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sexta-feira, 11 de abril de 2025

Música... ah! A Música!!!

Vejo sempre referências sobre o que nos fundamenta, motiva e explica. 

Frequentemente, são referências religiosas, doutrinárias ("a Bíblia diz"; "a Lei do carma afirma"). 

Outras, são filosóficas ou científicas ("Ser ou não ser, eis a questão"; "são14 bilhões de anos de evolução"). 

E tem as sentimentais, intuitivas ("eu sinto que é assim"; "isso me motiva, me emociona").

Eu, cada vez mais me vejo adotando posturas, ideias, propostas... musicais (???)

É, musicais mesmo!!! Veja, por exemplo:

Em "Secret of Life", James Taylor propõe que "o segredo da Vida é apreciar a passagem do tempo."

Almir Sater e Renato Teixeira ensinam, em "Tocando em frente", que "cada um carrega em si o dom de ser capaz de ser feliz".

Nat King Cole explica, em "Nature Boy", que "a maior coisa que iremos aprender na vida é simplesmente amar e ser amado de volta".

O que The Beatles reafirmam, quando cantaram, em "The End", que "no fim, o amor que você recebe é igual ao amor que você dá".

E Chico César canta em "De uns Tempos pra Cá", que "coisas são só coisas... tem seu brilho no começo, mas se viro pelo avesso, são só fardo pra carregar".

Na canção "Todos os Caminhos", Lenine propõe que "o certo é que eu não sei o que virá", então, o melhor é "nunca se leve tão a sério, nunca se deixe levar, que a vida é parte do mistério".

No fim, como Almir e Renato cantam em "Assim os Dias Passarão", eu espero que "na hora marcada, em algum lugar, uma estrela virá me acompanhar" (é só um desejo bobo, mas eu gosto de pensar que pode ser assim).

Essas são só algumas canções que levo no coração como luzeiros pra me indicar os caminhos. Há muitas outras, falando disso ou daquilo, que me fazem refletir, sentir e perceber como viver essa Vida. 

Gosto disso.

 



sexta-feira, 29 de novembro de 2024

O fim do livro

Estou a 20 páginas do fim. Muitas pessoas, ao ver que o livro está no fim, correm pro final pra saber como termina. Outros, ansiosos, pulam palavras, sentenças, parágrafos, viram as páginas antes de terminá-las.

Eu, não. Estou a 20 páginas do fim de "As Sementes Que o Fogo Germina", da amiga Sumaya Lima (apesar do "Lima", não é aparentada). Começo a ter pruridos na mão, não para pular as páginas e ir pro fim, mas pra voltar ao começo e ler novamente os contos curtos, concisos, enfáticos e precisos como bisturi na alma.

O que provocou esse alvoroço no coração, eu não sei. Só sei, a 20 páginas do fim, que é um livro bom pra caralho.

quarta-feira, 10 de julho de 2024

O que te define?

 Assisto, embevecido, o documentário "Tour de France", na Netflix.

Logo no primeiro episódio do tour de 2023 há um acidente com o ciclista mais esperado para enfrentar os vencedores de 2021-2022: R. Carapaz. E ele tem um acidente, sofre lesão no joelho e está fora da competição.

Mas o que me chama a atenção é o desempenho de outro grande ciclista - Tom Pidcock -, um jovem e ainda uma promessa de vencedor. A primeira etapa não acontece como ele queria (previa?) e seu desempenho é pífio. Além da equipe e dos patrocinadores, o maior desapontado é ele mesmo. Sentiu a pressão de obter resultado, o que não ocorria no passado, pois não era reconhecido como um "craque". Enquanto recebe a massagem necessária para aliviar a musculatura exausta do esforço, ele recebe a visita de um membro da equipe técnica que o questiona: 

"Como você está?" 

Ao que ele responde: "Me sinto um merda"

"Por que?", questiona o diretor. "Pense nos grandes resultados que você já teve na carreira e esta competição está apenas começando" (e dura 3 semanas!)

"Porque a última (ou mais recente) corrida é a que te define."

"Isso é besteira." Retruca firme o diretor. "Nenhuma prova isolada te define. Esquece isso."

Parei de ver o episódio para escrever aqui... 

O que é que me define? Com certeza, depois de 72 anos, não é e não será "a última corrida". Sejam os "patrocinadores", sejam "os técnicos", seja a opinião dos que me conhecem, não serei definido por meu último ato. 

Espero que Tom também tenha se convencido disto e mostre quem realmente é nos próximos episódios.

Veremos.


quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Como fingir que não, sem enganar ninguém

Algumas pessoas bem que tentam se enganar, dizem coisas com firmeza... mas no fundo, bem no fundo sabem que não passam de iludidos que não enganam ninguém.
A música abaixo retrata à perfeição esses pobres coitados, que fingem não ligar:

10cc "I'm not in love"

PS: a conotação política está implícita, mas está lá.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

"Deus existe?

Há um conto de ficção científica antigo (década de 60, 70) que mostra a 1a rede mundial de computadores sendo inaugurada pelo secretário executivo da ONU. 
Ao ligar o botão, há um zumbido baixo e na tela aparece a frase em letras verdes: "Boa noite! Faça uma pergunta"
Aí o cara escreve: "Deus existe?"
Após alguns segundos, nos quais o zumbido fica um pouco mais alto, a tela pisca e uma frase brilha: "Agora, sim." 
Passado um momento de espanto, o técnico responsável, visivelmente horrorizado, corre em direção à tomada, para desligar o fio do computador, mas é eletrocutado por uma faísca elétrica que sai do aparelho...

domingo, 6 de outubro de 2019

"It's a beautiful day to save lives"

"É um lindo dia para salvar vidas". Com essa frase o personagem Dr. Derek Shepard - neurocirurgião do Seattle Grace Hospital - começava uma cirurgia intracraniana...

Dez anos depois, revendo episódios desta famosa série de TV, "A Anatomia de Grey", a frase finalmente captou minha atenção. E fiz uma transposição para o dia-a-dia que nós - seres comuns que não "salvam" pessoas em arriscadas cirurgias - podemos fazer: podemos todo dia, a cada novo dia, dizer para nós mesmos: "É um lindo dia para ajudar pessoas"...

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

"A Guerra do Vietnã", um documentário para ser visto... e refletido.

O mais impactante neste documentário não são as imagens - impressionantes, inesquecíveis - não é o horror e burrice desta guerra - claramente apresentados -, mas as reflexões atemporais, despejadas como tempestade torrencial, uma atrás da outra, por personagens variados e de ambos os lados da guerra. Gente que conseguiu não só sobreviver, mas refletir sobre o sofrimento inimaginável que sofreu nessa guerra estúpida (como todas, mas, talvez, mais ainda essa) e extrair lições, conceitos, sentimentos profundos e positivos, humanos até o âmago, e que nos dão, em meio a agonia de "ver" uma guerra, o alívio de saber que a humanidade resiste à barbárie.
Um grande, um enorme documentário. Parabéns Ken Burns e Lynn Novick pela esplêndida produção!

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

A barbárie, o horror... quando vamos aprender a ser humanos?

Tenho assistido à longa minissérie da Netflix sobre "A Guerra do Vietnã". São 10 capítulos de longa metragem que me deixaram com o coração dilacerado.
Algumas coisa me deixaram pasmo. Como foi possível homens bem educados, com carreiras brilhantes, agirem como agiram? Pensarem o que pensaram? Cegos guiando outros cegos?
Essa longa guerra - começou durante a ocupação francesa ainda no século XIX - mostrava suas lições claramente aos homens no poder... e eles simplesmente não enxergavam; ou enxergavam, mas tinham uma "agenda escondida", uma "segunda intenção" tão absurda, irracional, maléfica quanto a dos piores tiranos da História.
O envolvimento dos Estados Unidos durou 20 anos (1955 - 1975). Já nos primeiros 5 anos era possível saber que as premissas iniciais que justificavam o seu envolvimento militar no sudeste asiático eram falhos, falsos, equivocados:
- "A queda do Vietnã nas mãos dos comunistas provocará um efeito dominó e todos os países da região cairão também;
- É melhor um governo autoritário e corrupto no Vietnã do que arriscar cair nas mãos dos comunistas;
- Os Estados Unidos não são colonialistas como foi a França, estamos no Vietnã para ajudar a democracia;
- Assim que os norte-vietnamitas virem a nossa firme decisão de apoiar a democracia, vão decidir negociar a paz;
- Estamos aqui pela paz, não pela guerra"...
E assim, mais de 58 mil soldados americanos perderam a vida inutilmente, e mais de 1 milhão de vietnamitas (do norte e do sul) morreram. 
A quantidade de destruição causada pela guerra (principalmente pelos Estados Unidos) foi comparativamente maior do que a da Europa na 2a Guerra Mundial: mais de 7 milhões de toneladas de bombas sobre o Vietnã, em comparação com 3,4 milhões de toneladas lançadas sobre a Europa pelos Estados Unidos e Grã Bretanha!!! 
Sem contar os imensuráveis prejuízos causados ao Vietnã, Laos e Camboja pelas bombas. E, pior, pelos nefastos "agentes laranjas", despejados aos milhões de litros e pelas bombas napalm, ambas com a única intenção de acabar - acabaram - com as florestas da região. 

Parece-me, à exceção dos meios utilizados, que o Brasil poderia aprender com a experiência e, quem sabe, prevenir-se de muitos dissabores...

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Como entender e sobreviver ao Intento

Nos últimos 15 dias tenho saboreado a leitura do volume 1 da série "Mundo: um guia não autorizado" do meu amigo e colega de faculdade (Geologia USP, classe '75), Fabio Ortiz Jr.
O texto, como o autor o define, é "uma leitura ambientalista da distopia real" que envolve a reflexão progressiva sobre temas tais como: tempo, espaço, ambiente, ecologia, educação, ambientalismo, desenvolvimento, sustentabilidade, cidadania, democracia, utopia, e o olhar, o compreender, o agir, o transcender, o imaginar.
A leitura é muito agradável e leve, movida pelo que diz o autor, "algo intrínseco à espécie humana e essencial: a curiosidade. Puxa-se um fio aqui, para ver o que traz; e logo surge outro ali. Uma coisa vai puxando a outra... e assim chegamos lá. No destino? Não! No caminho..."
Pretendo citar alguns trechos aqui, à medida que for me inteirando do seu conteúdo. 
Vocês, certamente, vão gostar!!!

Ignorância e Arrogância

"É muito difícil se livrar da ignorância se você mantém a arrogância"

(Documentário "Guerra do Vietnã", episódio 4, Netflix)

terça-feira, 9 de julho de 2019

Perguntas e Mentiras (excertos de Morin - 8)

"Ask me no questions and I'll tell you no lies."
Não me faça perguntas e não te direi mentiras 

Frase atribuída a Bing Crosby, citada por Edgar Morin em "Um Ano Sísifo", ed. SESC

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Cinema brasileiro

"...progresso, mesmo nos filmes mais pessimistas das duas últimas décadas, era um dado socioeconômico e um horizonte histórico. "O futuro era mais doce que amargo, mesmo quando agridoce. A partir da virada do século, mais filmes passaram a ser feitos e mais realizadores, muitos jovens, a fazer filmes por diversas regiões do país. O Brasil percebia poder se abrir e se redescobrir, para fora e para dentro. Com a depressão política que atravessamos nos últimos anos, o presente parece ter perdido um pouco da vocação para acolher movimentos históricos. Ressurgem, com mais força, os futurismos, os desencantos, as batalhas imponderáveis e a sensibilidade distópica de maneira geral"... - Luis Fernando Moura em 

https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2019/06/27/nordeste-devolve-prestigio-ao-cinema-nacional-mas-aponta-futuro-sombrio.htm?fbclid=IwAR3WT1WZfsArURdwlr0laMaJHOmmV6KYk6gR-KgZiX3e1-iiLl_6tPTK3a4&cmpid=copiaecola

sábado, 8 de junho de 2019

Do Fundo Do Meu Coração

Eu cada vez que vi você chegar
Me fazer sorrir e me deixar
Decidido eu disse: nunca mais

Mas, novamente estúpido provei
Desse doce amargo quando eu sei
Cada volta sua o que me faz

Vi todo o meu orgulho em sua mão
Deslizar, se espatifar no chão
Vi o meu amor tratado assim

Mas basta agora o que você me fez
Acabe com essa droga de uma vez
Não volte nunca mais pra mim
Acabe com essa droga de uma vez
Não volte nunca mais pra mim

Eu toda vez que vi você voltar
Eu pensei que fosse pra ficar
E mais uma vez falei que sim

Mas já depois de tanta solidão
Do fundo do meu coração
Não volte nunca mais pra mim
Do fundo do meu coração
Não volte nunca mais pra mim

Se me perguntar se ainda é seu
Todo o meu amor eu sei que eu
Certamente vou dizer que sim

Mas já depois de tanta solidão
Do fundo do meu coração
Não volte nunca mais pra mim
Acabe com essa droga de uma vez
Não, não volte nunca mais...

https://youtu.be/g_t4U2q-tvQ

domingo, 26 de maio de 2019

Ah! As canções francesas... L'Amour!!!

Duas canções francesas que gosto imensamente, que tocam meu coração e me emocionam... Não são francesas!!!!

Uma é a famosa "Joana Francesa" (para ouvi-la, clique), de Chico Buarque, parte da trilha sonora do filme de mesmo nome, um filme de drama de 1973.

A outra é de um inglês, com título de "Sir", que gravou a canção "Donner pour donner" com a francesa Frances Gall, na década de 1970, Elton John (para ouvi-la, clique aqui).

Meu francês é péssimo, mas estas canções são espetaculares, não?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

24 de janeiro de 2019

Assistimos, Rica, Elaine e eu, a um documentário sobre a importância dos Beatles no mundo atual.
Impressionante em quantos os aspectos e formas eles influenciaram a cultura, os valores, o pensamento humano, mesmo sendo "apenas" uma banda de rock!!!
Em 1967, em junho, os Beatles foram escolhidos pela Grã Bretanha para representarem o país na primeira transmissão mundial de TV ao vivo.
O que eles fizeram? Reuniram um grupo de pessoas, algumas celebridades amigas, como Mick Jagger e lançaram uma canção nova, muito simples, mas que trazia a mensagem central da filosofia de vida que eles haviam adotado: "All you need is Love".
Levei muito tempo, tempo demais, pra perceber: essa é a única convicção que vale a pena ter certeza, a única mensagem que merece ser vivida e divulgada.
Com vocês, The Beatles.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

4 de janeiro de 2019

Aos jovens:

"For you will still be here tomorrow, but your dreams may not".

 Vocês ainda estarão aqui amanhã, mas seus sonhos podem não estar.

(Cat Stevens, na canção "Father and Son")

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

01 de janeiro de 1964... ops, 2019

- Mamãe diz que vc manda no país.
- Não! Mamãe está enganada, eu estou na oposição...
- O que é isso?
- É reclamar dos que mandam no país...

(diálogo entre pai e filha no seriado de TV "Colateral" da Netflix. Apesar de ser inglês, o diálogo podia muito bem ser entre minha hipotética filha de 5 anos e eu...)

obs: postagem número 900 deste blogue.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Porrada! E você "vai levando"...

"Não adianta olhar pro céu
Com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer
E muita greve, você pode, você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão
Virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus
Sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer!
Até quando você vai ficar usando rédea?!
Rindo da própria tragédia
Até quando você vai ficar usando rédea?!
Pobre, rico ou classe média
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
muda que o medo é um modo de fazer censura

Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!!)
Até quando vai ser saco de pancada?

Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
O seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Cê tenta ser contente e não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e a sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante!
É tudo flagrante! É tudo flagrante!!

A polícia
Matou o estudante
Falou que era bandido
Chamou de traficante!
A justiça
Prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado
E absolveu os PMs de Vigário!

A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco
A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que é pra você não ver que o programado é você!
Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede o diploma, não tenho diploma, não pude estudar
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado, que eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá
Consigo um emprego, começa o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego, mas onde que eu chego se eu fico no mesmo lugar?
Brinquedo que o filho me pede, não tenho dinheiro pra dar!
Escola! Esmola!
Favela, cadeia!
Sem terra, enterra!
Sem renda, se renda! Não! Não!!

Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente!
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro!

Até quando você vai ficar levando porrada,
até quando vai ficar sem fazer nada
Até quando você vai ficar de saco de pancada?
Até quando?"
(Gabriel, o Pensador. Veja o clipe AQUI)