Paulo Brabo, graças aos céus, tem mantido afiada sua perspicácia em coletar pensamentos drasticamente preciosos, deliciosamente perturbadores e absolutamente relevantes que ele encontra sabe lá Deus onde.
Visite sua "Bacia das Almas" e veja se concorda comigo: bendita impossibilidade!
Um ser à procura de sua humanidade. Seja bem vindo, e fique à vontade para comentar!!!
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Meu amigo Claudio Oliver escreveu no Facebook
"Pensamento da manhã: Cada dia mais assumo uma postura como ambientalista que chamo de Ambientalismo Participativo. Sou muito reticente aos dois extremos que nos apresentam: a atitude de sermos donos da natureza, senhores, que receberam carta branca para fazer o que quiserem (o tal mandato cultural que assanha a sanha louca do capitalismo) e a atitude que nos vê como pragas a serem mantidas longe do resto da criação (atitude típica do IBAMA, das florestas sem manejo, sem presença humana e que esquece que o ambiente natural é natural quando somos naturalmente parte dele e como nossa intervenção pode ser benéfica). Somos parte da criação, parte e não centro, nem reis, nem vassalos. Nosso distúrbio, assim como de outros animais, pode ser extremamente positivo, nossa ação, pode ser benéfica. Não precisa ser sempre má e negativa. Tudo depende de lembrarmos de nossas duas funções para as quais fomos colocados nesse jardim variado que é o planeta: em hebráico Avad e Shamar (observar e guardar). Nosso fazer, intervir e agir pode e deve partir do primeiro ato: observar e ter como finalidade o segundo: Guardar, que é mais que simplesmente preservar, conservar, é ser mordomo e partícipe do processo da vida e de sua comunidade nesse planeta. Bom dia."
Não há como não aplaudir essa sabedoria. Vamos colocá-la em prática?
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Cenas Inesquecíveis do Cinema e da TV - 2
O filme já acabou.
Foi muito divertido e nosso herói (ou anti-herói), um adolescente malandro, está no quarto depois de enganar os pais de que está doente. Na verdade, ele cabulou aula e fez mil estripulias com seus amigos. Foi o dia de folga de Ferris Bueller (e esse é o nome original do filme).
Na tela, os letreiros já acabaram. Da tela preta aparece o corredor que dá para o quarto de Ferris, palco da última cena do filme.
De repente, o rapaz aparece no corredor. Parece surpreso, avança uns passos e diz, olhando para a plateia:
(Quer ver a cena de Curtindo a Vida Adoidado? Clique aqui)
Foi muito divertido e nosso herói (ou anti-herói), um adolescente malandro, está no quarto depois de enganar os pais de que está doente. Na verdade, ele cabulou aula e fez mil estripulias com seus amigos. Foi o dia de folga de Ferris Bueller (e esse é o nome original do filme).
Na tela, os letreiros já acabaram. Da tela preta aparece o corredor que dá para o quarto de Ferris, palco da última cena do filme.
De repente, o rapaz aparece no corredor. Parece surpreso, avança uns passos e diz, olhando para a plateia:
"Ainda estão aí? Já acabou! Vão pra casa! Podem ir embora!"Pega todo mundo - todo mundo não, porque algumas pessoas, ao virem os letreiros já saíram do cinema; vão se arrepender depois - de surpresa. Surpresa essa que se torna uma gostosa e última risada, e que fica na memória o resto da vida.
(Quer ver a cena de Curtindo a Vida Adoidado? Clique aqui)
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
"As Aventuras de Pi"... ou "Escolha a História"
O único sobrevivente de um terrível naufrágio conta a sua história... não, o rapaz - adolescente ainda - conta duas versões da sua história:
Uma é bem trágica e traumática. Salvo em um pequeno barco com mais 3 pessoas, ele se vê só, depois de um haver morrido; outro - enlouquecido - matar a sua mãe, sendo, em seguida morto por ele. Assim, só, o rapaz é encontrado numa praia muitos dias depois.
Outra versão tem como personagens 4 animais - uma zebra, uma hiena, um orangotango e um tigre que estavam no navio naufragado - e ele. Depois de muita luta e sofrimento restam apenas ele e o tigre que vivem momentos incríveis e sobrevivem até chegar à costa do México, onde o tigre desaparece e o rapaz é encontrado desacordado por habitantes da região.
A primeira história é fria, quase cruel, lógica e, ao mesmo tempo, insana.
A segunda é sofrida, mágica, cheia de maravilhas e assombros. E difícil de crer.
Ao relatar suas histórias a um escritor que foi entrevistá-lo muitos anos depois, o sobrevivente pergunta: "Você tem o relato das duas histórias. Ambas sem comprovação alguma, apenas a minha palavra que foi assim que aconteceu. Qual das duas você escolhe?"
O escritor é livre para escolher qual quiser, nada o prende, o obriga a escolher essa ou aquela, mesmo uma sendo "racional" e a outra "assombrosa".
Para o náufrago, crer em Deus é assim: uma escolha livre entre um mundo material frio, aterrador e um mundo onde a cada segundo, a cada passo nos assombramos com maravilhas incompreensíveis.
O escritor escolhe a segunda história.
Eu também.
Uma é bem trágica e traumática. Salvo em um pequeno barco com mais 3 pessoas, ele se vê só, depois de um haver morrido; outro - enlouquecido - matar a sua mãe, sendo, em seguida morto por ele. Assim, só, o rapaz é encontrado numa praia muitos dias depois.
Outra versão tem como personagens 4 animais - uma zebra, uma hiena, um orangotango e um tigre que estavam no navio naufragado - e ele. Depois de muita luta e sofrimento restam apenas ele e o tigre que vivem momentos incríveis e sobrevivem até chegar à costa do México, onde o tigre desaparece e o rapaz é encontrado desacordado por habitantes da região.
A primeira história é fria, quase cruel, lógica e, ao mesmo tempo, insana.
A segunda é sofrida, mágica, cheia de maravilhas e assombros. E difícil de crer.
Ao relatar suas histórias a um escritor que foi entrevistá-lo muitos anos depois, o sobrevivente pergunta: "Você tem o relato das duas histórias. Ambas sem comprovação alguma, apenas a minha palavra que foi assim que aconteceu. Qual das duas você escolhe?"
O escritor é livre para escolher qual quiser, nada o prende, o obriga a escolher essa ou aquela, mesmo uma sendo "racional" e a outra "assombrosa".
Para o náufrago, crer em Deus é assim: uma escolha livre entre um mundo material frio, aterrador e um mundo onde a cada segundo, a cada passo nos assombramos com maravilhas incompreensíveis.
O escritor escolhe a segunda história.
Eu também.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
O amor... vilão?
O jornal a Folha de São Paulo de terça-feira, 08/01/2013, publicou em seu caderno "Equilíbrio" um artigo de Juliana Cunha sobre o livro do filósofo inglês Simon May, "Amor - Uma História" no qual expõe a visão de pensadores como Spinoza, Ovídio e Rousseau sobre o assunto e conclui que "somos todos fanáticos. Exigimos que nosso sentimento seja eterno e incondicional e camuflamos sua natureza condicional e efêmera. É a mais nova tentativa humana de roubar um poder divino", disse em entrevista à Folha. É uma religião apregoada pela produção cultural, como nos filmes "em que um personagem não quer saber de namorar e só pensa na carreira. No final, descobre que sem uma paixão sua vida não será completa". A consequência é a frustração coletiva. "Nada humano é verdadeiramente incondicional, eterno e completamente bom. Essa é uma forma de amor que só Deus pode ter. Esse entendimento gera expectativas altas, que relacionamentos cotidianos não são capazes de suprir."
Já o autor de "Amor - Sentimento Desordenado", o alemão Richard David Precht afirma que "o papel de nos aceitar por inteiro, com todos os nossos defeitos e limitações, cabia a Deus. Hoje, buscamos alguém que possa cumprir essa função e ainda dormir conosco. É realmente, pedir demais."
A psicanalista e também autora ("O Livro do Amor") Regina Navarro Lins concorda que o amor romântico vigente é irreal: "Você conhece uma pessoa, atribui a ela características que ela não possui e passa a vida infernizando a criatura, querendo que ela seja como você imaginou".
Simon May considera que ao enxergar o amor romântico como solução para todos os problemas, transforma esse tipo de amor em religião, pois "as pessoas subestimam o poder das questões sociais como componentes da felicidade. Viver em paz, com emprego e dignidade, provavelmente traz mais alegria duradoura do que o amor romântico".
E você? É membro da religião do amor romântico?
Já o autor de "Amor - Sentimento Desordenado", o alemão Richard David Precht afirma que "o papel de nos aceitar por inteiro, com todos os nossos defeitos e limitações, cabia a Deus. Hoje, buscamos alguém que possa cumprir essa função e ainda dormir conosco. É realmente, pedir demais."
A psicanalista e também autora ("O Livro do Amor") Regina Navarro Lins concorda que o amor romântico vigente é irreal: "Você conhece uma pessoa, atribui a ela características que ela não possui e passa a vida infernizando a criatura, querendo que ela seja como você imaginou".
Simon May considera que ao enxergar o amor romântico como solução para todos os problemas, transforma esse tipo de amor em religião, pois "as pessoas subestimam o poder das questões sociais como componentes da felicidade. Viver em paz, com emprego e dignidade, provavelmente traz mais alegria duradoura do que o amor romântico".
E você? É membro da religião do amor romântico?
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Da inutilidadede das provas
"Para quem crê, nenhuma prova é necessária;
para quem não crê, nenhuma prova é suficiente."
Stuart Chase
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Para dar aos filhos
"As coisas mais importantes para dar aos filhos são: raízes e asas."
Aos meus, já crescidos, eu pergunto: será que Elaine e eu lhes demos um pouco que seja de cada uma?
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
O preço do futuro
"Foi precisamente essa perda de contato com o passado, nosso desenraizamento, que deu origem aos "descontentamentos" da civilização, a uma pressa e uma agitação tão grandes que vivemos mais no futuro com suas quiméricas promessas do que no presente, cujo passo acelerado nosso pano de fundo evolucionário não aprendeu ainda acompanhar. Precipitamo-nos impetuosamente novidade adentro, guiados por um senso cada vez mais acentuado de insuficiência, de insatisfação e de inquietação. Não vivemos mais daquilo que temos, vivemos de promessas; deixamos de viver à luz do presente e passamos a viver nas trevas de um futuro que, esperamos, trará o aguardado amanhecer. Recusamo-nos a reconhecer que toda coisa melhor é comprada ao preço de uma coisa pior."Carl Jung em Memories, Dreams and Reflections (1957)
(Retirado do excelente texto "As persistentes persuasões do desenvolvimento", de Paulo Brabo em sua Forja Universal. Vale a pena a visita!)
Assinar:
Postagens (Atom)