Terminei a leitura de "1808 - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil" (Ed Planeta, SP).
Como faço já há alguns anos, leio devagar, um pouco por dia. Deixo que as frases, a escolha das palavras, as imagens, a musicalidade das sentenças ressoe em minha mente. E aprecio muito cada livro lido.
Este tem, além de algumas ilustrações belíssimas, uma farto material de pesquisa e grande quantidade de notas e comentários.
Muita coisa boa pode se dizer sobre o livro de Laurentino Gomes. O mínimo é que ele deixa o leitor com vontade de ler "1822", o segundo tomo de sua trilogia. Com certeza o lerei.
Em meio à campanha eleitoral, ao julgamento do mensalão e à guerra travada entre as polícias de SP e SC e o crime organizado, fiquei com uma certeza: o ontem explica o hoje.
Não gostamos do que somos. Gostaríamos de ser mais civilizados, organizados, menos corruptos, mais trabalhadores, mais cultos e até mais asseados. Não é possível, porém, imaginar outro país que não fosse esse pobre Brasil que temos hoje depois de ler "1808". Aquilo tudo - e fartamente documentado - deu nisso.
Outra coisa emerge nas entrelinhas do texto, comprovado com inúmeros casos da época e atuais: por pior que seja este país, torna-se quase impossível ao estrangeiro não amá-lo, depois que conhece seu povo, sua cultura e suas belezas naturais.
E olha que, com um pouquinho de boa vontade, o Brasil poderia ser muito, mas muito melhor...
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Brennand e um poema
"Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
e quando nada mais interessar
(nem o torpor do sono que se espalha).
Quando pelo desuso da navalha
a barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha
a arquitetar na sombra a despedida
do mundo que te foi contraditório,
lembra-te que afinal te resta a vida
com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída:
entrar no acaso e amar o transitório.
(do excelente e exuberante artista Brennand, em mostra no SESC-Sorocaba)
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
"Wonderful World" - Observações de um Turista Distraído
No banheiro público masculino, no meio da praça, a limpeza é impecável. Piso e paredes de granito polido, secador de mão a ar quente, sabonete líquido, iluminação clara o tornam uma raridade digna de admiração. E é gratuito.
Um policial militar enxuga as mãos e enquanto lavo as minhas, comento com ele:
- É um alívio estar aqui do que em meio à violência de Santa Catarina e São Paulo, não?
Ele concorda e me diz:
- Minha sede é a 300 km daqui. Eu vim no dia 4 de novembro para reforçar o policiamento neste período de festas natalinas, e fico até dia 4 de janeiro. Considero como se fossem férias. O maior trabalho que tenho é, de vez em quando, dar uma informação a algum turista...
E saio pensando porque o país todo não é assim, limpo e pacífico. Afinal, eu não estava na Europa, nem nos Estados Unidos.
O lugar chama-se Gramado e fica no Rio Grande do Sul.
Um policial militar enxuga as mãos e enquanto lavo as minhas, comento com ele:
- É um alívio estar aqui do que em meio à violência de Santa Catarina e São Paulo, não?
Ele concorda e me diz:
- Minha sede é a 300 km daqui. Eu vim no dia 4 de novembro para reforçar o policiamento neste período de festas natalinas, e fico até dia 4 de janeiro. Considero como se fossem férias. O maior trabalho que tenho é, de vez em quando, dar uma informação a algum turista...
E saio pensando porque o país todo não é assim, limpo e pacífico. Afinal, eu não estava na Europa, nem nos Estados Unidos.
O lugar chama-se Gramado e fica no Rio Grande do Sul.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Uma nova definição?
"Com recursos tecnológicos e mediação dos professores, a Escola Tal é uma rede social dinâmica e criativa."(Trecho de publicidade no radio de uma escola privada de Sorocaba-SP)
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
O Homem é finito... sua Estupidez, não.
Claudio Oliver, um amigo que não conheço, mas que admiro, escreveu-me para contar as agruras por que passa o projeto Casa da Videira - de produção alternativa de alimentos, dentro de modernos conceitos ecológicos, científicos e econômicos, mas fora dos limites estreitos da legislação.
Tomo a liberdade de reproduzir sua mensagem aqui, pois reflete, em muito, o que penso sobre a situação de nossa sociedade:"Oi Pessoal
Hoje, logo depois do almoço, recebemos nova visita de uma pessoa nos ameaçando por sermos a causa de todos os problemas do mundo... o cheiro de esgoto que atinge o bairro, as moscas (que sempre estiveram aqui e se nossos animais as atraem, mesmo que com as armadilhas que usamos e tudo o mais, podemos pelo menos pensar no papel do um milhão de cahorros ao nosso redor, do rio de esgoto que todo dia às 18 horas fede quando todos os moradores chegam em casa e as suas descargas ultrapassam o limite de vazão da SANEPAR e vazam para o rio que vai desaguar no Barigüi), o barulho, nossa existencia... e agora vem a ameaça judicial de nos remover.
Sinceramente? A gente sabe que mais cedo ou mais tarde a gente vai ter de fechar, que a cidade (seus moradores na maioria) já fez sua escolha pela urbanização absoluta, essa luta, estas questões e estas brigas não são exclusivas nossas e de toda forma somos as partes mais frágeis desse sistema. Também sei, como acontece em todas as partes do mundo, que mais cedo ou mais tarde, a racionalidade do que fazemos, a esquizofrenia da vida dicotomizada da própria vida, vai ser confrontada com as consequências da loucura:
de que viver em condominio gera violência ao invés de evita-la;
de que trabalhar para comprar dá a impressão de autonomia enquanto nos escraviza a um mercado monocultural e venenoso;
que a independência de nossos carros nos torna dependentes em tudo da máquina de andar;
que dar o melhor para os filhos usualmente coincide com deixar de dar o importante... e por ai vai.
Bem.... a gente sabe que vai perder quando a hora chegar, mas gostaria que vocês estivessem sabendo e acompanhando isso; se alguém quiser lutar com a gente, se o que a gente faz for importante.... sei lá.... a gente aceita qualquer ajuda. Mas ajuda mesmo, caminho junto mesmo e ações concretas que possam ajudar a gente a teminar de mostrar que outro mundo é possível.Tudo isso é muito engraçado depois de receber aqui o pessoal da Universidade de Cornell, da Universidade de Aalborg, da UTFPR, das turmas de veterinária, biologia, zootecnia, de receber o deão da Universidade de Cuba, de estar discutindo ações para lidar com o drama do clima e do aquecimento global com o Comitê de Lausanne, de conviver com o pessoal de A ROCHA UK, a ROCHA Brasil, de servir de referência para amigos do "transition towns" e de ser inspirado por eles, de encorajar pessoas no TEDx Tubarão, de ser matéria até na VOCÊ S.A (que não necessariamente representa nosso modo de ser e viver...).... Bem... é engraçado e desgraçado como o mundo reage.Se alguém quiser estar junto da gente para ver o que fazer, para onde e como pular... nos avise.Por enquanto, esperamos a bomba chegar."
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Cenas Inesquecíveis do Cinema e da TV - 1
Todos nós temos algumas cenas de filmes que marcaram a memória de tal forma que as vemos claramente, como se as tivéssemos assistido agorinha.
Tenho algumas, que pretendo postar aqui e para começar, duas cenas que me vieram à mente assim que pensei nesse tema. Não, não! Sinto muito frustrar quem espera que minhas primeiras cenas inesquecíveis sejam "cult" e intelectuais, provenientes de filmes de Godard, Bergman ou Pasolini. Não serão também as famosas cenas de "Casablanca" - o adeus dos protagonistas e o "play it again, Sam" - ou o triste murmúrio, "Rosebud", de Wells. As duas cenas são bem mais simplórias, mas... fazer o quê? São elas que me marcaram:
Cena 1: Filme, "O Planeta dos Macacos" original, com Charlton Heston.
O herói escapa a cavalo do mundo dos macacos; ele viajou para um planeta onde a evolução caminhou às avessas, e os macacos são civilizados enquanto os humanos são primitivos. Exausto, cavalga pela praia com sua nova companheira. Para, assustado e desce na areia, ajoelha-se desolado, e soca o chão, gemendo e gritando: "Vocês conseguiram!" "Malditos" "Queimem no inferno!". A câmera gira lentamente, abre o ângulo de visão e vemos a Estátua da Liberdade, semi enterrada na areia à beira mar. É assim que ficamos sabendo que ele nunca saiu da Terra, apenas avançou no tempo.
Voltei para casa em estado de torpor tal que não me lembro como cheguei lá...
Cena 2: Seriado da TV, "Magnum", com Tom Selleck.
Tom é um cara alto, fortão, com um bigode bem másculo (para os anos 80, claro!). Mas quando se envolve em uma discussão e se convence que não vai ganhar, tem uma reação característica: deixa pender a cabeça, num gesto de desistência e desânimo que se tornou sua marca registrada. Um charme!
Tenho algumas, que pretendo postar aqui e para começar, duas cenas que me vieram à mente assim que pensei nesse tema. Não, não! Sinto muito frustrar quem espera que minhas primeiras cenas inesquecíveis sejam "cult" e intelectuais, provenientes de filmes de Godard, Bergman ou Pasolini. Não serão também as famosas cenas de "Casablanca" - o adeus dos protagonistas e o "play it again, Sam" - ou o triste murmúrio, "Rosebud", de Wells. As duas cenas são bem mais simplórias, mas... fazer o quê? São elas que me marcaram:
Cena 1: Filme, "O Planeta dos Macacos" original, com Charlton Heston.
O herói escapa a cavalo do mundo dos macacos; ele viajou para um planeta onde a evolução caminhou às avessas, e os macacos são civilizados enquanto os humanos são primitivos. Exausto, cavalga pela praia com sua nova companheira. Para, assustado e desce na areia, ajoelha-se desolado, e soca o chão, gemendo e gritando: "Vocês conseguiram!" "Malditos" "Queimem no inferno!". A câmera gira lentamente, abre o ângulo de visão e vemos a Estátua da Liberdade, semi enterrada na areia à beira mar. É assim que ficamos sabendo que ele nunca saiu da Terra, apenas avançou no tempo.
Voltei para casa em estado de torpor tal que não me lembro como cheguei lá...
Cena 2: Seriado da TV, "Magnum", com Tom Selleck.
Tom é um cara alto, fortão, com um bigode bem másculo (para os anos 80, claro!). Mas quando se envolve em uma discussão e se convence que não vai ganhar, tem uma reação característica: deixa pender a cabeça, num gesto de desistência e desânimo que se tornou sua marca registrada. Um charme!
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
E ainda diz que não é problema seu...
Por que caminhos você vai e volta? Aonde você nunca vai? Em que esquinas você nunca para? A que horas você nunca sai? Há quanto tempo você sente medo? Quantos amigos você já perdeu? Entrincheirado, vivendo em segredo, e ainda diz que não é problema seu! E a vida já não é mais vida, no caos ninguém é cidadão. As promessas foram esquecidas, não há estado, não há mais nação. Perdido em números de guerra, rezando por dias de paz, não vê que a sua vida aqui se encerra, com uma nota curta nos jornais. Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo, sem saber o calibre do perigo, eu não sei da onde vem o tiro...
(Paralamas, em canção iluminada, mais atual do que nunca: "O Calibre")
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Eleições
"Era 1974. Completara os esperados dezoito anos no ano anterior, mas só poderia votar agora porque aniversariava em dezembro. Estava ansioso. Tinha carteira de identidade, certificado de reservista e agora também título de eleitor. Iria votar.
Alinhou-se na fila, adentrou a sessão de votação e votou. Saiu rápido e voltou à pé para casa. Multidões faziam uma algazarra nas esquinas. Emporcalhavam a cidade com papéis.
Nos anos seguintes absteu-se de votar. Era a sua forma de protestar. Dizia que não concordava com nada daquilo. Em algumas eleições nem foi ao local de justificativa. Tempos depois arrependeria-se pelo transtorno, a multa ridícula, a aporrinhação. Mas naquele momento estava orgulhoso de sua atitude. Era marrento, autosuficiente, teimoso como todo capricorniano. Empurrava os muros com o peito e com a cabeça.
Os anos passaram rápidos, a cabeça branqeuou. A política não mudou. Saiu o Presidente da República que usara a vassoura para limpar a corrupção. Saiu pelas portas do fundo, alcoólatra populista, fujão. Entregou o país para a bandalha. Vieram militares quebrando as espinhas na porrada. Prendo e arrebento, prefiro o cheiro de cavalos, dizia um bronco. Antes houvera um marechal iletrado sentado na cadeira do Poder. Coisas do Brasil. Ame-o ou deixe-o. Eu te amo meu Brasil. País do futuro. O Gigante adormeceu.
Um dia o coração do jovem incendiou-se. Na Praça da Sé ajuntavam-se todos. Gritavam por Diretas-Já! A esperança vencera o medo, diziam. Ele não acreditou. Tomava uma cerveja gelada com o melhor amigo e deixava prá lá. Nunca comera pelas mãos dos outros, não seria agora.
Outros vieram. Teve um que era “caçador de marajás”. Durou pouco e saiu esbravejando, jurando inocência. O crápula ainda vive, pois coronel do sertão tem vida longa. Ainda elegeu-se senador depois de tudo. O povo não tem memória. O mesmo presidente-fujão, aquele que usava vassoura, que renunciou, que saíra pelas portas dos fundos, ainda elegeu-se prefeito da maior cidade do país. Pode isso?
Ontem o menino de cabelos brancos olhava indiferente a tela da televisão. Anunciavam os resultados das eleições. Incrédulo, virou-se para o lado e adormeceu. Sonhava que vivia num país em que ex-presidentes corruptos, aprendizes de ditadores eram enforcados em praça pública. Sonhava que um gigante despertava e que ao caminhar com seus pés assustadoramente grandes, tudo ia desfazendo-se, esfarelando, virando pó.
O menino de cabelos brancos acordou empapado de suor. A perna doía pela posição incômoda em que adormecera. Ao seu lado a esposa dormitava. Estava cansada, ressonava. Perdeu mais cinco minutos revirando-se na cama. Logo levantou-se.
Lá fora o sol prenunciava um dia tórrido. Ligou a televisão. Falavam do resultado das eleições. Desligou o aparelho e foi fazer o café."
(Meu amigo Valter Ferraz, no FaceBook de hoje)
Alinhou-se na fila, adentrou a sessão de votação e votou. Saiu rápido e voltou à pé para casa. Multidões faziam uma algazarra nas esquinas. Emporcalhavam a cidade com papéis.
Nos anos seguintes absteu-se de votar. Era a sua forma de protestar. Dizia que não concordava com nada daquilo. Em algumas eleições nem foi ao local de justificativa. Tempos depois arrependeria-se pelo transtorno, a multa ridícula, a aporrinhação. Mas naquele momento estava orgulhoso de sua atitude. Era marrento, autosuficiente, teimoso como todo capricorniano. Empurrava os muros com o peito e com a cabeça.
Os anos passaram rápidos, a cabeça branqeuou. A política não mudou. Saiu o Presidente da República que usara a vassoura para limpar a corrupção. Saiu pelas portas do fundo, alcoólatra populista, fujão. Entregou o país para a bandalha. Vieram militares quebrando as espinhas na porrada. Prendo e arrebento, prefiro o cheiro de cavalos, dizia um bronco. Antes houvera um marechal iletrado sentado na cadeira do Poder. Coisas do Brasil. Ame-o ou deixe-o. Eu te amo meu Brasil. País do futuro. O Gigante adormeceu.
Um dia o coração do jovem incendiou-se. Na Praça da Sé ajuntavam-se todos. Gritavam por Diretas-Já! A esperança vencera o medo, diziam. Ele não acreditou. Tomava uma cerveja gelada com o melhor amigo e deixava prá lá. Nunca comera pelas mãos dos outros, não seria agora.
Outros vieram. Teve um que era “caçador de marajás”. Durou pouco e saiu esbravejando, jurando inocência. O crápula ainda vive, pois coronel do sertão tem vida longa. Ainda elegeu-se senador depois de tudo. O povo não tem memória. O mesmo presidente-fujão, aquele que usava vassoura, que renunciou, que saíra pelas portas dos fundos, ainda elegeu-se prefeito da maior cidade do país. Pode isso?
Ontem o menino de cabelos brancos olhava indiferente a tela da televisão. Anunciavam os resultados das eleições. Incrédulo, virou-se para o lado e adormeceu. Sonhava que vivia num país em que ex-presidentes corruptos, aprendizes de ditadores eram enforcados em praça pública. Sonhava que um gigante despertava e que ao caminhar com seus pés assustadoramente grandes, tudo ia desfazendo-se, esfarelando, virando pó.
O menino de cabelos brancos acordou empapado de suor. A perna doía pela posição incômoda em que adormecera. Ao seu lado a esposa dormitava. Estava cansada, ressonava. Perdeu mais cinco minutos revirando-se na cama. Logo levantou-se.
Lá fora o sol prenunciava um dia tórrido. Ligou a televisão. Falavam do resultado das eleições. Desligou o aparelho e foi fazer o café."
(Meu amigo Valter Ferraz, no FaceBook de hoje)
sábado, 27 de outubro de 2012
Rasgando Seda
Quando podemos afirmar que uma música é excelente?
Quando, após ouvi-la, você se sente mais leve, como se a vida fosse boa, se sente mais perto de Deus (mesmo que não creia nele).
Essa a sensação que tive aos sair do SESC Sorocaba agora à noite, depois de assistir à apresentação do notável violonista Guinga, acompanhado do impecável Quinteto Villa-Lobos, no show "Rasgando Seda", que comemora os 50 anos de vida do grupo.
O CD está à venda nos SESCs de todo o país. Vale a pena.
Mas o show é melhor do que o CD, pois nele Guinga canta "Catavento e Girassol", uma pequena obra prima em melodia e letra (de Aldir Blanc).
O video abaixo traz a versão também primorosa de Leila Pinheiro:
Quando, após ouvi-la, você se sente mais leve, como se a vida fosse boa, se sente mais perto de Deus (mesmo que não creia nele).
Essa a sensação que tive aos sair do SESC Sorocaba agora à noite, depois de assistir à apresentação do notável violonista Guinga, acompanhado do impecável Quinteto Villa-Lobos, no show "Rasgando Seda", que comemora os 50 anos de vida do grupo.
O CD está à venda nos SESCs de todo o país. Vale a pena.
Mas o show é melhor do que o CD, pois nele Guinga canta "Catavento e Girassol", uma pequena obra prima em melodia e letra (de Aldir Blanc).
O video abaixo traz a versão também primorosa de Leila Pinheiro:
Prestem atenção na letra. É genial!
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
O fracasso da política
"A política, quando se institucionaliza, torna-se uma oligarquia, da qual o eleitor deixa de participar logo após a eleição."(Chico de Oliveira, no programa "Roda Viva" de 02/07/2012)
Mais uma argumento a favor do voto nulo, a favor de uma reconstrução do sistema político em outras bases. Em determinado momento, o sociólogo afirma que nosso sistema político não é uma verdadeira democracia, pois não busca mais "o bem comum" aristotélico, mas o poder e a permanência nele.
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