voltar a ter contato! Foi bom demais.
Em seguida, comecei a curtir as novidades que as pessoas partilhavam: videos, músicas, notícias, fotos... tudo muito interessante.
Mas, então, com o crescimento da minha lista de amigos, cresceu o número de postagens interessantes e quanto mais eu interagia - curtindo, compartilhando ou comentando - mais coisas tinha para acompanhar.
Acontece que o tempo é limitado e quanto mais eu o gastava com o Facebook, menos tempo tinha para me dedicar a outras coisas da Internet, tipo, acompanhar os blogues dos meus amigos da blogosfera.
E esses são dois mundos distintos, apesar de ocuparem o mesmo cyberespaço: os blogues e o Facebook.
Blogues são ferramentas de manifestação artística, literária, filosófica, religiosa, política. Geralmente leva algum tempo para você ler uma postagem de um blogue (como este, se você chegou até aqui), e os comentários costumavam ser mais elaborados e longos do que os do Facebook, muitas vezes com debates intensos (que saudades de quando "A Bacia das Almas" aceitava comentários!!!). Pelo Google Reader, sigo cerca de 70 blogues de diversos tipos. Alguns tem até mais de uma postagem por dia, outros tem uma postagem por semana ou por mês.
No Facebook, as coisas são mais rápidas, amplas e superficiais. Alguns amigos chegam a fazer 30, 40 postagens num só dia!!! E eu tenho mais de quatrocentos amigos na lista!!!
Por conta do seu dinâmico e atraente funcionamento, o Facebook absorveu meu tempo de Internet a tal ponto que as postagens nos blogues foram deixadas de lado e hoje somam mais de cem postagens não lidas.
Fico entre a cruz e a fogueira. Por um lado, divirto-me no Facebook e gosto de saber sobre meus amigos... por outro lado, os blogues são verdadeira nutrição intelectual, espiritual e cultural para mim.
Como resolver esse dilema? Alguma sugestão?

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Cristalina

"A redenção, quando a vida desequilibra na corda bamba - e ela haverá de desequilibrar, disso não resta nenhuma dúvida - é revelada àquele que percebe que os detalhes mais banais, mais corriqueiros, mais inócuos, mais irrelevantes, mais triviais, mais ordinários, estão inundados de beleza, transpirando graça, revelando presença, embebidos no sagrado e suave sopro do amor e da providência. Como produto de sincera observação retrospectiva, brota gratidão imensa pelo que, tempos atrás, não fora nada nem tivera valor algum."
(verdade cristalina, exposta de forma tão simples e poética pelo meu amigo Tuco Egg, inspirado em Adélia Prado. Acredite, vale a visita!)

sábado, 4 de agosto de 2012

Mentiras

"Os homens mentiriam menos,
se as mulheres fizessem menos perguntas."
(segundo consta, frase de Nelson Rodrigues)

domingo, 29 de julho de 2012

Engana que eu gosto

Uma grande parte dos seriados policiais americanos (Criminal Minds, Lei e Ordem, L&O SVU, CSIs, Bones, NCIS, Unforgettable, The Firm, Body of Proof, etc) que passam nos canais pagos de TV mostram que os grandes criminosos dos Estados Unidos são apenas indivíduos muito doentes mentalmente. Raramente, levantam a hipótese de que esses criminosos são sintoma de uma doença social. Pelo contrário, sempre que podem, esses seriados reafirmam a crença - quase cega - de que o "american way of life" é o melhor sistema social que existe.
Sim, me engana que eu gosto...

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Campanha contra a falsa informação na Internet

Estou realmente de saco cheio de receber, via e-mail e também pelo Facebook, uma quantidade enorme de informações errôneas, inverídicas, ou pura e simplesmente falsas. O pior é que a grande maioria das pessoas que me enviam ou postam essas desinformações, crêem, piamente, que estão divulgando a verdade, e fazendo o bem. Em um mundo com 7 bilhões de pessoas, é de se esperar que haja alguns mau intencionados, cujo objetivo é confundir, enganar o maior número de pessoas que puder. Esses criam e divulgam as informações falsas. Um grande número de pessoas, inadvertidamente, divulga informações que não são falsas, apenas errôneas, parciais, que podem levar o leitor a uma conclusão errada. E praticamente todo mundo compartilha, encaminha e ajuda a espalhar as informações dos dois grupos acima. Por quê??? Tenho três suspeitas: Algumas vezes, as pessoas acreditam que estão fazendo o bem ao repassar o que recebem, porque receberam de alguém em quem confiam. Outras vezes, o fazem porque o conteúdo recebido está de acordo com aquilo que as pessoas pensam ser a verdade, ou gostariam que o fosse. E, o que é pior, suspeito que na maioria das vezes, as pessoas espalham falsidades apenas por preguiça, pura e simples preguiça! Na verdade, todos tem a opção de não divulgar nada que recebem antes de verificar a veracidade da mensagem. Alguns não tem tempo nem interesse em gastar tempo e se dedicar a pesquisar a informação. Deveriam, então, manter para si o que recebem. Outros tem tempo, sim, e poderiam muito bem faze-lo, mas não o fazem por pura preguiça. Estes são os piores, porque assumem o papel de "carneirinhos", de "maria-vai-com-as-outras". E este tem sido um grande problema da sociedade. É o que permite que esse bando de desqualificados malfeitores ocupe os postos eletivos, executivos e judiciários no nosso país (e talvez, no mundo, em geral). Aceitam tudo passivamente por preguiça de questionar, investigar, por falta de amor à verdade. Por isso, meu amigo, não me encaminhe nada, a não ser que seja informação de primeira mão, ou que você já tenha verificado sua veracidade. Porque eu, meu amigo, não vou repassar nada sem confirmar antes. Garanto que se todos as pessoas de bem fizerem isso, os poucos maus perderão espaço na Internet e serão relegados ao desprezo que merecem. E tenho dito.

terça-feira, 10 de julho de 2012

O Reverso do Amor não é o Ódio...

...é a indiferença. O ódio é o resultado do amor cego
Porque o amor não é cego. É emocional, racional, radical, excepcional, mas não é cego. 
Cego é o ódio, que não vê o outro, apenas enxerga o que não gosta, o que discorda, no outro.
O amor, portanto, elimina dois dos maiores males da humanidade, pelo menos: 
A indiferença, a frieza, o vazio nas relações eu-o outro, eu-Deus, eu-o mundo; 
E o ódio, esse rastilho de pólvora que explode em sofrimento, dor, destruição.
(Caso queira saber onde encontrei a fonte dessa reflexão, assista ao "Café Filosófico" com o professor Dante M. Claramonte Gallian. Vale a pena)