Pessoas me dizem, ao saber da minha oposição às instituições em geral, que não há outra forma de viver em sociedade senão através de instituições.
Até concordo com eles, mas me pergunto: Por que temos que mantê-las, que deixá-las se petrificar, pois no afã de se perpetuar, esquecem até sua missão, sua razão de existir? Existem para continuar existindo. Permanecem por inercia.
Penso que não é preciso ser assim. Que morram as instituições! Que novas instituições surjam, com novas propostas, outras metodologias, sangue novo e estruturas diferentes! Instituições que atentem para as necessidades atuais do ser humano. E assim que se estabelecerem e se firmarem na sociedade... que morram também!
Porque mais do instituições, a sociedade humana é feita de humanos. E se nós - humanos - somos finitos e morremos, por que as instituições não devam morrer também e dar lugar ao novo?
Que morram os partidos, os sistemas econômicos, que morram as religiões, que morram as ONGs, as empresas, as igrejas, as escolas, as prefeituras, os estados, as cidades!!!
Que viva o ser humano, renovado e renascido para um mundo que nunca houve antes!
Um ser à procura de sua humanidade. Seja bem vindo, e fique à vontade para comentar!!!
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Arrependimento Inútil
"...Falo de gente que desejaria que Deus ou o universo fossem muito
diferentes do que evidentemente são. Gente que gostaria de ser poupada
do peso de absolutamente qualquer liberdade e de toda responsabilidade.
Que gostaria que Deus lhe desse um sinal muito claro a cada passo a ser
tomado, e uma simultânea garantia de sucesso. Que chora formidavelmente
quando o bem que faz não é imediatamente premiado ou reconhecido. Gente
que nem sempre está disposta a viver com as consequências do mal, mas
está frequentemente disposta a arrepender-se do bem que fez, se entende
que sua “ingenuidade” em pagar o preço da virtude acabou produzindo o
próprio sofrimento.
Gente que, numa palavra, está pronta a arrepender-se de qualquer coisa – até mesmo de amar – se sua presente condição implica em alguma medida de sofrimento...." - Paulo Brabo
(Que bom que "A Bacia das Almas" continua viva, mesmo depois de finda. Dessa forma, somos brindados com reflexões excelentes como esta, que você deve ler integralmente em "Sobre se Arrepender")
Gente que, numa palavra, está pronta a arrepender-se de qualquer coisa – até mesmo de amar – se sua presente condição implica em alguma medida de sofrimento...." - Paulo Brabo
(Que bom que "A Bacia das Almas" continua viva, mesmo depois de finda. Dessa forma, somos brindados com reflexões excelentes como esta, que você deve ler integralmente em "Sobre se Arrepender")
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Um Paul novinho!
"Don't look at me
It's way too soon to see
What's gonna be, don't look at me
All my life
I never knew what I could be
What I could do
Then we were new
oo-oo-oo-oo
You came along
And made my life a song
One lucky day you came along
Just in time
While I was searching for a rhyme
You came along
Then we were new
oo-oo-oo-oo
We can do what we want
We can live as we choose
You see there's no guarantee
We've got nothing to lose
Don't look at me
I can't deny the truth
It's plain to see, don't look at me
All my life
I never knew what I could be
What I could do
Then we were new
oo-oo-oo-oo
We can do what we want
We can live as we choose
You see there's no guarantee
We've got nothing to lose
Don't look at me
It's way too soon to see
What's gonna be, don't look at me
All my life
I never knew what I could be
What I could do
Then we were new
oo-oo-oo-oo
Then we were new
oo-oo-oo-oo
Now we are new
oo-oo-oo-oo"
It's way too soon to see
What's gonna be, don't look at me
All my life
I never knew what I could be
What I could do
Then we were new
oo-oo-oo-oo
You came along
And made my life a song
One lucky day you came along
Just in time
While I was searching for a rhyme
You came along
Then we were new
oo-oo-oo-oo
We can do what we want
We can live as we choose
You see there's no guarantee
We've got nothing to lose
Don't look at me
I can't deny the truth
It's plain to see, don't look at me
All my life
I never knew what I could be
What I could do
Then we were new
oo-oo-oo-oo
We can do what we want
We can live as we choose
You see there's no guarantee
We've got nothing to lose
Don't look at me
It's way too soon to see
What's gonna be, don't look at me
All my life
I never knew what I could be
What I could do
Then we were new
oo-oo-oo-oo
Then we were new
oo-oo-oo-oo
Now we are new
oo-oo-oo-oo"
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
A Feiura de Todos Nós
- Manhê, por que não posso falar mentira?
- Porque mentir é feio, minino.
- Por que todo mundo é feio?
- Quiquié isso, minino? Você acha que o mundo todo é feio?
- Não, manhê, mas todo mundo mente e mentir é feio...
- Sabe, filho, tem mentiras e mentiras...
- E como é isso?
- Se a mentira que você diz serve pra te dar vantagem, pra te ajudar, pra te deixar em situação melhor que antes, então essa mentira te deixa mais feio.
- E por que só eu fico feio?
- Todos devemos falar a verdade... todos ficam feios ao mentir!
- É, mas por que o quitandeiro não fica feio quando diz que vendeu um quilo e põe um tiquinho a menos? Por que o posto de combustível não fica feio quando diz que põe 10 litros no tanque e põe menos? Por que o político não fica feio quando diz que a merenda custou um tantão e na verdade custou menos? Por que o colega do pai não fica feio quando bate o ponto no trabalho bem na horinha, mas fica um tempão de conversa mole com os colegas antes de começar a trabalhar? Por que a professora não fica feia quando falta na escola e traz atestado médico, mas a gente encontrou com ela no shopping no mesmo dia?
- Sabe por que, meu filho? Porque o mundo encontrou um jeito de esconder a feiura como a mamãe esconde as manchas da pele: com maquiagem. Mas elas - as manchas e as feiuras - continuam lá, intactas...
(diálogo hipotético entre mãe e filho, sonhado numa noite qualquer dessas)
- Porque mentir é feio, minino.
- Por que todo mundo é feio?
- Quiquié isso, minino? Você acha que o mundo todo é feio?
- Não, manhê, mas todo mundo mente e mentir é feio...
- Sabe, filho, tem mentiras e mentiras...
- E como é isso?
- Se a mentira que você diz serve pra te dar vantagem, pra te ajudar, pra te deixar em situação melhor que antes, então essa mentira te deixa mais feio.
- E por que só eu fico feio?
- Todos devemos falar a verdade... todos ficam feios ao mentir!
- É, mas por que o quitandeiro não fica feio quando diz que vendeu um quilo e põe um tiquinho a menos? Por que o posto de combustível não fica feio quando diz que põe 10 litros no tanque e põe menos? Por que o político não fica feio quando diz que a merenda custou um tantão e na verdade custou menos? Por que o colega do pai não fica feio quando bate o ponto no trabalho bem na horinha, mas fica um tempão de conversa mole com os colegas antes de começar a trabalhar? Por que a professora não fica feia quando falta na escola e traz atestado médico, mas a gente encontrou com ela no shopping no mesmo dia?
- Sabe por que, meu filho? Porque o mundo encontrou um jeito de esconder a feiura como a mamãe esconde as manchas da pele: com maquiagem. Mas elas - as manchas e as feiuras - continuam lá, intactas...
(diálogo hipotético entre mãe e filho, sonhado numa noite qualquer dessas)
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Lou e eu
(o meu amigo Lou Mello pode estar pensando que este texto é sobre ele. Não é. Mas poderia ser; já passamos por poucas e boas juntos...)
Já postei aqui uma música - das mais recentes - do Lou Reed.
Hoje, quero falar da minha ligação com ele, motivo de orgulho e uma pequena, mas sincera homenagem a esse roqueiro "cult", recém falecido:
Em 1974 eu dava aulas de inglês pra ganhar uma graninha (na verdade, as aulas visavam pagar a prestação da moto - Yamaha 50cc - que me permitia ir à faculdade em 20 minutos - bem devagar - e não em 1 hora e 15 minutos como era no caso de ir de ônibus...).
Um dos meus alunos era alto funcionário da RCA Victor no Brasil, gravadora que lançou o disco "Rock 'n' Roll Animal", famoso disco do Lou Reed com a banda Velvet Underground, no país.
Um dia, durante a aula, meu aluno me conta do problema que a RCA enfrentava: a censura prévia - em pleno regime ditatorial militar - barrara o disco porque continha uma música chamada "Heroin", com claras referências às drogas. Ele sabia que eu era fã de rock e me pediu para ajudá-lo a achar outro nome para a música, quem sabe assim a censura liberava o lançamento do disco...
Ficamos a aula toda ouvindo "Heroin", escrevendo a letra, e foi fácil sugerir um nome alternativo à música: "I just don't care" - frase contundente, repetida várias vezes no refrão.
Algum tempo depois, meu aluno aparece contente na aula, com o novo disco em mãos. Entrega-o a mim - com dedicatória - e diz: "Você é parte desse projeto".
Lá está, na contra capa da edição brasileira, a lista de músicas, e a segunda, depois de "Intro/Sweet Jane" é "I just don't care".
Eu fazia parte definitivamente da história do "Rock & Roll"...
Já postei aqui uma música - das mais recentes - do Lou Reed.
Hoje, quero falar da minha ligação com ele, motivo de orgulho e uma pequena, mas sincera homenagem a esse roqueiro "cult", recém falecido:
Em 1974 eu dava aulas de inglês pra ganhar uma graninha (na verdade, as aulas visavam pagar a prestação da moto - Yamaha 50cc - que me permitia ir à faculdade em 20 minutos - bem devagar - e não em 1 hora e 15 minutos como era no caso de ir de ônibus...).
Um dos meus alunos era alto funcionário da RCA Victor no Brasil, gravadora que lançou o disco "Rock 'n' Roll Animal", famoso disco do Lou Reed com a banda Velvet Underground, no país.
Um dia, durante a aula, meu aluno me conta do problema que a RCA enfrentava: a censura prévia - em pleno regime ditatorial militar - barrara o disco porque continha uma música chamada "Heroin", com claras referências às drogas. Ele sabia que eu era fã de rock e me pediu para ajudá-lo a achar outro nome para a música, quem sabe assim a censura liberava o lançamento do disco...
Ficamos a aula toda ouvindo "Heroin", escrevendo a letra, e foi fácil sugerir um nome alternativo à música: "I just don't care" - frase contundente, repetida várias vezes no refrão.
Algum tempo depois, meu aluno aparece contente na aula, com o novo disco em mãos. Entrega-o a mim - com dedicatória - e diz: "Você é parte desse projeto".
Lá está, na contra capa da edição brasileira, a lista de músicas, e a segunda, depois de "Intro/Sweet Jane" é "I just don't care".
Eu fazia parte definitivamente da história do "Rock & Roll"...
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Carregue no positivo...
...e elimine o negativo.Você deve espalhar alegria ao máximoe levar a tristeza ao mínimo".
(letra bem divertida, com muitas palavras complicadas, e com msg otimista, alegre, escrita por Johnny Mercer na década de 40, na voz de Paul McCartney))
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Ai, ai, ai... já começou a campanha eleitoral
É. Estamos a um ano das eleições e o Facebook já começa a registrar postagens de cunho eleitoral. Infelizmente.
Num deles, há um aviso, bem gritante, de que a pessoa que fez a postagem não vai votar na Dilma - não faz parte dos 44% de pesquisados que disseram ter intenção de reelegê-la.
Como já vi umas 3 ou 4 destas postagens, resolvi comentar assim:
Sinto dizer, mas... não tem, não!!!
O sistema político está tão domado e dominado pelos "mesmos de sempre", que até os "diferentes" não farão diferença alguma. E digo isso com base na observação da política brasileira nos últimos 50 anos. Até nos tempos da ditadura militar a "politicagem" sobreviveu incólume e os coitados dos milicos pensavam que mandavam no país... coitados.
Quem manda são os mesmos grupos político-econômicos que já mandavam nos tempos coloniais: os senhores da terra, os capitães de indústria, os acionistas de empresa, o capital internacional.
E o Brasil tem um sério agravante: nossas urnas eleitorais são tudo, menos confiáveis.
Convença-se: com Dilma ou sem Dilma, a coisa vai continuar mal, muito mal...
Creia-me vivemos qualquer coisa, menos numa democracia representativa (governo do povo, pelo povo).
Num deles, há um aviso, bem gritante, de que a pessoa que fez a postagem não vai votar na Dilma - não faz parte dos 44% de pesquisados que disseram ter intenção de reelegê-la.
Como já vi umas 3 ou 4 destas postagens, resolvi comentar assim:
"Eu, nem na Dilma, nem no Aécio, nem no Eduardo, nem no Serra, nem na Marina... o que precisa mudar não é o nome de quem ocupa o Planalto, é o sistema político corrompido".Sim, as pessoas tem a ilusão que um nome, ou mesmo um partido - ou até uma rede (!?) - tem a capacidade - mágica, creio eu - de mudar os rumos da política no Brasil.
Sinto dizer, mas... não tem, não!!!
O sistema político está tão domado e dominado pelos "mesmos de sempre", que até os "diferentes" não farão diferença alguma. E digo isso com base na observação da política brasileira nos últimos 50 anos. Até nos tempos da ditadura militar a "politicagem" sobreviveu incólume e os coitados dos milicos pensavam que mandavam no país... coitados.
Quem manda são os mesmos grupos político-econômicos que já mandavam nos tempos coloniais: os senhores da terra, os capitães de indústria, os acionistas de empresa, o capital internacional.
E o Brasil tem um sério agravante: nossas urnas eleitorais são tudo, menos confiáveis.
Convença-se: com Dilma ou sem Dilma, a coisa vai continuar mal, muito mal...
Creia-me vivemos qualquer coisa, menos numa democracia representativa (governo do povo, pelo povo).
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Novidade com qualidade e conteúdo
Quem imagina, como eu, que a MPB anda meia parada, assim, quase morta, com seus maiores expoentes mais preocupados com suas biografia$ do que com a nossa MPB, de repente, uma novidade: El Efecto - música de qualidade e letra de profundidade!
"Duas coisas bem distintas, uma é o preço, outra é o valor
Quem não entende a diferença pouco saberá do amor,
da vida, da dor, da glória e tampouco dessa história,
memória de cantadô."
(pra ouvir, basta clicar AQUI)
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Queixa
"Do que se queixa pois o homem?
Queixe-se cada um dos seus pecados."
(Lamentações 3.39, Antigo Testamento, Bíblia Sagrada)
Minha memória me trouxe esse trechinho do "livro", memorizado na infância, após ver o enorme volume de queixas que as pessoas fazem no Facebook, contra o governo, empresas, contra outras pessoas, contra "o estado das coisas" e "as coisas dos estado"...
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
À espera
"E quem deixa de ter esperas é porque já deixou de viver."
(Mariamar, personagem de Mia Couto em "A confissão da leoa")
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