quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Carregue no positivo...

...e elimine o negativo.
Você deve espalhar alegria ao máximo
e levar a tristeza ao mínimo".

(letra bem divertida, com muitas palavras complicadas, e com msg otimista, alegre, escrita por Johnny Mercer na década de 40, na voz de Paul McCartney))


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ai, ai, ai... já começou a campanha eleitoral

É. Estamos a um ano das eleições e o Facebook já começa a registrar postagens de cunho eleitoral. Infelizmente.
Num deles, há um aviso, bem gritante, de que a pessoa que fez a postagem não vai votar na Dilma - não faz parte dos 44% de pesquisados que disseram ter intenção de reelegê-la.
Como já vi umas 3 ou 4 destas postagens, resolvi comentar assim:
"Eu, nem na Dilma, nem no Aécio, nem no Eduardo, nem no Serra, nem na Marina... o que precisa mudar não é o nome de quem ocupa o Planalto, é o sistema político corrompido".
 Sim, as pessoas tem a ilusão que um nome, ou mesmo um partido - ou até uma rede (!?) - tem a capacidade  - mágica, creio eu - de mudar os rumos da política no Brasil.
Sinto dizer, mas... não tem, não!!!
O sistema político está tão domado e dominado pelos "mesmos de sempre", que até os "diferentes" não farão diferença alguma. E digo isso com base na observação da política brasileira nos últimos 50 anos. Até nos tempos da ditadura militar a "politicagem" sobreviveu incólume e os coitados dos milicos pensavam que mandavam no país... coitados.
Quem manda são os mesmos grupos político-econômicos que já mandavam nos tempos coloniais: os senhores da terra, os capitães de indústria, os acionistas de empresa, o capital internacional.
E o Brasil tem um sério agravante: nossas urnas eleitorais são tudo, menos confiáveis.
Convença-se: com Dilma ou sem Dilma, a coisa vai continuar mal, muito mal...
Creia-me vivemos qualquer coisa, menos numa democracia representativa (governo do povo, pelo povo).

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Novidade com qualidade e conteúdo

Quem imagina, como eu, que a MPB anda meia parada, assim, quase morta, com seus maiores expoentes mais preocupados com suas biografia$ do que com a nossa MPB, de repente, uma novidade: El Efecto - música de qualidade e letra de profundidade!
"Duas coisas bem distintas, uma é o preço, outra é o valor
Quem não entende a diferença pouco saberá do amor,
da vida, da dor, da glória e tampouco dessa história,
memória de cantadô."
(pra ouvir, basta clicar AQUI)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Queixa

"Do que se queixa pois o homem?
Queixe-se cada um dos seus pecados."

(Lamentações 3.39, Antigo Testamento, Bíblia Sagrada)

Minha memória me trouxe esse trechinho do "livro", memorizado na infância, após ver o enorme volume de queixas que as pessoas fazem no Facebook, contra o governo, empresas, contra outras pessoas, contra "o estado das coisas" e "as coisas dos estado"...

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

À espera

"E quem deixa de ter esperas é porque já deixou de viver."

(Mariamar, personagem de Mia Couto em "A confissão da leoa")

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Small is Beautiful? - Observações de um turista distraído

Curaçao e Aruba são duas pequenas ilhas no sul do Caribe que se tornaram países independentes da Holanda há menos de meio século e continuam fazendo parte da "comunidade holandesa".
Com 160 mil e 130 mil habitantes respectivamente, são menores do que muitos bairros de Sampa.
O que me lembra a piada sobre o homem que vai a Mônaco e no café da manhã do hotel, o garçom pergunta o que ele pretende fazer enquanto estiver no país.
"Ah! Eu pretendo conhecer o país inteiro!" - responde o viajante.
"Muito bem, senhor!" - diz o garçom, educadamente. E acrescenta: "E após o almoço?"
A impressão que tive foi de que um pequeno país pode ter muitas desvantagens, mas, aparentemente, tem pequenos problemas, também.
E isso, comparado aos problemas colossais que enfrentamos no Brasil, me pareceu uma grande vantagem!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Você é normal? Não fique triste, isso tem cura!

A interessantíssima revista Superinteressante do mês de julho de 2013 trouxe um texto sobre uma das mais recentes doenças do mundo pós-moderno: a NORMOSE.
Que nada mais é do que a "obsessão por ser normal".

Tá todo mundo comprando iPhone? Preciso um!
Tá todo mundo assistindo "Game of Thrones"? Vou assistir!
As cerimônias de casamento viraram eventos pirotécnicos? O meu vai ser mais!
A galera tá bebendo demais no fim-de-semana? Eu também vou!

Cara, sai dessa! Seja único, seja você!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Tá errado! ... Tá? ... E se não estiver?

"Os ateus vão arder no inferno imaginário dos cristãos.
Os cristãos vão arder no inferno imaginário dos muçulmanos.
Os muçulmanos vão demorar para atingir o nirvana dos budistas, após um longo ciclo de encarnações.
Os budistas estão excluídos do reino prometido aos judeus...

Essa insanidade insustentável, que parece coisa de anciãos enlouquecidos de um passado remoto, é transmitida de pai para filho como se fosse verdade – em milhares de templos, com apoio da reedição constante de volumosos livros sagrados, a cujas páginas podemos nos dirigir, apontando um dedo convicto, confirmando: 'Vejam: está escrito aqui!'"


Estou aqui tentando há um tempão achar um forte argumento para destruir o texto acima... Ainda não achei... Sei que deve estar errado... é preciso que esteja errado!!!
Mas... e se não estiver errado???

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Muito pouco - Arnaldo Antunes

MUITO MUITO POUCO

(Arnaldo Antunes)
tem muito carro e muito pouco chão


tem muita gente e muito pouco pão

tem muito papo e muito pouca ação

muito parente e muito pouco irmão

e então?

o que vamos fazer então

com mais um milhão?

e depois?

o que vamos fazer depois

com um grão de arroz?

tem muito pouca dúvida e muita razão

tem muito pouca idéia e muita opinião

muita pornografia e muito pouco tesão

muita cerimônia e muito pouca educação

e então?

o que vamos fazer então

com mais um milhão?

e depois?

e daí?

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Herege

Algumas coisas que aceitamos com naturalidade hoje já foram heresias que colocavam em risco a vida de quem as mencionava: 
"O planeta Terra não é o centro do Universo"
"A raça branca não é superior às outras"
"Mulheres e homens devem ser iguais em direitos e deveres"
"Ninguém deve ter direitos absolutos sobre uma sociedade"
"As pessoas devem ter liberdade de expressão"
Tá certo, algumas ainda não são bem aceitas por todos, mas os que discordam são poucos.
Essas heresias provaram retratar melhor a realidade e ser mais benéficas à sociedade do que as "verdades" que elas substituíram. Mas levaram tempo para serem aceitas.

Tenho lutado com várias heresias que vem martelando minha cabeças nos últimos 20 anos. E tenho me tornado, pouco a pouco, um herege. A velhice não me fez mais sábio, mas, com certeza, mais herege. Sorte minha que não serei - espero - queimado em praça pública por isso. 
Pergunto-me se minhas heresias serão aceitas um dia como mais próximas da verdade do que as ideias que elas confrontam. Talvez - como aconteceu com muitos hereges - eu nem esteja vivo para ver esse resultado. Mas tenho esperança que elas possam ajudar o mundo a ser um pouco melhor e mais justo.
Salvo engano.