sexta-feira, 17 de maio de 2019

Nem sempre o melhor time vence.

É coisa aceita e confirmada muitas vezes: Nem sempre o melhor time vence.
Na História humana também há numerosos casos onde a alternativa que seria mais adequada e vantajosa para o ser humano foi derrotada pelas forças destrutivas, negativas e impróprias ao bem estar da humanidade.
Vejam, por exemplo, a cristandade. Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento de História concordará que o Cristianismo que venceu e dominou o Ocidente por mais de mil anos não é o que sonhava, pregava e demonstrava o Homem de Nazaré, conforme relatado nos Evangelhos. Até mesmo o apóstolo Paulo, tido como mentor da religião que se instalou no Império Romano com o imperador Constantino, não defendia o que veio se tornar a religião cristã, diferente (ou mesmo oposta) da tão fervorosamente defendida e anunciada por Paulo.
Mais recentemente também, uma alternativa melhor do que a existente foi proposta à humanidade, ou, pelo menos, ao Ocidente, mas naufragou fragorosamente, sobrando apenas vestígios aqui e ali, em especial, nas artes.
Refiro-me ao movimento de contracultura dos anos 60. O movimento que pregava "Faça amor, e não a guerra", "Paz e Amor", "Cada um na sua", "Ser é melhor que ter", "Seja você mesmo", "O Poder para o Povo", "Dê uma chance à Paz", "Não confie no homem", "Siga o fluxo", "Ontem é só uma lembrança, o amanhã nunca é o que pensamos que seria", "Foda-se o establishment!".
Alguns dirão: Você se refere aos hippies?!?!? Aquele bando de drogados lunáticos, promíscuos e vagabundos!?!?!?!?
Eles também, mas não só. Havia um movimento sólido de negação da vida social, política e econômica tal como o Ocidente havia incorporado. Uma negação da violência, do poder, do dinheiro, das instituições e das convenções sociais como instrumentos de bem estar. Pelo contrário, viam no status quo (isto é, no Capitalismo) o supra sumo da opressão, do antinatural, da escravidão, da exploração de muitos por uns poucos.
Infelizmente, como bem aponta Zizek no seu recente diálogo com J. Peterson - Felicidade, capitalismo e marxismo - o capitalismo teve e tem a enorme capacidade de absorver, anular e cooptar as forças que lhe são contrárias, a ponto de transformar em produto para venda, aquilo que se opõe ferozmente a ele.
Resta-nos ouvir, como eco de uma era promissora, mas fracassada, músicas como as dos Beatles; Marley; Dylan; Crosby, Stills, Nash & Young; Cat Stevens; J. Taylor; P. Floyd e outros tantos que já se foram ou ainda fazem sucesso aqui ou ali, na onda do saudosismo. Elas falam de um mundo sonhado, mas não realizado... porque nem sempre o melhor time vence. 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

30 de janeiro de 2019

Hoje um beija-flor entrou na sala. Não achava a saída e ficou se debatendo contra o vidro de uma janela fechada. 
A solução foi segurá-lo com jeito (ele, cansado, nem ofereceu resistência) e soltá-lo do lado de fora da casa. 
Voou rapidamente para longe. 
Lindo. 
Pena que nem passou pela cabeça fotografar o bichinho, preocupados que estávamos em ajudar...



sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

25 de janeiro de 2019

Acordei no meio da noite passada. Pensei que fosse o calor da noite, ou o ventilador, ou a necessidade de urinar. Nada trouxe o sono de volta. Um pensamento persistente continuava a se intrometer nos devaneios pré sono: o problema da caixa d'água
Parece que resolvi o enigma. O respiro deve ter sido entupido por algum inseto, o que provoca aumento da pressão interna da caixa quando a água entra e causa um pequeno vazamento na rosca de saída de água que deveria estar hermeticamente fechada. Por outro lado, quando eu fechei a entrada de água da caixa e começamos a esvaziá-la aos poucos, criou-se uma pressão negativa dentro da caixa e ela, por ser de fibra plástica, começou a murchar, o que me causou preocupação, pois imaginei ser uma pane total (e a caixa é quase nova, tem 2 anos, no máximo). Agora, acordado no meio da noite, percebo que basta desentupir o respiro da caixa e tanto o vazamento, quanto o problema da caixa "murchar" devem desaparecer. 
A possibilidade de ter achado a solução, e esta ser simples, em lugar de me dar alívio e permitir dormir em paz - afinal não passa das 4 horas da manhã - só me deixa mais alerta... Droga!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

24 de janeiro de 2019

Assistimos, Rica, Elaine e eu, a um documentário sobre a importância dos Beatles no mundo atual.
Impressionante em quantos os aspectos e formas eles influenciaram a cultura, os valores, o pensamento humano, mesmo sendo "apenas" uma banda de rock!!!
Em 1967, em junho, os Beatles foram escolhidos pela Grã Bretanha para representarem o país na primeira transmissão mundial de TV ao vivo.
O que eles fizeram? Reuniram um grupo de pessoas, algumas celebridades amigas, como Mick Jagger e lançaram uma canção nova, muito simples, mas que trazia a mensagem central da filosofia de vida que eles haviam adotado: "All you need is Love".
Levei muito tempo, tempo demais, pra perceber: essa é a única convicção que vale a pena ter certeza, a única mensagem que merece ser vivida e divulgada.
Com vocês, The Beatles.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

23 de janeiro de 2019

Fiquei doente. Gripe, tosse, desânimo, noites mal dormidas. Sem vontade de escrever, especialmente sobre mim, ou sobre minha vida. Pode ser uma reação natural, não sei.
Estou melhor, agora... mas a vontade de escrever é tênue, parece mais fácil não escrever, não pensar, não sentir... uma preguiça imensa.
No entanto, continuo lendo "Um Ano Sísifo", de E. Morin, relendo "As Divinas Gerações", do P. Brabo, o meu próprio "Lembranças". E terminei a amostra de "Homo Deus", do Y. Harari e "Quase Canções", do Museu da Pessoa
E tenho visto muita TV: séries, filmes, jogos da NFL.
Neste instante, assisto "IO", um Sci-Fi interessante sobre o fim do mundo, tal como parece que vai acontecer: a atmosfera insalubre a ponto de exterminar a vida, e expulsar a humanidade para o planeta jupiteriano Io. Sam fica pra trás, filha de um cientista que acreditava na restauração da vida terráquea. Num certo momento, ele desiste e insta sua filha a partir para Io, onde está o homem que a ama: "Sam, não subestime o poder da conexão humana. É só o que há. Não há nada mais importante. Nada. Apenas conexões humanas."
Interessante como havia pensado nisso poucos dias atrás. Tudo são relacionamentos. A vida é relacionamento. A realidade é relacionamento. Se você tirar seus relacionamentos da sua vida, tudo desaba, nada faz mais sentido, a realidade se perde.
E - Deus!!! - como as pessoas tem se perdido!!!

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

7 de janeiro de 2019

Gripe.
Tosse persistente. Inclusive à noite. Durmo mal há 2 noites.
Elaine também. Pra ela, bem pior, não foi uma simples gripe, mas uma virose intestinal, com vômito e diarréia. 
Ambos "no estaleiro". Eu ainda consigo fazer algumas coisas, mas sem vontade alguma.
Depois de assistir alguns episódios de séries de TV, no Netflix, crio coragem pra escrever no diário.
Mas é só pra manter a disciplina. 
Dias melhores, virão?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

4 de janeiro de 2019

Aos jovens:

"For you will still be here tomorrow, but your dreams may not".

 Vocês ainda estarão aqui amanhã, mas seus sonhos podem não estar.

(Cat Stevens, na canção "Father and Son")

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

3 de janeiro de 2019

"Os que se creem autorizados a excluir são, 
naturalmente, os que se creem portadores da 
definição perfeita das coisas (ortodoxia). 
E não é a toa que desejem para si este status, 
porque decidir quem está dentro e quem está fora tem um nome, 
e se chama poder."

Paulo Brabo, em "As Divinas Gerações", capítulo 1, "As Indivinas Perfeições".

Ó, atemporalidade das verdades perenes!!! Pensar que este texto foi publicado em 2013!!! Será que o autor é um místico esotérico que antevia o Brasil de 2019???

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

2 de janeiro de 2019

Leio, lentamente, "Um Ano Sísifo", de Edgar Morin. Extraio, para futuras reflexões, um trecho no qual ele expõe os pontos de uma palestra sobre "Ética e Liberdade":

"1- A erosão e, com frequência, a dissolução das ética tradicionais na civilização individualista: as éticas tradicionais eram éticas integradas (religião, família, nação), com imperativos de solidariedade, de hospitalidade, de honra. Desde então, houve dissolução da sacralidade da palavra, da promessa.
2- A ideia de uma ética sem outro fundamento senão ela mesma; essa autoética significa simultaneamente autonomia e dependência.
3- Não existe ética sem fé que a alimente e ilumine. A fé na liberdade não basta, é preciso, também, uma fé de comunidade e de amor.
4- Os problemas éticos resultam das contradições (imperativos antagônicos simultâneos); das incertezas (ecologia da ação); da necessidade do autoconhecimento e do autoexame crítico (a boa má-fé, a mentira a si mesmo).

Por isso, a ética deve incluir um fator de inteligência e complexidade, origem do sentido da frase de Pascal: 'Trabalhar para o bem pensar, é esse o princípio da moral'."

01 de janeiro de 1964... ops, 2019

- Mamãe diz que vc manda no país.
- Não! Mamãe está enganada, eu estou na oposição...
- O que é isso?
- É reclamar dos que mandam no país...

(diálogo entre pai e filha no seriado de TV "Colateral" da Netflix. Apesar de ser inglês, o diálogo podia muito bem ser entre minha hipotética filha de 5 anos e eu...)

obs: postagem número 900 deste blogue.