terça-feira, 21 de outubro de 2014

"I'll be back!!!" - Arnold Schwarzenegger

Não se iludam: em 5 dias eu voltarei para o Facebook. Em 5 dias a eleição terá acabado e, espero, as pessoas voltarão a ser o minimamente sensatas. 
(Sei o que você está pensando... e sim, eu sou um otimista ingênuo.)

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A Verdade e o Diálogo

"De todas as posturas que os dois movi­men­tos [cristão e judeu] foram criando e reforçando para diferenciar-se um do outro, já a partir do primeiro século, poucas são mais con­tras­tan­tes do que o modo que cada um escolheu como adequado para apresentar a verdade.
Os cristãos estabeleceram que a verdade pertence ao dogma, os judeus estabeleceram que a verdade pertence ao diálogo."

(Paulo Brabo, em "verdade na assembleia dos discordantes", que você pode ler AQUI)

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Quando a política é inimiga

O Secretário de Saúde da minha cidade pediu demissão. Pelo pouco contato e informação que tive dele e de sua administração à frente da Secretaria de Saúde, era um bom secretário, é um bom homem, experiente, sério, preparado, um bom líder.
Consta que o motivo foi um desacordo entre ele e o Prefeito a respeito de assuntos afetos à saúde.
Dizem, nos bastidores, no entanto, que foi por pressão dos vereadores da cidade, insatisfeitos por serem impedidos de usar o SUS como ferramenta de clientelismo político - algo com que se acostumaram fazer por muitos anos aqui na cidade.
A se confirmar a segunda hipótese - a mais provável - fica mais uma vez comprovada uma suspeita frequente na mente dos cidadãos comuns dessa cidade: nossos vereadores não valem o que ganham e prestam, continuamente, um desserviço à cidade apenas para defender seus próprios interesses mesquinhos.
Eu sou um desses cidadãos comuns. Minha solidariedade ao Sr. Secretário.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Relacionamentos - por Zygmunt Bauman

"Os problemas não terminam quando os casais passam a viver juntos. Os quartos compartilhados podem ser um local de alegria e diversão, mas raramente de segurança e sossego. Alguns deles são palco de dramas cruéis, cheios de escaramuças verbais que resultam em brigas aos socos (se o casal não se separa antes) e amplas hostilidades com desfecho semelhante ao de um "Cães de Aluguel". Belas cerimônias de casamento não ajudam; festas só para homens ou só para mulheres não põe fim ao Desconhecido, repleto de riscos e propenso a acidentes, e os aniversários de núpcias não são novos inícios que estimulem os casais a fazer algo totalmente diferente, apenas pequenos intervalos num drama sem cenários nem textos definidos."
em "Amor Líquido - sobre a fragilidade dos laços humanos", página 20, ed Zahar.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Homo Sapiens e Homo Demens

Morin afirma que a humanidade não é só "homo sapiens", capaz de feitos maravilhosos, mas é também "homo demens", igualmente capaz de barbárie e crueldades inimagináveis.

Um bom exemplo disso é a maravilhosa música de Renato Teixeira, "Tocando em frente", que faz um grande sucesso, há anos, em todo o país, na voz e viola de Almir Sater.

Ela começa afirmando "ando devagar porque já tive pressa"... o paulistano adora essa canção, e continua com pressa feito um alucinado.
É "homo sapiens" quando canta, mas "homo demens" quando vive...

Só Morin pra entender, né?

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Pensamentos de Edgard Morin em “Rumo ao Abismo?”


“O conhecimento especializado é em si mesmo uma forma particular de abstração. A especialização abs-trata, ou seja, o ato de extrair um objeto de um campo determinado rejeita as ligações e intercomunicações desse objeto com seu meio, insere-o em um setor conceitual abstrato, que é o da disciplina compartimentada, cujas fronteiras rompem arbitrariamente a sistemicidade (a relação de uma parte com o todo) e a multidimensionalidade dos fenômenos. Ela conduz à abstração matemática que produz uma cisão de si mesma com o concreto, de um lado privilegiando tudo que é calculável e formalizável, de outro, ignorando o contexto necessário à inteligibilidade de seus objetos. Assim, a economia, que é a ciência social matematicamente mais avançada, é a ciência social e humanamente mais retrógrada, pois se abstraiu das condições sociais, históricas, políticas, psicológicas, ecológicas inseparáveis das atividades econômicas. É por essa razão que seus experts são cada vez mais incapazes de interpretar as causas e consequências das perturbações monetárias e as oscilações das bolsas de valores, de prever e predizer o curso da economia, mesmo a curto prazo. Como disse Galbraith, “a única função das previsões econômicas é fazer a economia parecer respeitável”. (Ed Bertrand Brasil)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Abaixo o Desenvolvimento!!! (abaixo o desenvolvimento????)

Abandonemos o Desenvolvimento!
(trecho de “Rumo ao abismo?”, Edgar Morin, ed Bertrand Brasil)

"A ideia de desenvolvimento sempre implicou uma base tecnoeconômica, mensurável pelos indicadores de crescimento e dos lucros. Ela supõe de modo implícito que o desenvolvimento tecnoeconômico seja a locomotiva que naturalmente impulsiona, em consequência, um “desenvolvimento humano”, cujo modelo ideal e perfeito é o dos países considerados desenvolvidos, ou seja, os ocidentais. Essa visão pressupõe que o estado atual das sociedades ocidentais constitui a meta e finalidade da história humana.
O desenvolvimento “sustentável” não faz senão amenizar o desenvolvimento, por levar em consideração o contexto ecológico, mas sem questionar seus princípios; no desenvolvimento “humano”, a palavra humano é vazia de toda substância, a menos que não remeta ao modelo humano ocidental, que certamente envolve traços essencialmente positivos, mas também, vale repetir, essencialmente negativos.
Noção aparentemente universaliza, o desenvolvimento também constitui um mito típico do sociocentrismo ocidental, um motor de ocidentalização furiosa, um instrumento de colonização dos “subdesenvolvidos” (o Sul) pelo Norte.
O desenvolvimento ignora o que não é nem calculável nem mensurável, ou seja, a vida, o sofrimento, a alegria, o amor e sua única medida de satisfação se encontra no crescimento da produção e da produtividade, do lucro monetário. Concebido unicamente em termos quantitativos, ele ignora as qualidades da existência, as qualidades da solidariedade, as qualidades do meio, a qualidade da vida, as riquezas humanas não calculáveis nem negociáveis; ignora o dom, a magnanimidade, a honra, a consciência. Sua atitude nega os tesouros das civilizações arcaicas e tradicionais; o conceito cego e grosseiro de subdesenvolvimento desintegra as artes da vida e as sabedoras de culturas milenares.
O desenvolvimento ignora que o crescimento tecnoeconômico também produz o subdesenvolvimento moral e psíquico: a hiperespecialização generalizada, as compartimentalizações em todos os domínios, o hiperindividualismo, o espírito do lucro conduzem à perda das solidariedades. A educação disciplinar do mundo desenvolvido traz muitos conhecimentos, mas engendra um conhecimento especializado que é incapaz de compreender os problemas multidimensionais e determina uma incapacidade intelectual de reconhecer os problemas fundamentais e globais.

O desenvolvimento contém em si como benéfico e positivo tudo que é problemático, nefasto e funesto na civilização ocidental, sem por isso conter necessariamente o que há de fecundo (direitos humanos, responsabilidade individual, cultura humanista, democracia)."

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Conselho de Amigo

Um amigo de um amigo deu-lhe este conselho no Facebook:
"Helio, também não sou petista, mas respeito quem fez alguma coisa pelo país e desprezo tipos raivosos que não toleram, e acham insuportáveis, quem não comungue seus ideais, crenças, preferências partidárias, religiosas etc.. Dessa violência lamentável, agora verbal, é que partem as barbáries e atrocidades físicas dos que querem impor pela força seus ideais, como se os que não participam do seu grupo de escolha fossem idiotas, limitados, ignorantes, mal informados, entre outros qualificativos... A história está repleta de exemplos e hoje mesmo vemos radicais xiitas eliminarem infiéis pelo q julgam ser "a verdade", ou mesmo fanáticos torcedores promoverem verdadeiras guerras entre torcidas, não esquecendo os crimes hediondos das ditaduras de direita e esquerda, onde cada lado se julgava um missionário do "Bem". Não tenho duvida alguma q mesmo "letrados" com esse perfil de intolerância estão no mesmo nível ou abaixo dos radicais mais estúpidos e irracionais, basta ver os apoiadores diretos e indiretos das ditaduras. Realmente nosso país é subdesenvolvido, não só pela má distribuição de renda, que denota injustiça social, mas principalmente pela grosseria, incivilidade e falta do minimo respeito por aqueles q pensam diferente... Como no passado, ainda reproduzimos a primitiva visão maniqueísta entre o bem e o mau, e adivinha quem representa o mal atualmente por aqui? Obviamente é o PT... portanto Helio, cuidado!! Você está correndo sérios riscos: menosprezado já está sendo, mas isso é só o começo, pois em nome do "bem" alguns dão a vida e muitos matam, rsrs... E eu, solitariamente, contínuo inocente acreditando que o mal está nas pessoas, onde quer q elas estejam inseridas, partido, religião, time... ou seja, que nosso problema é fundamentalmente moral e enquanto houver comportamentos egoístas, intolerantes e violentos, moral ou físicos, jamais conseguiremos viver em paz e construir uma sociedade civilizada, justa e organizada."
Acho que vou tomá-lo para mim...

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Da Necessidade de um Pensamento Complexo (resumo) - Edgar Morin

Da necessidade de um pensamento complexo – Edgar Morin (resumo)
trad. Juremir M. da Silva


"Não posso conhecer o todo se não conhecer particularmente as partes, e não posso conhecer as partes se não conhecer o todo" – Pascal.

Vivemos numa realidade multidimensional simultaneamente psicológica, mitológica, sociológica, econômica, mas estudamos estas dimensões separadamente, e não umas em relação com as outras. O princípio da separação torna-nos talvez mais lúcidos sobre uma pequena parte separada do seu contexto, mas nos torna cegos ou míopes sobre a relação entre a parte e o seu contexto.
Durante muito tempo, a ciência ocidental foi reducionista. Tal conhecimento ignora o fenômeno mais importante, que podemos qualificar de sistêmico, da palavra sistema, conjunto organizado de partes diferentes, produtor de qualidades que não existiriam se as partes estivessem isoladas umas as outras.
Penso que o pensamento complexo deve ligar a autonomia e a dependência. Para ser autônomo, tenho de depender do meio exterior (alimento, abrigo, etc); para ser um espírito autônomo, tenho de depender da cultura de que alimento os meus conhecimentos.
A nossa educação nos habituou a uma concepção linear da causalidade. Passamos de uma visão linear a uma visão circular. Em que consiste esta circularidade? Consiste no fato de produtos e efeitos serem necessários tanto ao produto como à causa. Como exemplo, a vida é um sistema de reprodução que produz os indivíduos. Somos produtos da reprodução dos nossos pais. Mas, para que este processo de reprodução continue, é necessário que nós próprios nos tomemos produtores e reprodutores de nossos filhos. Somos, portanto, produtos e produtores no processo da vida, isto é o princípio da causalidade retroativa.
Produzimos a sociedade que nos produz. Ao mesmo tempo, não devemos esquecer que somos não só uma pequena parte de um todo, o todo social, mas que esse todo está no interior de nós próprios, ou seja, temos as regras sociais, a linguagem social, a cultura e normas sociais em nosso interior. Segundo este princípio, não só a parte está no todo como o todo está na parte.
O tesouro da humanidade é a sua diversidade. Esta não só é compatível com a unidade fundamental, mas produzida pelas possibilidades do ser humano.
Não devemos esquecer que somos seres trinitários, ou seja, somos triplos em um só. Somos indivíduos, membros de uma espécie biológica chamada Homo Sapiens, e somos, ao mesmo tempo, seres sociais.
É difícil fazer compreender que o "um" pode ser "múltiplo", e que o "múltiplo" é suscetível de unidade.
Compreender a unidade e a diversidade é muito importante hoje, visto estarmos num processo de mundialização que leva a reconhecer a unidade dos problemas para todos os seres humanos onde quer que estejam; ao mesmo tempo, é preciso preservar a riqueza da humanidade, ou seja, a diversidade cultural; vemos, por exemplo, que as diversidades não são só as das nações, mas estão também no interior destas; cada província, cada região, tem a sua singularidade cultural, a qual deve guardar ciosamente.
Damos vida às nossas ideias e, uma vez que lhes damos vida, são elas que indicam o nosso comportamento. Devemos considerar a história humana de maneira complexa. E levar-nos a compreender a incerteza do nosso tempo, visto que não há progresso necessário e inelutável; sabemos que todos os progressos adquiridos podem ser destruídos pelos nossos inimigos mais implacáveis: nós mesmos, dado que hoje a humanidade é a maior inimiga da humanidade. Sabemos, atualmente, que o progresso deve ser regenerado; sabemos ainda que a barbárie constitui uma ameaça, e vivemos mais do que nunca na incerteza, porque ninguém pode adivinhar o que será o dia de amanhã. O nosso destino é, pois, incerto, e ninguém sabe qual o destino do Cosmos.
A nossa situação é extremamente complexa, porque somos, integralmente, filhos do Cosmos e estranhos a esse mesmo Cosmos.
O pensamento complexo conduz-nos a uma série de problemas fundamentais do destino humano, que depende, sobretudo, da nossa capacidade de compreender os nossos problemas essenciais, contextualizando-os, globalizando-os, interligando-os: e da nossa capacidade de enfrentar a incerteza e de encontrar os meios que nos permitam navegar num futuro incerto, erguendo ao alto a nossa coragem e a nossa esperança.
A especialização abstrai, extrai um objeto de seu contexto e de seu conjunto, rejeita os laços e a intercomunicação do objeto com o seu meio, insere-o no compartimento da disciplina, cujas fronteiras quebram arbitrariamente a sistematicidade (a relação de uma parte com o todo) e a multidimensionalidade dos fenômenos, e conduz à abstração matemática, a qual opera uma cisão com o concreto, privilegiando tudo aquilo que é calculável e formalizável.
Eis o problema universal para todo cidadão: como adquirir a possibilidade de articular e organizar as informações sobre o mundo. Em verdade, para articulá-las e organizá-las, necessita-se de uma reforma de pensamento.
O objetivo do pensamento complexo é ao mesmo tempo unir (contextualizar e globalizar) e aceitar o desafio da incerteza.

Princípios do pensamento complexo:
1- Princípio sistêmico ou organizacional: liga o conhecimento das partes ao conhecimento do todo, conforme a ponte indicada por Pascal.
2- Princípio "hologramático" : coloca em evidência o aparente paradoxo dos sistemas complexos, onde não somente a parte está no todo, mas o todo se inscreve na parte.
3- Princípio do anel retroativo: permite o conhecimento dos processos de autorregulação. Rompe com o princípio de causalidade linear: a causa age sobre o efeito, e este sobre a causa.
4- Princípio do anel recursivo: supera a noção de regulação com a de autoprodução e auto-organização. É um anel gerador, no qual os produtos e os efeitos são produtores e causadores do que os produz.
5- Princípio de auto-eco-organização (autonomia/dependência): os seres vivos são auto-organizadores que se autoproduzem incessantemente, e através disso despendem energia para salva- guardar a própria autonomia. Como têm necessidade de extrair energia, informação e organização no próprio meio ambiente, a autonomia deles é inseparável dessa dependência, e torna-se imperativo concebê-los como auto-eco-organizadores.
6- Princípio dialógico: Une dois princípios antagônicos que, devendo excluir um ao outro, são indissociáveis numa mesma realidade. Deve-se conceber uma dialógica ordem/desordem/organização desde o nascimento do universo. A dialógica permite assumir racionalmente a associação de noções contraditórias para conceber um mesmo fenômeno complexo.
7- Princípio da reintrodução: esse princípio opera a restauração do sujeito e ilumina a problemática cognitiva central; da percepção à teoria científica, todo conhecimento é uma reconstrução/tradução por um espírito/cérebro numa certa cultura e num determinado tempo.

Eis alguns dos princípios que guiam os procedimentos cognitivos do pensamento complexo. Não se trata, de um pensamento que expulsa a certeza com a incerteza, a separação com a inseparabilidade, a lógica para autorizar-se todas as transgressões. Consiste, ao contrário, num ir e vir constantes entre certezas e incertezas, entre o elementar e o global, entre o separável e o inseparável. Ela utiliza a lógica clássica e os princípios de identidade, de não-contradição, de dedução, de indução, mas conhece-lhes os limites e sabe que, em certos casos, deve-se transgredi-los. Não se trata portanto de abandonar os princípios de ordem, de separabilidade e de lógica - mas de integrá-los numa concepção mais rica. Não se trata de opor um holismo global vazio ao reducionismo mutilante. Trata-se de repor as partes na totalidade, de articular os princípios de ordem e de desordem, de separação e de união, de autonomia e de dependência, em dialógica (complementares, concorrentes e antagônicos) no universo.
O paradigma da complexidade une enquanto distingue.
O pensamento complexo é, portanto, essencialmente aquele que trata com a incerteza e consegue conceber a organização. Apto a unir, contratualizar, globalizar, mas ao mesmo tempo a reconhecer o singular, o individual e o concreto.

Por toda parte, se reconhece a necessidade de interdisciplinaridade, esperando o reconhecimento da relevância da transdisciplinaridade, seja para o estudo da saúde, da velhice, da juventude, das cidades... mas a transdisciplinaridade só é uma solução no caso de uma reforma do pensamento. É preciso substituir um pensamento que separa por um pensamento que une, e essa ligação exige a substituição da causalidade uni linear e unidimensional por uma causalidade em círculo e multirreferencial, assim como a troca da rigidez da lógica clássica por uma dialógica capaz de conceber noções ao mesmo tempo complementares e antagônicas; que o conhecimento da integração das partes num todo seja completada pelo reconhecimento da integração do todo no interior das partes.
A reforma do pensamento permitirá frear a regressão democrática que suscita, em todos os campos da política, a expansão da autoridade dos experts, especialistas de todos os tipos, estreitando progressivamente a competência dos cidadãos, condenados à aceitação ignorante das decisões dos pretensos conhecedores, mas de fato praticantes de uma inteligência cega, posto que parcelar e abstrata, evitando a global idade e a contextualização dos problemas. O desenvolvimento de uma democracia cognitiva só é possível numa reorganização do saber, a qual reclama uma reforma do pensamento capaz de permitir não somente a separação para conhecer,mas a ligação do que está separado.
Toda reforma desse tipo suscita um paradoxo: não se pode reformar as instituições sem a reforma anterior das mentes; mas não é possível reformar as mentes sem antes reformar as instituições.

Eis uma impossibilidade lógica, mas é justamente desse tipo de impossibilidade lógica que a vida zomba