“O que nós estamos vivendo hoje, é que o homem deixou de ser o centro do mundo. O centro do mundo hoje é o dinheiro, mas o dinheiro no estado puro. O dinheiro em estado puro só é o centro do mundo por causa dessa geopolítica que se instalou, proposta pelos economistas e imposta pela mídia.”("O Mundo Global Visto do Lado de Cá", documentário de Silvio Tendler, de 2002)
Um ser à procura de sua humanidade. Seja bem vindo, e fique à vontade para comentar!!!
quarta-feira, 6 de abril de 2016
O Centro do Mundo - Milton Campos
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Todos Esses Anos... / All Those Years Ago...
"Grito sempre sobre o amor
Enquanto te tratam feito cachorro
Quando foi você que deixou tudo bem claro
Todos esses anos...
Estou falando sobre como doar
Eles não agem com muita honestidade
Mas você apontou o caminho para a Verdade quando disse
'Tudo que você precisa é Amor'
Vivendo com o bem e o mal
Sempre te admirei e respeitei
Agora fomos deixados frios e tristes
Por alguém, o melhor amigo do diabo
Alguém que a todos ofendeu
Vivemos um sonho ruim
Esqueceram-se completamente da humanidade
E você foi quem eles deixaram contra a parede
Todos esses anos...
Na profundeza na noite mais escura
Eu mando uma oração pra você
Agora no mundo de luz
Onde o espírito se liberta das mentiras
E de tudo o mais que desprezamos
Esqueceram-se de Deus
Ele é a razão de existirmos
No entanto, você foi quem eles disseram que era o esquisito
Todos esse anos...
Você disse tudo apesar de poucos terem ouvido
Todos esses anos...
Você tinha o controle sobre nosso sorriso e lágrimas
Todos esses anos...
All those years ago..."
(Para John Lennon,
com carinho
de George Harrison)
Enquanto te tratam feito cachorro
Quando foi você que deixou tudo bem claro
Todos esses anos...
Estou falando sobre como doar
Eles não agem com muita honestidade
Mas você apontou o caminho para a Verdade quando disse
'Tudo que você precisa é Amor'
Vivendo com o bem e o mal
Sempre te admirei e respeitei
Agora fomos deixados frios e tristes
Por alguém, o melhor amigo do diabo
Alguém que a todos ofendeu
Vivemos um sonho ruim
Esqueceram-se completamente da humanidade
E você foi quem eles deixaram contra a parede
Todos esses anos...
Na profundeza na noite mais escura
Eu mando uma oração pra você
Agora no mundo de luz
Onde o espírito se liberta das mentiras
E de tudo o mais que desprezamos
Esqueceram-se de Deus
Ele é a razão de existirmos
No entanto, você foi quem eles disseram que era o esquisito
Todos esse anos...
Você disse tudo apesar de poucos terem ouvido
Todos esses anos...
Você tinha o controle sobre nosso sorriso e lágrimas
Todos esses anos...
All those years ago..."
(Para John Lennon,
com carinho
de George Harrison)
quarta-feira, 30 de março de 2016
Muro
Ficar em cima do muro não é fácil!
Se você der um passo em falso, cai.
Se você consegue se equilibrar, é desprezado por ambos os lados do muro por covardia, ingenuidade, omissão ou simples e clara burrice.
Poucos aceitam que ficar em cima do muro é tomar posição que exige clareza de valores, equilíbrio de pensamento, capacidade de avaliação e muita, muita paciência.
Porque os que estão em cima do muro tem um objetivo claro, preciso e perene:
Se você der um passo em falso, cai.
Se você consegue se equilibrar, é desprezado por ambos os lados do muro por covardia, ingenuidade, omissão ou simples e clara burrice.
Poucos aceitam que ficar em cima do muro é tomar posição que exige clareza de valores, equilíbrio de pensamento, capacidade de avaliação e muita, muita paciência.
Porque os que estão em cima do muro tem um objetivo claro, preciso e perene:
fazer com que ambos os lados ponham o muro abaixo e vejam que o melhor é um mundo sem muros, onde nenhum dos lados ganhe - ou perca - pois não há mais "lados" e onde todos, sem abrir mão de suas convicções, possam trabalhar juntos...Utopia? Sem dúvida. Esta é mais uma característica de quem está em cima do muro: enxerga mais além...
quarta-feira, 23 de março de 2016
"Ida" - um filme
Assistir o polonês "Ida" é passar uma hora e meia imerso em imagens em branco e preto que te fazem perguntar: como um filme pode ter imagens tão lindas?
Mas as imagens contam uma história. Nada trágica demais, nem cor-de-rosa. Apenas uma viagem pelo passado nada glamouroso da Polônia da guerra, onde moral e humanidade foram trocadas pela sobrevivência sem esperança dos anos pós-guerra.
O filme deixa um gosto agridoce na memória. As imagens permanecem sublimes.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ida_(filme)
Mas as imagens contam uma história. Nada trágica demais, nem cor-de-rosa. Apenas uma viagem pelo passado nada glamouroso da Polônia da guerra, onde moral e humanidade foram trocadas pela sobrevivência sem esperança dos anos pós-guerra.
O filme deixa um gosto agridoce na memória. As imagens permanecem sublimes.
sexta-feira, 18 de março de 2016
"Reality is for a privileged class"
"É verdade, são os ricos, os privilegiados, que podem usufruir da realidade social e pedem aos outros que sejam realistas, ou seja, que tomem consciência de que devem renunciar às suas aspirações e sonhos."(Edgar Morin, em "Califórnia", ed. SESC-SP, pg 55)
quinta-feira, 17 de março de 2016
Edgar Morin me representa!
"Tentei dizer o que para mim era o essencial, mas com uns e outros não funciono nas mesmas frequências de ondas, não sentimos e não concebemos os mesmo problemas. Meu Deus, como me aborreço."
(Edgar Morin em "Califórnia", pg 184, ed. SESC-SP, 2012)
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Melhor! Melhor? ...
"Porque, como vimos, o melhor tem se mostrado consistentemente
insuficiente. O melhor nunca nos basta, e pelo menos nesse sentido
tem se mostrado consistentemente pior, vez após outra. Agora, que
demônio nos faz continuar a abraçar a ilusão de que uma nova melhoria,
que nos custará um mundo, poderá chegar a nos satisfazer?
O peso ideológico do termo “melhor” é para todos os efeitos o grande imperativo categórico da civilização ocidental: sua supremacia e sua suficiência são a única unanimidade no nosso universo plural, o último artigo de fé comum, sendo que não requer conversão e não admite questionamento.
Como disse-me Bruce Sterling, numa conferência que ele usou para infectar-me com muitas das inquietações que estou tratando aqui:
(Paulo Brabo, em "A Espada Circular" na "Bacia das Almas". Se você não ficou irresistivelmente atraído para ler todo o texto LÁ, você nunca será melhor...)
O peso ideológico do termo “melhor” é para todos os efeitos o grande imperativo categórico da civilização ocidental: sua supremacia e sua suficiência são a única unanimidade no nosso universo plural, o último artigo de fé comum, sendo que não requer conversão e não admite questionamento.
Como disse-me Bruce Sterling, numa conferência que ele usou para infectar-me com muitas das inquietações que estou tratando aqui:
Os sucessos do progresso tornam-se problemas espinhosos para a geração seguinte: não permanecem permanentemente “melhores”. Nossos juízos de valor sobre o que é melhor são temporários, inteiramente limitados à nossa perspectiva no tempo. Não existe um “melhorômetro”; ninguém tem como medir a extensão, a amplitude e a duração de uma “melhoria”. Melhor é um juízo abstrato de valor, não uma qualidade científica; não pode ser testado experimentalmente. Ninguém sabe o que é melhor; na verdade, ninguém sabe o que é pior. É tremenda ingenuidade acreditar que cada desdobramento tecnológico é necessariamente um avanço.Ou, como ponderava Jung:
Recusamo-nos a reconhecer que toda coisa melhor é comprada ao preço de uma coisa pior.Ou Jacques Ellul:
O progresso não é uma ameaça à natureza, mas à liberdade."...
(Paulo Brabo, em "A Espada Circular" na "Bacia das Almas". Se você não ficou irresistivelmente atraído para ler todo o texto LÁ, você nunca será melhor...)
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Alhos com Bugalhos
Amiga postou no Facebook uma foto na qual atribuem ao papa Francisco afirmações religiosas MUITO polêmicas. Ela reproduz a foto e adiciona ferozes críticas à postura do papa.
Entrei, como sempre faço, na postagem original e vi que aquelas declarações estavam sob suspeita de não serem verídicas.
Comentei e acrescentei que divulgar aquela postagem era inconveniente pois corria o risco de estar espalhando uma inverdade.
A reação ao meu comentário foi, no mínimo, estranha.
Fui repreendido, tanto por ela quanto por um outra amiga, por estar "defendendo heresias" e apoiando um papa herético, líder de uma igreja herética.
Gente, o que é isso? Ajudem-me, por favor!
Estaria eu me referindo ao conteúdo das mensagens? Estaria eu dando apoio ao papa e suas pretensas "heresias"?
O que foi aquilo? Eu, de boa fé e em nome da amizade, com intuito de evitar que minha amiga passasse por "boateira", "fofoqueira", caluniadora e recebo uma avalanche de críticas como se minha intervenção fosse um ataque à amiga, uma defesa de doutrinas indefensáveis...
Meu, foi punk...
O que fiz: Despedi-me, na boa, da amiga, "sem ressentimentos" e deixei pra lá...
Fazer o quê? Estão misturando "alhos com bugalhos" e isto tem se tornado MUITO comum, infelizmente.
Entrei, como sempre faço, na postagem original e vi que aquelas declarações estavam sob suspeita de não serem verídicas.
Comentei e acrescentei que divulgar aquela postagem era inconveniente pois corria o risco de estar espalhando uma inverdade.
A reação ao meu comentário foi, no mínimo, estranha.
Fui repreendido, tanto por ela quanto por um outra amiga, por estar "defendendo heresias" e apoiando um papa herético, líder de uma igreja herética.
Gente, o que é isso? Ajudem-me, por favor!
Estaria eu me referindo ao conteúdo das mensagens? Estaria eu dando apoio ao papa e suas pretensas "heresias"?
O que foi aquilo? Eu, de boa fé e em nome da amizade, com intuito de evitar que minha amiga passasse por "boateira", "fofoqueira", caluniadora e recebo uma avalanche de críticas como se minha intervenção fosse um ataque à amiga, uma defesa de doutrinas indefensáveis...
Meu, foi punk...
O que fiz: Despedi-me, na boa, da amiga, "sem ressentimentos" e deixei pra lá...
Fazer o quê? Estão misturando "alhos com bugalhos" e isto tem se tornado MUITO comum, infelizmente.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Reforma do Pensamento - Edgar Morin - 1
...
"Todas as crises da humanidade planetária são, ao mesmo tempo, crises cognitivas."
...
"Submersos na superabundância de informações, para nós fica cada vez mais difícil contextualizá-las, organizá-las, compreendê-las. A fragmentação e a compartimentalização do conhecimento em disciplinas não comunicantes tornam inapta a capacidade de perceber e conceber os problemas fundamentais e globais."
...
"Nosso modo de conhecimento fragmentado produz ignorâncias globais."
...
"[A reforma do pensamento] trata-se de substituir o paradigma que impõe o conhecimento por disjunção e redução, por um paradigma que pretende conhecer por distinção e conjunção."
...
"Pascal: Todas as coisas sendo causadas e causantes, ajudadas e ajudantes, mediatas e imediatas, e todas interligando por um laço natural e insensível que liga as mais distnates e mais diferentes, considero impossível conhecer as partes sem conhecer o todo, e não menos impossível conhecer o todo sem conhecer particularmente as partes."
Edgar Morin em "A Via"
"Todas as crises da humanidade planetária são, ao mesmo tempo, crises cognitivas."
...
"Submersos na superabundância de informações, para nós fica cada vez mais difícil contextualizá-las, organizá-las, compreendê-las. A fragmentação e a compartimentalização do conhecimento em disciplinas não comunicantes tornam inapta a capacidade de perceber e conceber os problemas fundamentais e globais."
...
"Nosso modo de conhecimento fragmentado produz ignorâncias globais."
...
"[A reforma do pensamento] trata-se de substituir o paradigma que impõe o conhecimento por disjunção e redução, por um paradigma que pretende conhecer por distinção e conjunção."
...
"Pascal: Todas as coisas sendo causadas e causantes, ajudadas e ajudantes, mediatas e imediatas, e todas interligando por um laço natural e insensível que liga as mais distnates e mais diferentes, considero impossível conhecer as partes sem conhecer o todo, e não menos impossível conhecer o todo sem conhecer particularmente as partes."
Edgar Morin em "A Via"
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
A função dos cães
Perdi a Hilda.
Minha querida pastor alemão sumiu num fim de semana que eu não estava em casa.
Ao voltar pra casa, dei início a uma busca quase frenética:
Postei um apelo no Facebook; conversei com meus vizinhos; consultei a filha - veterinária sabe dessas coisas - sobre o que fazer e ela fez uma postagem com enorme repercussão no FB; imprimi uns cartazes e os distribuí pelo bairro. Um conhecido dispôs-se a correr o bairro comigo a perguntar por ela.
No dia seguinte, 5 dias depois de sumida, a Hilda voltou pra casa. Haviam-na achado a 3 quilômetros de casa e dado água, ração e atenção até acharem o proprietário - eu.
Logo após o retorno da fugitiva, voltei aos locais onde havia deixado os cartazes e pedi para retirá-los porque a cachorra havia sido encontrada. Sem exceção, todos deram suspiros de alívio, "graças a Deus!" fervorosos e efusivos "parabéns!", "que bom!". Uma jovem balconista de loja até me disse que havia sonhado com ela e se manifestou sinceramente feliz com o desfecho.
Nos dois dias seguintes, recebi dois telefonemas e um whatspp de pessoas que haviam visto um cão parecido com a Hilda e queriam me informar. Ao saberem do seu retorno sã e salva, cumprimentaram-me pelo fato e um até diss estar rezando por mim e pela Hilda.
A mesma coisa aconteceu no Facebook: as pessoas, algumas da quais nem me conhecem direito, deram vivas pelo meu reencontro feliz com minha cachorra.
O que isto quer dizer? Como interpretar esses gestos de solidariedade? Como pode um cão provocar reações de empatia incondicionais?
Minha querida pastor alemão sumiu num fim de semana que eu não estava em casa.
Ao voltar pra casa, dei início a uma busca quase frenética:
Postei um apelo no Facebook; conversei com meus vizinhos; consultei a filha - veterinária sabe dessas coisas - sobre o que fazer e ela fez uma postagem com enorme repercussão no FB; imprimi uns cartazes e os distribuí pelo bairro. Um conhecido dispôs-se a correr o bairro comigo a perguntar por ela.
No dia seguinte, 5 dias depois de sumida, a Hilda voltou pra casa. Haviam-na achado a 3 quilômetros de casa e dado água, ração e atenção até acharem o proprietário - eu.
Logo após o retorno da fugitiva, voltei aos locais onde havia deixado os cartazes e pedi para retirá-los porque a cachorra havia sido encontrada. Sem exceção, todos deram suspiros de alívio, "graças a Deus!" fervorosos e efusivos "parabéns!", "que bom!". Uma jovem balconista de loja até me disse que havia sonhado com ela e se manifestou sinceramente feliz com o desfecho.
Nos dois dias seguintes, recebi dois telefonemas e um whatspp de pessoas que haviam visto um cão parecido com a Hilda e queriam me informar. Ao saberem do seu retorno sã e salva, cumprimentaram-me pelo fato e um até diss estar rezando por mim e pela Hilda.
A mesma coisa aconteceu no Facebook: as pessoas, algumas da quais nem me conhecem direito, deram vivas pelo meu reencontro feliz com minha cachorra.
O que isto quer dizer? Como interpretar esses gestos de solidariedade? Como pode um cão provocar reações de empatia incondicionais?
Sim, porque ninguém, em tempo algum, perguntou-me qual era minha religião, ninguém pediu-me antecedentes criminais, prova de heterossexualidade, minha opinião sobre a Dilma, o Corinthians ou o funk. Na verdade, pouco se lhe importava quem eu era, o que pensava, quais eram meus valores. O importante era que EU HAVIA PERDIDO A HILDA e isso sobrepunha-se a qualquer diferença que poderia haver entre nós. A preocupação pelo bem estar da Hilda nos fez todos irmãos.Quase sinto pena de tê-la achado...
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