"Comprometer-se com a desumanização é assumi-la e, inexoravelmente, desumanizar-se também.
Esta é a razão pela qual o verdadeiro compromisso, que é sempre solidário, não pode reduzir-se jamais a gestos de falsa generosidade, nem tampouco ser um ato unilateral, no qual quem se compromete é o sujeito ativo do trabalho comprometido e aquele com quem se compromete, a incidência de seu compromisso. Isso seria anular a essência do compromisso que, sendo encontro dinâmico de homens solidários, ao alcançar aqueles com os quais alguém se compromete, volta destes para ele, abraçando a todos num único gesto amoroso."
(Paulo Freire em "Educação e mudança", ed. Paz e Terra, 20a edição, 1994)
Um ser à procura de sua humanidade. Seja bem vindo, e fique à vontade para comentar!!!
terça-feira, 24 de setembro de 2019
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
Sobre o que fala "Como Entender e Sobreviver ao Intento"?
"Reflito sobre o nosso Brasil, que é um país estranho, imensamente rico e imensamente pobre. Relembrando o que já observei em outros países, chego a pensar que nossa riqueza é também a nossa miséria. A Carta de Pero Vaz de Caminha dizia ao rei "em se plantando, tudo dá", celebrando assim a fartura dessas terras. Dava.
Séculos de exploração predatória têm exaurido nossos recursos, nossa exuberância, nossa paciência. Mas ainda não nossa esperança, pois, de maneira até surpreendente, perseveramos na crença de que conseguiremos mudar o rumo das coisas e a qualidade de nossa vida, quer como indivíduos, quer como comunidade, como nação e mesmo espécie." - Fabio Ortiz Jr.
Séculos de exploração predatória têm exaurido nossos recursos, nossa exuberância, nossa paciência. Mas ainda não nossa esperança, pois, de maneira até surpreendente, perseveramos na crença de que conseguiremos mudar o rumo das coisas e a qualidade de nossa vida, quer como indivíduos, quer como comunidade, como nação e mesmo espécie." - Fabio Ortiz Jr.
quinta-feira, 19 de setembro de 2019
Truques e Ardis
"São muitos os truques e logros aí engenhados com o intuito de ludibriar ou ao menos adiar as transformações e a evolução positivas nas relações sociais
...
Contudo, sem a menor dúvida, o maior ardil estabelecido consiste em alienar, sequestrar todas a nossas energias, todo nosso tempo, numa eterna e angustiante luta pela sobrevivência, criando-se uma moderníssima escravatura."
(Fabio Ortiz Jr., em "Como Entender e Sobreviver ao Intento", CEPA, 2019)
Fabio, no capítulo "Sustentabilidade e Cidadania", reflete sobre a insanidade do atual "estilo de vida", que tem na acumulação ilimitada o seu maior valor, e como essa forma de viver vai nos levar à extinção da vida humana e possivelmente de muitas outras formas de vida na Terra. E completa: "Precisamos parar de nos debater; precisamos lutar".
...
Contudo, sem a menor dúvida, o maior ardil estabelecido consiste em alienar, sequestrar todas a nossas energias, todo nosso tempo, numa eterna e angustiante luta pela sobrevivência, criando-se uma moderníssima escravatura."
(Fabio Ortiz Jr., em "Como Entender e Sobreviver ao Intento", CEPA, 2019)
Fabio, no capítulo "Sustentabilidade e Cidadania", reflete sobre a insanidade do atual "estilo de vida", que tem na acumulação ilimitada o seu maior valor, e como essa forma de viver vai nos levar à extinção da vida humana e possivelmente de muitas outras formas de vida na Terra. E completa: "Precisamos parar de nos debater; precisamos lutar".
quarta-feira, 18 de setembro de 2019
Água e Tempo
"Acontece todos os dias, vezes sem conta.
Abrimos a torneira e lá está ela, a água verte para que dela façamos bom uso. Damos um toque no interruptor e, zás, o ambiente se ilumina.
...
Às vezes, não. Logo reagimos: que absurdo, o que será que aconteceu agora? Quem será o responsável por esta incompetência?
O fato cotidiano é que contamos com que haja água e luz à nossa disposição, damos por certo que elas estarão lá, pensamos nisto como um fato natural."
("Como Entender e Sobreviver ao Intento", de Fábio Ortiz Jr., CEPA, 2019)
Creia, meu amigo, não é.
Abrimos a torneira e lá está ela, a água verte para que dela façamos bom uso. Damos um toque no interruptor e, zás, o ambiente se ilumina.
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Às vezes, não. Logo reagimos: que absurdo, o que será que aconteceu agora? Quem será o responsável por esta incompetência?
O fato cotidiano é que contamos com que haja água e luz à nossa disposição, damos por certo que elas estarão lá, pensamos nisto como um fato natural."
("Como Entender e Sobreviver ao Intento", de Fábio Ortiz Jr., CEPA, 2019)
Creia, meu amigo, não é.
domingo, 15 de setembro de 2019
Passado, Presente. Futuro
"Se você quer conhecer seu passado, olhe sua condição atual; se você quer conhecer seu futuro, olhe suas ações atuais"
(provérbio chinês, em "Como Entender e Sobreviver ao Intento", de Fabio Ortiz Jr.)
terça-feira, 10 de setembro de 2019
"Não temos o que merecemos, temos o que nos assemelha"
Este trecho, parte do "Preâmbulo" do livro "Como Entender e Sobreviver ao Intento", de Fabio Ortiz Jr. (edição do Autor, 2019) dá bem a noção do tamanho da tarefa a que se propõe o autor. E um relance do desafio que, como humanidade, temos à frente.
Outros trechos virão.
segunda-feira, 9 de setembro de 2019
Como entender e sobreviver ao Intento
Nos últimos 15 dias tenho saboreado a leitura do volume 1 da série "Mundo: um guia não autorizado" do meu amigo e colega de faculdade (Geologia USP, classe '75), Fabio Ortiz Jr.
O texto, como o autor o define, é "uma leitura ambientalista da distopia real" que envolve a reflexão progressiva sobre temas tais como: tempo, espaço, ambiente, ecologia, educação, ambientalismo, desenvolvimento, sustentabilidade, cidadania, democracia, utopia, e o olhar, o compreender, o agir, o transcender, o imaginar.
A leitura é muito agradável e leve, movida pelo que diz o autor, "algo intrínseco à espécie humana e essencial: a curiosidade. Puxa-se um fio aqui, para ver o que traz; e logo surge outro ali. Uma coisa vai puxando a outra... e assim chegamos lá. No destino? Não! No caminho..."
Pretendo citar alguns trechos aqui, à medida que for me inteirando do seu conteúdo.
Vocês, certamente, vão gostar!!!
O texto, como o autor o define, é "uma leitura ambientalista da distopia real" que envolve a reflexão progressiva sobre temas tais como: tempo, espaço, ambiente, ecologia, educação, ambientalismo, desenvolvimento, sustentabilidade, cidadania, democracia, utopia, e o olhar, o compreender, o agir, o transcender, o imaginar.
A leitura é muito agradável e leve, movida pelo que diz o autor, "algo intrínseco à espécie humana e essencial: a curiosidade. Puxa-se um fio aqui, para ver o que traz; e logo surge outro ali. Uma coisa vai puxando a outra... e assim chegamos lá. No destino? Não! No caminho..."
Pretendo citar alguns trechos aqui, à medida que for me inteirando do seu conteúdo.
Vocês, certamente, vão gostar!!!
Ignorância e Arrogância
"É muito difícil se livrar da ignorância se você mantém a arrogância"
(Documentário "Guerra do Vietnã", episódio 4, Netflix)
segunda-feira, 2 de setembro de 2019
Democracia sobre ruínas
"O Vietnã todo era um campo de batalha. Se os americanos queriam que uma democracia fosse construída a partir daquelas ruínas, isso era irreal. Claramente, o Vietnã do Sul era mais democrático, mas em uma luta tão violenta, o lado em que os soldados tivessem menos dúvidas e fizessem menos perguntas venceria."
Huy Duc, norte-vietnamita, em "A Guerra do Vietnã", na Netflix
Huy Duc, norte-vietnamita, em "A Guerra do Vietnã", na Netflix
domingo, 1 de setembro de 2019
Minimalismo e materialismo
A socióloga Juliet Schor responde a afirmação do escritor Colon Beavan, no documentário "Minimalismo", da Netflix, de que "o problema da nossa sociedade é ser materialista demais":
"Na verdade, se pensarmos em alguns aspectos, não somos materialistas o bastante. Somos muito materialistas no sentido do cotidiano. E não somos muito materialistas no sentido real da palavra. Precisamos ser verdadeiros materialistas e realmente nos importarmos com bens materiais. Ao invés disso, estamos em um mundo onde os bens materiais são muito importantes pelos seus significados simbólicos, como eles nos posicionam no sistema de status, baseado no que a propaganda ou mídia diz sobre eles."
"Na verdade, se pensarmos em alguns aspectos, não somos materialistas o bastante. Somos muito materialistas no sentido do cotidiano. E não somos muito materialistas no sentido real da palavra. Precisamos ser verdadeiros materialistas e realmente nos importarmos com bens materiais. Ao invés disso, estamos em um mundo onde os bens materiais são muito importantes pelos seus significados simbólicos, como eles nos posicionam no sistema de status, baseado no que a propaganda ou mídia diz sobre eles."
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