terça-feira, 12 de março de 2013

As Aparência Enganam?

- Olho para o céu e vejo estrelas de dia!!!
- Estrelas de dia? Acho que não... olhe de perto...


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Somos tolos

"Nunca houve muita esperança. Apenas aquela dos tolos."

Gandalf, o mago branco, responde a Pipin, em Minas Tirith - cidade do rei -, quando este lhe pergunta, face à guerra terrível que se aproxima, se havia aguma esperança. Guerra da qual eles não poderiam fugir. ("O Senhor do Aneis", livro 3).

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Engano Fatal

Leio no Facebook o texto "Namorando o suicídio", de J. R. Guzzo, publicado originalmente pela revista Veja em 28/01/2013 e postado por Ivan Lins, este grande compositor e cantor da nossa MPB.
O texto refere-se à terrível constatação de que morrem assassinados no país um policial a cada 35 horas. Fato trágico, triste e revoltante.
E o autor faz sérias e graves acusações contra nossos governantes, responsabilizando-os em parte pelos assassinatos.
Mas escorrega, quando tenta apontar o dedo nas causas da criminalidade. Diz que
"Dentro e fora dos governos continua a ser aceita, como verdade científica, a ficção de que a culpa pelo crime é da miséria, e não dos criminosos. Ignora-se o fato de que não existe no Brasil de hoje um único assaltante que roube para matar a fome ou comprar o leite das crianças. Roubam, agridem e matam porque querem um relógio Rolex; não aceitam viver segundo as regras obedecidas por todos os demais cidadãos, a começar pela que manda cada um ganhar seu sustento com o próprio trabalho."
Perdoe-me o autor, mas achar normal alguém possuir um relógio Rolex enquanto milhões não tem acesso a emprego, à educação, saúde, habitação, remuneração digna - porque, convenhamos, tente viver um mês com R$ 698,00 numa metrópole como São Paulo, Rio ou Belô - e jogar TODA a culpa pela criminalidade no criminoso e nos governantes, é muita ingenuidade. Só aceitam "as regras" os privilegiados que receberam algum valor de cidadania em sua formação familiar e/ou educacional. Aos marginalizados, nem isso lhes foi dado, mas lhes é exigido.
Dizer que a defesa de direitos humanos prejudica a sociedade - como ele dá a entender - é ser, no mínimo, equivocado. Não perceber que a Sociedade Brasileira é, em última análise, co-responsável pela tragédia que ocorre - pois elege e é conivente com a incompetência geral dos nossos governantes ("finjam que são governados e nós, que governamos") - e precisa assumir a direção da sua História, é lamentável.
Enquanto nós não nos sentirmos responsáveis por esta situação e tomarmos as medidas sociais, econômicas, jurídicas e políticas necessárias para mudar o país como um todo, essa matança será apenas mais um sintoma do mal que nos aflige.
Salvo engano.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Único medo

Vivessem entre nós e Asterix e Obelix estariam aterrorizados: seu único medo está se realizando ("que os céus lhe caiam sobre a cabeça").

De minha parte, não tenho medo. Fico apenas chateado do meteoro não ter caído em terras brasileiras. Mais claramente, sobre certo edifício em Brasília que abriga mais de 500 políticos corruptos...

Já que os céus não nos atendem, cabe-nos - sociedade brasileira - tomar as medidas necessárias para despejar do Congresso Nacional essa turba de malfeitores

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Como Tertuliano

"Não tento convencer ninguém da existência de Deus, porque crer em Deus é um absurdo, como disse Tertuliano, e não se explica o absurdo, aceita-se ou não. A crença na existência de Deus não faz de ninguém um ser melhor, princípios éticos e morais os descrentes também os tem. Sigo com minha fé minúscula, tão ínfima, que chego a duvidar em certos momentos se ela serve até mesmo em mim, que chego a duvidar, nesses mesmos momentos, se ela, a minha fé, existe ou não. Não duvido de Deus. Duvido de mim."
Esse texto, confissão singela e sofrida da Bete P. Silva, lá no Facebook, representa o meu sentimento com relação à fé. Lembrou-me das minhas leituras, outrora, dos profetas menores do Antigo Testamento, quase todos  semelhantes em suas reflexões sobre Jeová.

Lembrou-me também da canção "Muros e Grades" dos Engenheiros do Havaí, quando eles cantam "Viver assim é um absurdo, como outro qualquer; como tentar o suicídio ou amar uma mulher".

Vivemos cegamente confiantes em tantos absurdos que realmente ter fé em Deus á apenas mais um, no caso, um bom absurdo.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

"No harm, no foul"...

...diz o provérbio americano. Se não houve prejuízo, dano, não houve falta, crime, malfeito.
Nem tanto, nem tanto...
E sabe por quê???
Porque as consequências dos nossos atos perduram por um longo tempo. Isac Azimov - o grande autor de ficção científica - até escreveu um livro baseado neste conceito. Ele partiu da premissa que se fosse possível voltar no tempo e alterar a história, não seria necessário uma grande mudança para o futuro ser totalmente diferente. Um simples acidente na infância que tornasse Adolf Hitler deficiente de fala, por exemplo, e pronto! Todo o Terceiro Reich desapareceria como pó, pois Hitler não teria o poder de persuasão que seus discursos tiveram. E não teríamos a II Guerra Mundial.
Ok, o exemplo de Azimov pode ser um pouco exagerado... mas deu pra pegar o sentido da ideia, certo?
Pois na próxima vez que for fazer algo, digamos, ousado (para não dizer, ilegal), pense. Os efeitos de suas ações vão perdurar por muito tempo. Talvez até mesmo depois que você já não mais estiver por aqui...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Quem?

"Quem é você?" - pergunta a moça, entre assustada e agressiva, depois de ver John Reese, de "Person of Interest" (às 4as feiras, 22 hs, no canal WB), derrubar com golpes precisos alguns malvados que a perseguiam.
"Esta é uma pergunta que eu me faço frequentemente." - responde John.

E eu, pensando que estava assistindo apenas a um seriado de TV, me vi diante de uma frase que me descreve perfeitamente.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Esporte emocionante

Tá bem, eu sei... vocês vão falar que é violento. E é mesmo, mas não é por isso que eu gosto. Vão dizer que é complicado. Realmente, é preciso algum tempo para se acostumar com o intrincado jogo de estratégias e nuances sutis em meio àquela brutalidade. Vão dizer que o jogo não tem nada a ver com a nossa cultura. Não tem mesmo, mas este é um mundo globalizado, ou não é?
Mas por que qualifico como emocionante? E que esporte é, afinal das contas?
Venham comigo. Assisti a dois jogos de futebol americano, semifinais dos dois campeonatos profissionais do país, o NFC e o AFC.
No primeiro jogo, ao fim do primeiro tempo, o favorito aplicava um placar era 20 X 0 (equivalente a 3 a 0 no nosso futebol tupiniquim) no adversário. No segundo tempo, o placar chegou a 27 X 7 (4 a 1) ao fim do terceiro quarto de jogo; o time azarão virou o jogo pra 28 X 27 faltando menos de 3 minutos para acabar a partida. Mas não ganhou, porque o favorito teve forças pra fazer 30 X 28 a menos de 30 segundos do final e ganhou. Emocionante, não, um jogo acabar 5 a 4 e ser decidido nos acréscimos?
Mas não foi só isso. O segundo jogo (no mesmo dia), começou com os dois times marcando e empatando. E assim foi o jogo todo. Terminou com um empate de 35 X 35 (5 a 5 em gols tupiniquins!) e foi para a prorrogação. Só na segunda prorrogação, o azarão ganhou com um chute de longe. Emocionante!
Fiquei pensando nos jogos dos nossos campeonatos brasileiros, onde 1 a 0 é considerado um "grande resultado". Pobre futebol, não sabe o que é emoção. Quem assistiu ao futebol americano, sabe.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tragédia

Foi triste ver as notícias do terrível acidente em Santa Maria - RS.

Foi mais trágico ainda ler a enxurrada de comentários (principalmente no Facebook) imbecis, maldosos, estúpidos, arrogantes, descabidos, insultuosos, idiotas, insensíveis de "cristãos" e "ateus" burros, sem um pingo de sentimento de solidariedade e humanidade.

Aos "cristãos" - que pregam que o acontecido foi "castigo de Deus" por estarem os jovens "em pecado" - e aos "ateus' - que se aproveitam da dor de outrem para lançar calamidades do tipo "onde estava Deus quando o local pegou fogo?" ou "se Deus existe, porque permitiu tragédia assim?" deixo-lhes meu recado:

"VOCÊS SE MERECEM!!!"