sábado, 16 de outubro de 2021

Tanatocracia, por Claudio Couto

 "O bolsonarismo não diz respeito apenas a um governo e seu chefe, mas a um momento da sociedade brasileira e a um movimento que esse momento enseja. Nesse contexto, a presidência de Bolsonaro é, ao mesmo tempo, o principal desdobramento e um catalizador..." 

Não deixe de ler mais em https://www.cartacapital.com.br/blogs/fora-da-politica/a-tanatocracia-de-bolsonaro-cumpre-suas-promessas/. Vale a pena!!!

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Alguém pra Amar

 Minha vida ia bem: aposentado, saúde razoável, gosto por viagens, amigos antigos e novos por todo canto... realmente, a vida ia muito bem.

Então, acontece o que esperava-se que acontecesse um dia, nasce um neto! 

Oh My God!!! Que revolução!!! Os dias, as horas, os minutos passaram a ser medidos pelo tempo passado com o pimpolho. O mundo mudou de eixo e passou a girar em torno do Enri, meu neto. 

Cada dia, um acontecimento, um som, um gesto, uma novidade a ser apreciada. E como é alegre e esperto, o garoto!

Percebi, nestes dois anos e pouco de vida do Enri, que por mais que já tivesse vivido (e vivi quase 70 anos!), a vida podia ser totalmente diferente - e, melhor - do que eu havia imaginado.

Enri, tenho só que te agradecer por essa maravilhosa aventura com você!

Vejam como ele está:



sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Doze por cento: a medida da estupidez

https://jornal.usp.br/artigos/os-12-do-presidente-em-que-lugar-da-sociedade-habita-o-bolsonarista-convicto/ 

domingo, 29 de agosto de 2021

Nada novo no front

"Jair Bolsonaro foi eleito com a promessa de acabar com a corrupção, promover uma profunda transformação liberal do Estado brasileiro e dar um novo dinamismo à economia. Sua eleição instalaria – este era o discurso eleitoral – um novo patamar de moralidade pública, eficiência estatal, produtividade e respeito ao cidadão. Decorridos dois anos e meio de governo, é evidente que Jair Bolsonaro não realizou nada disso. E não há o menor sinal de que, até o final do mandato, cumprirá alguma promessa feita em 2018.
Segundo o bolsonarismo, Jair Bolsonaro  falhou no cumprimento de suas promessas por culpa dos outros. O Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os governadores e os prefeitos não deixaram que ele realizasse suas propostas. No conto bolsonarista, Jair Bolsonaro é o presidente da República que mais sofreu resistência na história e, por isso, não consegue entregar o que prometeu.
Muito difundido nas redes sociais, tal discurso não tem respaldo nos fatos. Jair Bolsonaro não realizou nada do que prometeu em razão de sua própria conduta. Foi ele que impediu e continua a impedir qualquer melhoria possível. Os últimos dias explicitaram, uma vez mais, a verdadeira identidade deste governo. Com uma turma dessa estatura moral e cívica, é impossível promover o desenvolvimento social e econômico do País.
Na sexta-feira passada, o presidente Bolsonaro recomendou a compra de fuzis. “Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado”, disse Jair Bolsonaro, em frente ao Palácio da Alvorada. Um presidente da República assim, com tal obtusidade, não precisa de opositores. Com essa mentalidade, é rigorosamente uma ilusão pensar em avanço social ou econômico do País.
Em circunstâncias normais, a recomendação de Jair Bolsonaro sobre a compra de fuzis já seria uma absoluta estupidez. Num Estado Democrático de Direito, o poder público deve incentivar e assegurar a paz e a ordem, não instigar medo na população para que ela se arme.
Nas circunstâncias atuais, com pandemia de covid, alta taxa de desemprego, crescimento da inflação e crise econômica, o conselho de Bolsonaro sobre a aquisição de fuzis revela criminosa indiferença com a população. Poucas vezes se viu tamanho deboche. Um presidente da República que não assume suas responsabilidades, esquiva-se dos problemas nacionais, inventa atritos com outros Poderes e ainda sugere que a população compre fuzil. De onde saiu tal sujeito?
Nada parece ser capaz de suscitar respeito ou seriedade em Jair Bolsonaro. Na terça-feira passada, viu-se outro caso de deboche por parte do presidente da República. Indicado ao STF, André Mendonça enfrenta sérias resistências no Senado. Há fundadas dúvidas se a sua prioridade é servir à Constituição ou a outros senhores. Nesse cenário, Jair Bolsonaro disse que André Mendonça se comprometeu, caso consiga a vaga no Supremo, a almoçar uma vez por semana com ele. Como se vê, o presidente da República não apenas promove atritos com o Supremo. Pretende deixar registrado seu desprezo pela separação e independência dos Poderes, em puro escárnio à Constituição.
O deboche também é visto no primeiro escalão do governo. Na quinta-feira passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, teve o descaramento de fazer a seguinte provocação: “Qual o problema agora que a energia vai ficar um pouco mais cara porque choveu menos?”.
Não há respeito aos fatos nem à vida alheia. Não há limites para a insensibilidade. Tudo – desde a diminuição do poder de compra e o endividamento da população, passando por princípios constitucionais, até o sofrimento e a morte causados pela covid –, rigorosamente tudo, é respondido com um “e daí?”.
O fracasso deste governo não é causado por fatores exógenos. Não há ruídos, não há interferências, não há surpresas. É apenas e tão somente Jair Bolsonaro sendo Jair Bolsonaro. É apenas e tão somente Paulo Guedes sendo Paulo Guedes. O restante é pura consequência." - Blog do Noblat, em 28-8-2021


quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Um governo a serviço da insensantez (e não me refiro ao Bolsonaro!)

Depois de ter sido elogiado até por adversários políticos pela forma clara e firme com a qual combateu a pandemia, Doriana teve um relapso e voltou a mostrar quem, na verdade, é.

Obrigou todos os servidores paulistas a trabalhar presencialmente, sem ligar paras as características próprias de cada servidor e função. Então, mesmo um servidor que não tem contato com o público, e cujas condições de trabalho são melhores em casa do que no local de trabalho, foi obrigado a retornar.

Não interessa se a produtividade, as condições de trabalho e a satisfação no trabalho tenham sido melhores, e até muito melhores, com "home office". Voltem ao (local) de trabalho!!!

Vocês já viram idiotice maior? Correr o risco de ter perda de eficiência apenas para mostrar quem manda? E mais, correr o risco de ter funcionários doentes, ou levando a doença (Covid19) para casa, ou pior, perder funcionários por óbito, a troco de quê???????

Fiquem certos de uma coisa: se alguém põe em risco a vida de outrem, contra a vontade deste, e este vem a morrer em decorrência disto, quem provocou a morte é HOMICIDA!!!!!

sábado, 26 de junho de 2021

Manifesto

 Em virtude das dúvidas levantadas por aquele que ocupa o Palácio da Alvorada sobre a veracidade do número de óbitos causados pela Covid17 - digo, Covid19 - tenho a declarar que:

1- É realmente possível que, por motivos vários, o número de óbitos causados pela epidemia seja menor do que o divulgado;

2- Caso a hipótese acima se confirme, qual seria a minha posição em relação a atual (des)governo? Mudaria alguma coisa? Sim? Não? Por que?

3- Não. A resposta é "Não" e nem poderia ser diferente. Caso mudassem os números das vítimas de Covid, nada mudaria, NADA.

4- O ocupante do cargo mais alto da República continuaria sendo quem: 

declarou que espancaria um filho, caso ele se declarasse gay; 

atacou virulentamente uma colega deputada, por ela ser mulher; 

enalteceu em alto e bom som o nome de um notório torturador; 

admitiu e concordou com a violência cometida pela ditadura militar; 

está, com a família, envolvido em suspeitas de desvios financeiros, associação com criminosos, e até com assassinatos; 

é apoiador da política neoliberal nefasta que assola o país; 

comporta-se de forma incompatível com o cargo que ocupa;

é misógino, homofóbico, autoritário, fascista, racista, desequilibrado emocional;

tem o apoio de grande parte das igrejas evangélicas neopentecostais, a pior seita que viceja no país...

Tá bom ou quer mais? 

É um GE-NO-CI-DA.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Beleza


"Quem ouve a música ‘Vingança’, de Francisco Mattoso e José Maria de Abreu (interpretada no final dessa postagem pela minha tia famosa, por ocasião da entrevista que deu ao jornalista Aramis Millarch nos anos 90), deve conseguir com um pequeno esforço, se fechar os olhos, imaginar a figura da mulher que por pouco não desfaleceu nas mãos do homem que a amava e sentia-se por ela friamente traído. É a última estrofe da canção e a mulher que era alvo de ódio e rancor, surge como a imagem encarnada da redenção. A beleza arranca, sem aviso e sem piedade, em um único e certeiro solavanco, a mesquinhez de um homem amargurado, elevando-o à imagem e semelhança do criador que derrama perdão e graça generosamente, e sem poder evitar, ao mais infame dos traidores.

Em uma noite gelada, entre papelões e cachimbos feitos em latas vazias, debaixo de uma marquise da rua XV, Cléverson cobre Iracema com seu único cobertor, delicadamente, para não acordá-la. E abraça os próprios joelhos, tremendo de frio, sem tirar os olhos de Iracema, que conheceu na rua e aninhou em seus braços. A mulher tem apenas quatro dentes e é mais magra do que parece ser possível. Cléverson também é magríssimo, mas tem o dobro do peso de Iracema. E o dobro dos dentes. Ela percebe o cobertor e estende a mão sem abrir os olhos, puxando seu homem para perto de si, com um sorriso discreto, para aquecê-lo com seu corpo esquelético.

Em uma ensolarada tarde de sábado, num parquinho no centro da cidade, Lúcia e Pedro embalam com cuidado no balanço o pequeno Igor, portador de síndrome desconhecida. Seus olhos são enormes e completamente desalinhados, assim como as orelhas. A cabeça é muito maior que o normal, e os pais precisam sustentá-la com cuidado enquanto balançam o menino, que abre o maior sorriso de sua vida quando sente o vento acariciar seu rosto. Os pais não controlam o riso e logo os três juntos gargalham como nunca haviam gargalhado, por longos minutos, e seguem rindo e gargalhando, de brinquedo em brinquedo, por toda tarde.

Mara é cega, mas sempre que senta no banco de madeira virado para o mar no fim da tarde, e ouve o canto das gaivotas e as risadas dos meninos correndo na areia, e o farfalhar das folhas da árvore que a sombreia, sabe que está diante de uma paisagem assombrosamente encantadora, e chora de alegria pelo privilégio de sentar ali e sentir na pele e nos ouvidos a imensidão da beleza do entardecer.

Cada um tem motivos de sobra para lambuzar-se no visgo amargo do rancor. Mas diante de cada um, diariamente, espetáculos gratuitos de beleza e graça se derramam generosamente. Felizes os puros de coração, porque verão a beleza em qualquer canto, e por ela serão redimidos. Um dia de cada vez."

Tuco Egg, trecho de texto em seu blogue "A Trilha", em breve em forma de livro.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Ser rico pra ser generoso

"Um ricaço generoso e bonitão que constrói casas para desabrigados é admirado não por ser generoso e construir casas, mas justamente por ser um ricaço bonitão fazendo isso. O subproduto derivado desse personagem é o sujeito que sonha em ser rico e bonito para poder construir casas para desabrigados."

Tuco Egg, em seu blogue "A Trilha", breve em livro. 

terça-feira, 26 de maio de 2020

Boi de Piranha

Enquanto choramos os compatriotas mortos pelo Covid17, os servos do Mal, encastelados no Palácio da Alvorada, maquinam e executam maldades. Usando o mortos como "bois de piranha", passam a boiada de:
Decretos, Normativas, Leis, Mps, Instruções, Regras...
que destroem: 
as Florestas, os Quilombos, as Reservas Indígenas, a Fauna, a Flora, o Ar, os Mares, os Pobres, os Esquálidos, os Doentes, os Artistas, os Gays, os Negros, os Encarcerados, os Favelados, os Sem-Pedigree enfim... 
Deixam tudo para: 
a Ganância, para os Mesquinhos, para os Armados, para os Endinheirados, para as "Corporations", para os ávidos por Poder, para os Interesseiros, para os Neoliberais, para Neopentecostais, para os Violentos, para os Insanos, para os Cegos por opção, para os Fascistas, para os Aéticos, para os Psicopatas sem empatia...
Logo não haverá: 
Abraços, Comunidade, Família, Bairro, Cidade, Estado, Nação, Brasil...
Apenas:
Fome, Deserto, Violência, Guerra, Escombros, Terra Arrasada, Urubus, Piranhas, Fumaça, Sêca, Suspiros e Gemidos.

E a Quadrilha encastelada no Poder dirá: 

"Fizemos tudo que vocês nos permitiram fazer..."