quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Como Tertuliano

"Não tento convencer ninguém da existência de Deus, porque crer em Deus é um absurdo, como disse Tertuliano, e não se explica o absurdo, aceita-se ou não. A crença na existência de Deus não faz de ninguém um ser melhor, princípios éticos e morais os descrentes também os tem. Sigo com minha fé minúscula, tão ínfima, que chego a duvidar em certos momentos se ela serve até mesmo em mim, que chego a duvidar, nesses mesmos momentos, se ela, a minha fé, existe ou não. Não duvido de Deus. Duvido de mim."
Esse texto, confissão singela e sofrida da Bete P. Silva, lá no Facebook, representa o meu sentimento com relação à fé. Lembrou-me das minhas leituras, outrora, dos profetas menores do Antigo Testamento, quase todos  semelhantes em suas reflexões sobre Jeová.

Lembrou-me também da canção "Muros e Grades" dos Engenheiros do Havaí, quando eles cantam "Viver assim é um absurdo, como outro qualquer; como tentar o suicídio ou amar uma mulher".

Vivemos cegamente confiantes em tantos absurdos que realmente ter fé em Deus á apenas mais um, no caso, um bom absurdo.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

"No harm, no foul"...

...diz o provérbio americano. Se não houve prejuízo, dano, não houve falta, crime, malfeito.
Nem tanto, nem tanto...
E sabe por quê???
Porque as consequências dos nossos atos perduram por um longo tempo. Isac Azimov - o grande autor de ficção científica - até escreveu um livro baseado neste conceito. Ele partiu da premissa que se fosse possível voltar no tempo e alterar a história, não seria necessário uma grande mudança para o futuro ser totalmente diferente. Um simples acidente na infância que tornasse Adolf Hitler deficiente de fala, por exemplo, e pronto! Todo o Terceiro Reich desapareceria como pó, pois Hitler não teria o poder de persuasão que seus discursos tiveram. E não teríamos a II Guerra Mundial.
Ok, o exemplo de Azimov pode ser um pouco exagerado... mas deu pra pegar o sentido da ideia, certo?
Pois na próxima vez que for fazer algo, digamos, ousado (para não dizer, ilegal), pense. Os efeitos de suas ações vão perdurar por muito tempo. Talvez até mesmo depois que você já não mais estiver por aqui...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Quem?

"Quem é você?" - pergunta a moça, entre assustada e agressiva, depois de ver John Reese, de "Person of Interest" (às 4as feiras, 22 hs, no canal WB), derrubar com golpes precisos alguns malvados que a perseguiam.
"Esta é uma pergunta que eu me faço frequentemente." - responde John.

E eu, pensando que estava assistindo apenas a um seriado de TV, me vi diante de uma frase que me descreve perfeitamente.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Esporte emocionante

Tá bem, eu sei... vocês vão falar que é violento. E é mesmo, mas não é por isso que eu gosto. Vão dizer que é complicado. Realmente, é preciso algum tempo para se acostumar com o intrincado jogo de estratégias e nuances sutis em meio àquela brutalidade. Vão dizer que o jogo não tem nada a ver com a nossa cultura. Não tem mesmo, mas este é um mundo globalizado, ou não é?
Mas por que qualifico como emocionante? E que esporte é, afinal das contas?
Venham comigo. Assisti a dois jogos de futebol americano, semifinais dos dois campeonatos profissionais do país, o NFC e o AFC.
No primeiro jogo, ao fim do primeiro tempo, o favorito aplicava um placar era 20 X 0 (equivalente a 3 a 0 no nosso futebol tupiniquim) no adversário. No segundo tempo, o placar chegou a 27 X 7 (4 a 1) ao fim do terceiro quarto de jogo; o time azarão virou o jogo pra 28 X 27 faltando menos de 3 minutos para acabar a partida. Mas não ganhou, porque o favorito teve forças pra fazer 30 X 28 a menos de 30 segundos do final e ganhou. Emocionante, não, um jogo acabar 5 a 4 e ser decidido nos acréscimos?
Mas não foi só isso. O segundo jogo (no mesmo dia), começou com os dois times marcando e empatando. E assim foi o jogo todo. Terminou com um empate de 35 X 35 (5 a 5 em gols tupiniquins!) e foi para a prorrogação. Só na segunda prorrogação, o azarão ganhou com um chute de longe. Emocionante!
Fiquei pensando nos jogos dos nossos campeonatos brasileiros, onde 1 a 0 é considerado um "grande resultado". Pobre futebol, não sabe o que é emoção. Quem assistiu ao futebol americano, sabe.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tragédia

Foi triste ver as notícias do terrível acidente em Santa Maria - RS.

Foi mais trágico ainda ler a enxurrada de comentários (principalmente no Facebook) imbecis, maldosos, estúpidos, arrogantes, descabidos, insultuosos, idiotas, insensíveis de "cristãos" e "ateus" burros, sem um pingo de sentimento de solidariedade e humanidade.

Aos "cristãos" - que pregam que o acontecido foi "castigo de Deus" por estarem os jovens "em pecado" - e aos "ateus' - que se aproveitam da dor de outrem para lançar calamidades do tipo "onde estava Deus quando o local pegou fogo?" ou "se Deus existe, porque permitiu tragédia assim?" deixo-lhes meu recado:

"VOCÊS SE MERECEM!!!"

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Onde sua vida está e para onde pode ir

Reflexão do tipo "cala a boca e pense", do Claudio Oliver, hoje, no Facebook:

"Pensamento da manhã: Todos os livros sagrados, entre eles a Bíblia, são livros cujo foco principal é fora deles mesmos. Textos sagrados não são um fim em si, eles não são "A" realidade, mas servem para nos inserir em novas e maiores realidades criando uma tensão entre onde estamos agora e o nível de consciência que está adiante de nós. O que segura a gente para passar por essa tensão é a fé. E aqui, fé nada tem a ver com no que você acredita, na sua doutrina ou ortodoxia, mas em quem você deposita confiança o suficiente para correr o risco de fazer a jornada até lá. Eu detesto ficar ouvindo pessoas que ficam citando seus por quês, citando passagens decoradas. Os textos religiosos e rituais não são um substituto para a experiência humana, da mesma forma que a experiência individual não abarca a experiência humana. A experiência humana, registrada na tradição, na troca e nos textos é algo do qual elas fazem parte e ela nos ajuda na jornada. Essa jornada se dá quando você para de simplesmente achar bonito e concordar com textos como aquele no qual Jesus diz "Ame seu inimigo e ore por quem te persegue" (Mateus 5:44). A jornada começa quando você pega um texto como esse ou qualquer outro e luta com ele, e se pergunta: POR QUÊ? COMO ISSO PODE SER VERDADE? SERÁ QUE EU CONCORDO COM ISSO? QUAL A DIFERENÇA? e por vezes fica com essas perguntas por anos, doídas, lutando, até que elas virem experiência interior. Os companheiros de jornada mais importantes acabam sendo o texto sagrado, a experiência acumulada e compartilhada e o risco. Ai o texto cumpriu seu papel. Quando um texto sagrado está ali para ser coisas que te fazem sentir bem, achar bonito e acima de tudo não mudar a sua vida de onde ela está hoje para onde ela pode ir... infelizmente é só blá blá blá religioso, romântico e que vai servir no máximo para você se achar ótimo, estando onde sempre esteve e sem mudar uma vírgula na direção de um ser humano mais integral que você poderia ser. Bom Dia." (negritos meus)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Bendita impossibilidade

Paulo Brabo, graças aos céus, tem mantido afiada sua perspicácia em coletar pensamentos drasticamente preciosos, deliciosamente perturbadores e absolutamente relevantes que ele encontra sabe lá Deus onde.

Visite sua "Bacia das Almas" e veja se concorda comigo: bendita impossibilidade!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

NÃO COMPRE NA KABUM!!! É EMPRESA DESONESTA!!!!!!!!!!

Vejam que absurdo!!!
A Kabum é desonesta!!!! Leia AQUI

Meu amigo Claudio Oliver escreveu no Facebook

"Pensamento da manhã: Cada dia mais assumo uma postura como ambientalista que chamo de Ambientalismo Participativo. Sou muito reticente aos dois extremos que nos apresentam: a atitude de sermos donos da natureza, senhores, que receberam carta branca para fazer o que quiserem (o tal mandato cultural que assanha a sanha louca do capitalismo) e a atitude que nos vê como pragas a serem mantidas longe do resto da criação (atitude típica do IBAMA, das florestas sem manejo, sem presença humana e que esquece que o ambiente natural é natural quando somos naturalmente parte dele e como nossa intervenção pode ser benéfica). Somos parte da criação, parte e não centro, nem reis, nem vassalos. Nosso distúrbio, assim como de outros animais, pode ser extremamente positivo, nossa ação, pode ser benéfica. Não precisa ser sempre má e negativa. Tudo depende de lembrarmos de nossas duas funções para as quais fomos colocados nesse jardim variado que é o planeta: em hebráico Avad e Shamar (observar e guardar). Nosso fazer, intervir e agir pode e deve partir do primeiro ato: observar e ter como finalidade o segundo: Guardar, que é mais que simplesmente preservar, conservar, é ser mordomo e partícipe do processo da vida e de sua comunidade nesse planeta. Bom dia."
Não há como não aplaudir essa sabedoria. Vamos colocá-la em prática?