sexta-feira, 7 de junho de 2013

Novas leis, velhas desculpas

Estatuto do Nascituro
Pronto! 
Conseguimos inventar um bom motivo pra ficar brigando em lugar de por mãos à obra para resolver os problemas que já temos consenso. 
Trocamos ação pela discussão. Já li sobre o brasileiro ser "vocal", isto é, gosta da comunicação verbal. Assim, continua o blábláblá e as ações concretas para problemas urgentes são postergadas sem nenhum motivo. 
O Brasil não precisa de mais leis. Precisa de união em torno dos problemas - e são muitos - que podemos e devemos solucionar. 
Eu me recuso a entrar nessa discussão imbecil.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Afinal, de quem é a culpa? Do criminoso ou da vítima?

Os seriados policiais americanos, em sua maioria, mostram criminosos como indivíduos perturbados, ou maus, ou como pessoas que fizeram escolhas erradas. Raramente os filmes fazem alguma menção à responsabilidade da sociedade nos crimes cometidos por estes sujeitos. 
O que é um erro comum. 
Nós, aqui no Brasil, também temos o mesmo costume. Damos o peso total da culpa ao criminoso, não importa quem seja: um político rico e corrupto ou um adolescente iletrado da favela.
Mas, seria a culpa TODA dessas pessoas? Algumas vezes menciona-se traumas de infância, doenças mentais ou as más companhias como colaboradoras do criminoso. Sempre, porém, a culpa é, em última análise, de quem cometeu o crime. Pois sempre há alternativa. Sempre podemos escolher não fazer o mal. 
Individualizamos o crime e o culpado. Mesmo quando grupos agem praticando o mal, são apenas aqueles do grupo os criminosos.
Será assim tão simples? Por que nós nunca estamos dispostos a olhar para nós próprios em busca do culpado? Por que a sociedade que criamos e sustentamos é continuamente inocentada de toda responsabilidade?
Minha postagem anterior reproduz um trecho de Claudio Oliver, escrito pouco depois de sua casa ser assaltada à noite, enquanto ele e sua família dormia. Longe de isentar os ladrões de culpa, meu amigo apenas amplia a sua visão do problema que lhe aconteceu e aponta o dedo na ferida que nos recusamos obstinadamente a olhar: SOMOS TODOS CULPADOS.
O dia que criarmos coragem, reconhecermos este fato e assumirmos nossa parcela de responsabilidade pelas agruras que "os criminosos" nos infligem, neste dia estaremos dando início à mudança necessária e possível rumo à Paz e Justiça. 
E não se iluda... Nunca antes.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Assaltado!!!

Meu amigo, amigo da Paz, amigo de Deus - Claudio Oliver - foi assaltado.
Em meio ao transtorno pelo qual passa a vítima de um assalto, ele achou tempo para partilhar uns pensamentos conosco, via Facebook.
Eis um trecho, para sua meditação:

"...Os ladrões que nos roubam não são excluídos sociais que não tem onde viver; são seduzidos sociais pelo desejo de consumir, de ter e de se drogar, como os do lado de cá o fazem, de maneira protegida e treinada. Desejam e por desejarem, roubam. Pois de alguma forma percebem que não será o trabalho a si destinado pela estrutura da sociedade que lhes dará os objetos e prazeres que desejam, exclusivo de quem os pode ter. Eles não podem, não controlam seu desejos estimulado pela TV, pela sociedade e por sinais de riqueza, se drogam e buscam a qualquer preço o que desejam. 
Isso aconteceu comigo; acontece com um monte de gente, pelos mesmos motivos..."

terça-feira, 28 de maio de 2013

Observações de um Turista Distraído - 6

Lá do alto da torre de TV, vislumbra-se a cidade em 360 graus. Um espetáculo. O que mais impressiona, no entanto, não é a grandiosidade da cidade de mais de 2 milhões de habitantes, nem a quantidade enorme de edifícios, ou as avenidas a cortar a cidade.
Impressiona-me o verde esparramado pela cidade, a quantidade de parques, áreas verdes e arborização das ruas, nos 4 quadrantes de Curitiba.
Deus dê sabedoria e coragem aos curitibanos para preservarem e ampliarem esse verde que para eles é tão comum e inocente.
Para mim, um milagre delicioso.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Contra o vento

"Against the wind, I'm older now, but I'm still running against the wind "
"Contra a corrente, estou mais velho agora, mas ainda nadando contra a corrente"... Infelizmente, parece-me, cada dia menos gente toma essa saudável e revolucionária atitude, de nadar contra a corrente do modismo, do materialismo, do capitalismo, do egoísmo. É uma pena...

(Bob Seger, em linda canção "Against the Wind" que vc pode ver em apresentação ao vivo de 1970, clicando AQUI)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

sábado, 18 de maio de 2013

Cenas Inesquecíveis do cinema e TV - 3

O lugar é amplo, cheio de castiçais, e decoração oriental. Robert De Niro é atendido por um chines que o leva a uma cama sem colchão, apenas um tatame. Ele tira os sapatos, o paletó, e o chapéu; com ajuda do chines deita-se de lado, apoia a cabeça em um pequeno travesseiro, enquanto o chines lhe prepara a droga. 
Ele começa a tragar a fumaça do longo cachimbo, usando uma lamparina para queimar o ópio e depois de umas poucas baforadas, deita-se de costas, olha para o véu no teto, onde está a câmera e olhando de frente para o espectador (você), tem os olhos gazeados e esboça um sorriso estranho... 
A música o leva de volta ao filme maravilhoso e triste que você acabou de assistir...
E você sabe em quem ele está pensando... 
Fim
("Era Uma Vez Na América", de Sergio Leone, com Robert De Niro, 1984)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O Facebook e eu

Não. Facebook não é o nome de um cãozinho travesso. Falo da rede social mesmo.
E - você não vai acreditar, eu sei - mas, pensei nesta postagem antes de ler "Quanto o Universo me Paga para Não Estar no Facebook", mais um texto delicioso e provocativo do meu mano Paulo Brabo, que vc pode ler em seu blogue "A Forja Universal", se ainda não o fez. É só clicar no nome.
Pensei em fazer uma avaliação do meu Facebook. Afinal, gasto um bocado do meu tempo livre nele, e seria bom saber se realmente vale a pena ou estaria eu apenas me enganando.
Fiz mentalmente uma lista do que tenho lido/ouvido/visto e que tem valor para mim. Sem ordem de importância, aqui vai:

> Informações sobre amigos distantes - É bom saber como andam amigos e parentes que não tenho como encontrar pessoalmente (moram longe);
> Músicas e músicos que não conheço - Algumas pessoas tem o dom de achar pérolas musicais que eu reajo com "como não conheci isto antes!?", algumas vezes até com olhos marejados;
> Imagens, fotos impressionantes - Gosto de fotografia, e alguns amigos tem me presenteado com imagens extraordinárias, algumas até de autoria própria, que me deixam extasiado;
> Humor em videos, piadas, cartazes - Um primo me diverte com frequência, postando piadas hilárias. Outros escolhem alguns cartuns e fotos de humor que realmente me fazem rir muito;
> Reflexões - Conheci cronistas especiais, gente que sabe escrever lindamente e com profundidade de pensamento, e amigos se mostraram exímios escritores de textos poéticos, analíticos ou prosas do cotidiano que alimentam a alma;
> Debate de ideias - Tive a oportunidade de defender meus pontos de vista e conhecer os de outrem no campo político, social, econômico e religioso em debates que me fizeram rever posições, repensar posturas, reforçar ideais;
> Conhecer gente nova - Esta seja, talvez, a coisa mais valiosa das redes sociais, pois me permitiu não só reatar com antigos amigos (de infância até), mas também fazer novos amigos, alguns do quais tem se tornado preciosos;
> Ajudar amigos e quem não conheço - Umas poucas vezes, mas valiosas, pude ajudar pessoas em situações as mais diversas, com informações, conselhos, e indicações. E isso é tão bom!

É verdade que o Facebook tem muita bobagem e muita gente o utiliza de forma inapropriada; é verdade que não podemos permitir que ele substitua o tête-à-tête, o olho-no-olho, o abraço gostoso, o papo jogado fora, o som da voz nos ouvidos. Mas, se formos um pouquinho disciplinados, o Facebook pode ser uma ferramenta inestimável de crescimento pessoal.
Por isso, continuo lá.

domingo, 28 de abril de 2013

Piedade

"Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça

Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem"

(Blues da Piedade, com Cazuza. Clique para ouvir)

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O bárbaro e o civilizado

Bárbaro é todo aquele que não admite a existência de quem pense diferente dele. O bárbaro deseja a extinção do discordante.  
Civilizado é todo aquele que admite a existência do outro, convive com o discordante e tem até uma tolerância ativa. Isto é, não só admite a existência e o convívio com o discordante, mas acha fundamental que exista quem discorde, quem pense diferente, pois o mundo seria insuportável se não houvesse a diferença.
Quem aceita isso é civilizado, quem não aceita, é bárbaro. Pode falar dez línguas, mas continua sendo um bárbaro.

(Pequena mostra do pensamento cativante e profundo de Leandro Karnal, que vc pode ver/ouvir sobre muitos assuntos interessantes no YouTube)