O jornal a
Folha de São Paulo de terça-feira, 08/01/2013, publicou em seu caderno "
Equilíbrio" um artigo de
Juliana Cunha sobre o livro do filósofo inglês
Simon May, "
Amor - Uma História" no qual expõe a visão de pensadores como
Spinoza,
Ovídio e
Rousseau sobre o assunto e conclui que "
somos todos fanáticos. Exigimos que nosso sentimento seja eterno e incondicional e camuflamos sua natureza condicional e efêmera. É a mais nova tentativa humana de roubar um poder divino", disse em entrevista à Folha. É uma religião apregoada pela produção cultural, como nos filmes "
em que um personagem não quer saber de namorar e só pensa na carreira. No final, descobre que sem uma paixão sua vida não será completa". A consequência é a frustração coletiva. "
Nada humano é verdadeiramente incondicional, eterno e completamente bom. Essa é uma forma de amor que só Deus pode ter. Esse entendimento gera expectativas altas, que relacionamentos cotidianos não são capazes de suprir."
Já o autor de "
Amor - Sentimento Desordenado", o alemão
Richard David Precht afirma que "
o papel de nos aceitar por inteiro, com todos os nossos defeitos e limitações, cabia a Deus. Hoje, buscamos alguém que possa cumprir essa função e ainda dormir conosco. É realmente, pedir demais."
A psicanalista e também autora ("
O Livro do Amor")
Regina Navarro Lins concorda que o amor romântico vigente é irreal: "
Você conhece uma pessoa, atribui a ela características que ela não possui e passa a vida infernizando a criatura, querendo que ela seja como você imaginou".
Simon May considera que ao enxergar o amor romântico como solução para todos os problemas, transforma esse tipo de amor em religião, pois "
as pessoas subestimam o poder das questões sociais como componentes da felicidade. Viver em paz, com emprego e dignidade, provavelmente traz mais alegria duradoura do que o amor romântico".
E você? É membro da religião do amor romântico?