quarta-feira, 24 de abril de 2013

Sobre a maioridade penal - uma reflexão de Eliane Brum

"É claro que, se alguém acredita que os crimes cometidos pelos adolescentes não têm nenhuma relação com as condições concretas em que vivem esses adolescentes, assim como nenhuma relação com as condições concretas em que cumprem as medidas socioeducativas, faz sentido acreditar que se trata apenas de “vocação para o mal”. Entre os muitos problemas desse raciocínio que parece afetar o senso comum está o fato de que a maioria dos adolescentes infratores é formada por pretos, pardos e pobres. (São também os que mais morrem e sofrem todo o tipo de violência no Brasil.) Essa espécie de “marca da maldade” teria então cor e estrato social? Nesse caso, em vez de melhorar a educação e as condições concretas de vida, a única medida preventiva possível para quem defende tal crença seria enjaular ao nascer – ou nem deixar nascer. Alguém se lembra de ter visto esse tipo de tese em algum momento histórico? Percebe para onde isso leva?" - Eliane Brum

O meu medo é que não percebamos para onde isso nos leva, ou acordemos tarde demais, sem país, sem cidadania, sem alma, sem humanidade...

sexta-feira, 19 de abril de 2013

NET: Respeito pelo cliente - que é bom - nada!

Meu amigo Fabio está passando maus bocados com a tal de NET. Vejam seu martírio:

"Dia 04/03 1ª ligação (não pegava nada na tv) – agendada visita para o dia 11/03. Sem tv até lá.
Dia 11/03: técnico só de olhar a caixinha antiga, disse para eu ligar no atendimento e pedir para trocar a caixinha, e que provavelmente iria mudar meu plano. Foi conectada a tv diretamente no cabo, sem a caixinha para ficar com os sinais de tv aberta.
Dia 20/03 2ª ligação: expliquei o o que o técnico tinha dito e foi agendara a troca para dia 23/03 e alteração do plano.
...
Dia 23/03: Tecnico chega em casa para ver o que estava acontecendo. Não tinha orientação nehuma para troca da caixinha. Constatando o mesmo que o técnico anterior havia feito, ligou ele mesmo para a central , explicou tudo mas não autorizaram o mesmo a fazer a troca, pois eu tinha de ligar!!!!
Dia 23/03: 3ª ligação: me deixaram esperando na linha té cair!!!
Dia 02/04: 4º ligação: Mesma explicação e agendamento para troca da caixinha em 13/04.
Dia 13/04: Trocaram a caixinha as 15:00. Gastaram no máximo 15 minutos, pois toda a fiação estava pronta. Informaram que em 1 a 2 horas os canais estariam liberados.
Dia 13/04: 5ª ligação, pois as 19:30 os canais ainda não estavam liberados. Fez um procedimento, e aguardar que até as 00:00 que estariam liberados.
Dia 14/04: 6ª ligação as 19:00 pois nada dos canais liberados. Fizeram procedimentos, tirei decoder da tomada e pediram para aguardar que retornaria em algumas horas.
Dia 15/04: 7ª ligação. Mesma historia da 6ª ligação, mas como não resolveu, agendamento de visita par o dia 17/04.
Dia 17/04: 8ª ligação. Confirmei a visita pois não poderia ir no emprego a noite para aguardar. Tudo ok.
Dia 17/04: 9ª ligação. O técnico não apareceu. Não podiam fazer nada, só agendar uma outra visita. Não agendei nada.
"
 

terça-feira, 12 de março de 2013

As Aparência Enganam?

- Olho para o céu e vejo estrelas de dia!!!
- Estrelas de dia? Acho que não... olhe de perto...


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Somos tolos

"Nunca houve muita esperança. Apenas aquela dos tolos."

Gandalf, o mago branco, responde a Pipin, em Minas Tirith - cidade do rei -, quando este lhe pergunta, face à guerra terrível que se aproxima, se havia aguma esperança. Guerra da qual eles não poderiam fugir. ("O Senhor do Aneis", livro 3).

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Engano Fatal

Leio no Facebook o texto "Namorando o suicídio", de J. R. Guzzo, publicado originalmente pela revista Veja em 28/01/2013 e postado por Ivan Lins, este grande compositor e cantor da nossa MPB.
O texto refere-se à terrível constatação de que morrem assassinados no país um policial a cada 35 horas. Fato trágico, triste e revoltante.
E o autor faz sérias e graves acusações contra nossos governantes, responsabilizando-os em parte pelos assassinatos.
Mas escorrega, quando tenta apontar o dedo nas causas da criminalidade. Diz que
"Dentro e fora dos governos continua a ser aceita, como verdade científica, a ficção de que a culpa pelo crime é da miséria, e não dos criminosos. Ignora-se o fato de que não existe no Brasil de hoje um único assaltante que roube para matar a fome ou comprar o leite das crianças. Roubam, agridem e matam porque querem um relógio Rolex; não aceitam viver segundo as regras obedecidas por todos os demais cidadãos, a começar pela que manda cada um ganhar seu sustento com o próprio trabalho."
Perdoe-me o autor, mas achar normal alguém possuir um relógio Rolex enquanto milhões não tem acesso a emprego, à educação, saúde, habitação, remuneração digna - porque, convenhamos, tente viver um mês com R$ 698,00 numa metrópole como São Paulo, Rio ou Belô - e jogar TODA a culpa pela criminalidade no criminoso e nos governantes, é muita ingenuidade. Só aceitam "as regras" os privilegiados que receberam algum valor de cidadania em sua formação familiar e/ou educacional. Aos marginalizados, nem isso lhes foi dado, mas lhes é exigido.
Dizer que a defesa de direitos humanos prejudica a sociedade - como ele dá a entender - é ser, no mínimo, equivocado. Não perceber que a Sociedade Brasileira é, em última análise, co-responsável pela tragédia que ocorre - pois elege e é conivente com a incompetência geral dos nossos governantes ("finjam que são governados e nós, que governamos") - e precisa assumir a direção da sua História, é lamentável.
Enquanto nós não nos sentirmos responsáveis por esta situação e tomarmos as medidas sociais, econômicas, jurídicas e políticas necessárias para mudar o país como um todo, essa matança será apenas mais um sintoma do mal que nos aflige.
Salvo engano.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Único medo

Vivessem entre nós e Asterix e Obelix estariam aterrorizados: seu único medo está se realizando ("que os céus lhe caiam sobre a cabeça").

De minha parte, não tenho medo. Fico apenas chateado do meteoro não ter caído em terras brasileiras. Mais claramente, sobre certo edifício em Brasília que abriga mais de 500 políticos corruptos...

Já que os céus não nos atendem, cabe-nos - sociedade brasileira - tomar as medidas necessárias para despejar do Congresso Nacional essa turba de malfeitores

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Como Tertuliano

"Não tento convencer ninguém da existência de Deus, porque crer em Deus é um absurdo, como disse Tertuliano, e não se explica o absurdo, aceita-se ou não. A crença na existência de Deus não faz de ninguém um ser melhor, princípios éticos e morais os descrentes também os tem. Sigo com minha fé minúscula, tão ínfima, que chego a duvidar em certos momentos se ela serve até mesmo em mim, que chego a duvidar, nesses mesmos momentos, se ela, a minha fé, existe ou não. Não duvido de Deus. Duvido de mim."
Esse texto, confissão singela e sofrida da Bete P. Silva, lá no Facebook, representa o meu sentimento com relação à fé. Lembrou-me das minhas leituras, outrora, dos profetas menores do Antigo Testamento, quase todos  semelhantes em suas reflexões sobre Jeová.

Lembrou-me também da canção "Muros e Grades" dos Engenheiros do Havaí, quando eles cantam "Viver assim é um absurdo, como outro qualquer; como tentar o suicídio ou amar uma mulher".

Vivemos cegamente confiantes em tantos absurdos que realmente ter fé em Deus á apenas mais um, no caso, um bom absurdo.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

"No harm, no foul"...

...diz o provérbio americano. Se não houve prejuízo, dano, não houve falta, crime, malfeito.
Nem tanto, nem tanto...
E sabe por quê???
Porque as consequências dos nossos atos perduram por um longo tempo. Isac Azimov - o grande autor de ficção científica - até escreveu um livro baseado neste conceito. Ele partiu da premissa que se fosse possível voltar no tempo e alterar a história, não seria necessário uma grande mudança para o futuro ser totalmente diferente. Um simples acidente na infância que tornasse Adolf Hitler deficiente de fala, por exemplo, e pronto! Todo o Terceiro Reich desapareceria como pó, pois Hitler não teria o poder de persuasão que seus discursos tiveram. E não teríamos a II Guerra Mundial.
Ok, o exemplo de Azimov pode ser um pouco exagerado... mas deu pra pegar o sentido da ideia, certo?
Pois na próxima vez que for fazer algo, digamos, ousado (para não dizer, ilegal), pense. Os efeitos de suas ações vão perdurar por muito tempo. Talvez até mesmo depois que você já não mais estiver por aqui...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Quem?

"Quem é você?" - pergunta a moça, entre assustada e agressiva, depois de ver John Reese, de "Person of Interest" (às 4as feiras, 22 hs, no canal WB), derrubar com golpes precisos alguns malvados que a perseguiam.
"Esta é uma pergunta que eu me faço frequentemente." - responde John.

E eu, pensando que estava assistindo apenas a um seriado de TV, me vi diante de uma frase que me descreve perfeitamente.