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segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Saio? Não saio?

Os bilionários estão me dando dor de cabeça. 

Saio ou não saio do FB, Insta, Zapzap, Amasom, Trédis, Gugal????

Resolvi ser "resistência". Não vou desistir. Vou fazer campanha contra, lá dentro. Até que mudem ou me joguem fora. 

E se me bloquearem, fodam-se eles, Musqs, Zucqs, Besos, e bilionários da vida. São uns pobretões, só tem dinheiro. 

As coisa que valem, mesmo - compaixão, empatia, amor, amizades, solidariedade - eles não tem. Coitados.

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Olimpíadas e os brasileiros pretos

O sucesso das atletas brasileiras Rebeca e Bia levantou o ânimo da população preta no país e foi utilizada ad nauseam pelas mídias e empresas de publicidade para louvar o "avanço" dos pretos nas conquistas da sociedade brasileira.

Por mais que eu me emocione - e como me emocionei! - com o desempenho das nossas atletas, fico muito contrariado com esse "oba, oba" de exaltação da população negra. Não que eu não concorde que essa parcela - enorme - da sociedade brasileira mereça nossa admiração e aplauso. E realmente merece.

No entanto, nada mudou. O racismo estrutural continua firme e forte. As vergonhosas desigualdades de condição de vida que castigam os brasileiros negros não mudaram com as vitórias de Rebeca e Bia.

E mais, a afirmação "sacana", maldosa, verdadeiramente vil, de que os resultados das mulheres confirmam a validade da falácia da "meritocracia" é revoltante e digna de repulsa, que, no entanto, não vi com a veemência e volume que necessita.

Temo que essas vitórias, tão suadas, sofridas e merecidas, sirvam para os poderosos, os "senhores" que determinam os destinos da nação, as utilizem apenas para beneficio próprio, sem se importar com o sofrimento diário da população pobre, sofrida e valorosa.

Não! Não é oba, oba que a população preta merece e precisa!!! É justiça social, é reconhecimento de dívida histórica do país com os descendentes de escravizados, é compaixão e não migalhas publicitárias.

sábado, 3 de agosto de 2024

Impostos!!!!

Tenho lido um bocado sobre a carga tributária brasileira, sobre a (má) intenção do ministro Haddad de "aumentar" os impostos, e como isso é "ruim" para o país, e, portanto, será ruim para o povo. E como as despesas do governo tem aumentado (quando deviam diminuir). E como tudo isso vai dar errado e o país vai "sofrer" por isso.

Tem até um "videozinho" rolando pelo TikTok e Instagram, parodiando um super-vilão conversando com o super-herói (acho que Homem Aranha), no qual ele fala como o imposto é uma vilania, como o povo é roubado pelos impostos, como a carga de impostos é enorme e apenas prejudica a sociedade.

Muito bem. A carga de impostos no Brasil é alta. Os governos frequentemente gastam mal, não beneficiando a sociedade devido a ineficácia, burocracia e corrupção.

Qual é a alternativa sugerida? Nas entrelinhas, sem mencionar claramente, sugestiona-se que esses recursos nas mãos dos empresários, nas empresas, promoveria o bem-estar social e o avanço econômico da sociedade. 

Esse o grande problema: a ilusão de que qualquer governo é mau, que toda iniciativa privada é positiva. Uma crença insana, sem um mínimo embasamento factual, eivada de malícia e segundas intenções.

Solução? Obrigar o governo a gastar bem, a escolher bem as prioridades; acompanhar a execução orçamentária, fiscalizar gastos; impor ao governo limites de atuação e objetivos claros. E às empresas, impor medidas que as tornem justas, distributivas, benéficas social e ambientalmente.

Como? Não sei, mas com o capitalismo neoliberal vigente não será.

domingo, 23 de junho de 2024

It's the Law

Uma frase que ouvi várias vezes, quando morei nos EUA foi: "É a Lei!" Servia pra explicar porque tal coisa não podia ser feita ou porque você não poderia fazer o que pretendia.

A frase tem muito valor, afinal se não vivermos sob o império da Lei, a sociedade se esfacela. É imprescindível viver submisso à ela...

Mas, não a qualquer Lei, nem a qualquer preço.

O (des)governo em S. Paulo extrapola esse limite quando apregoa em outdoors pela cidade de S. José dos Campos, onde resido: "Agora é Lei! Escolas cívico-militares são parte do sistema educacional!"

Está aí um bom exemplo de lei que não é Lei, lei nefasta, absurda, e insensata. Essa justaposição de educação com militarismo é desumana e contra os princípios da Paz, Democracia, e Convivência social.

E não é a única, infelizmente. No Brasil, abundam leis que ou não ajudam a sociedade ou, pior, impedem o desenvolvimento social e promovem a injustiça.

O que fazer? Como eliminar ou, pelo menos minorar esse problema?

Votando bem, exigindo aperfeiçoamento do sistema democrático vigente, que permitiu o sequestro da Democracia pelo poder econômico e grupos fundamentalistas.

Enfim, não desistindo.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

No campo dos investimentos em papel, assim como nos Cassinos, sempre vencem os "donos da casa".

 Milhões de brasileiros, nos últimos 6 anos, imensa maioria da classe média, média-alta, resolveu aventurar-se na Bolsa de Valores. As informações eram que o cidadão comum também podia usufruir das benesses do capitalismo, investindo em fundos de investimentos, ações, Letras do Tesouro, CDBs, CRIs, CRAs, debêntures, COEs, BDRs, FIIs, etc, etc, como pessoa física, na Bolsa de Valores, através de corretoras ou bancos.

Sou um deles. Depois de aposentado, da relativa estabilidade dada por filhos já crescidos, casa própria, ausência de dívidas, resolvi investir na Bolsa. E o fiz.

Hoje, passados mais de 5 anos, posso dizer com tranquilidade que, como os cassinos, a Bolsa é uma ilusão. Nos cassinos a "casa", ao final, sempre vence. Na Bolsa, são os tubarões do "Mercado", os detentores do poder econômico, as grandes empresas, especialmente as internacionais, que sempre vencem. Suba ou caia a Bolsa, estes sempre vencem. O máximo que os pequenos investidores conseguem é perder pouco ou manter o valor do capital investido (em si, uma grande vitória).

Tal como o Brasil, a Bolsa não é para amadores.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

A sombra assombrosa do Comunismo

Cansa extremo a ladainha das pessoas que ainda enxergam o "comunismo" como ameaça perene contra o ser humano... nada contra a desumanização causada pelo capitalismo, especialmente o vigente no país: o neoliberal.

Concordo com o dito popular "pau que bate em Chico, bate em Francisco". É pra descer o pau na esquerda e todos os propalados horrores que trazem? Então, vamos falar também, sem desculpas esfarrapadas, dos horrores que o capitalismo sem freio e insano tem causado para o os pobres, o meio ambiente, as minorias, todos, enfim.

Enquanto continuar essa cegueira ideológica, não me venham com esse blá, blá, blá fascista. Tô fora!!!

E tenho dito.

sábado, 16 de outubro de 2021

Tanatocracia, por Claudio Couto

 "O bolsonarismo não diz respeito apenas a um governo e seu chefe, mas a um momento da sociedade brasileira e a um movimento que esse momento enseja. Nesse contexto, a presidência de Bolsonaro é, ao mesmo tempo, o principal desdobramento e um catalizador..." 

Não deixe de ler mais em https://www.cartacapital.com.br/blogs/fora-da-politica/a-tanatocracia-de-bolsonaro-cumpre-suas-promessas/. Vale a pena!!!

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Um governo a serviço da insensantez (e não me refiro ao Bolsonaro!)

Depois de ter sido elogiado até por adversários políticos pela forma clara e firme com a qual combateu a pandemia, Doriana teve um relapso e voltou a mostrar quem, na verdade, é.

Obrigou todos os servidores paulistas a trabalhar presencialmente, sem ligar paras as características próprias de cada servidor e função. Então, mesmo um servidor que não tem contato com o público, e cujas condições de trabalho são melhores em casa do que no local de trabalho, foi obrigado a retornar.

Não interessa se a produtividade, as condições de trabalho e a satisfação no trabalho tenham sido melhores, e até muito melhores, com "home office". Voltem ao (local) de trabalho!!!

Vocês já viram idiotice maior? Correr o risco de ter perda de eficiência apenas para mostrar quem manda? E mais, correr o risco de ter funcionários doentes, ou levando a doença (Covid19) para casa, ou pior, perder funcionários por óbito, a troco de quê???????

Fiquem certos de uma coisa: se alguém põe em risco a vida de outrem, contra a vontade deste, e este vem a morrer em decorrência disto, quem provocou a morte é HOMICIDA!!!!!

sábado, 26 de junho de 2021

Manifesto

 Em virtude das dúvidas levantadas por aquele que ocupa o Palácio da Alvorada sobre a veracidade do número de óbitos causados pela Covid17 - digo, Covid19 - tenho a declarar que:

1- É realmente possível que, por motivos vários, o número de óbitos causados pela epidemia seja menor do que o divulgado;

2- Caso a hipótese acima se confirme, qual seria a minha posição em relação a atual (des)governo? Mudaria alguma coisa? Sim? Não? Por que?

3- Não. A resposta é "Não" e nem poderia ser diferente. Caso mudassem os números das vítimas de Covid, nada mudaria, NADA.

4- O ocupante do cargo mais alto da República continuaria sendo quem: 

declarou que espancaria um filho, caso ele se declarasse gay; 

atacou virulentamente uma colega deputada, por ela ser mulher; 

enalteceu em alto e bom som o nome de um notório torturador; 

admitiu e concordou com a violência cometida pela ditadura militar; 

está, com a família, envolvido em suspeitas de desvios financeiros, associação com criminosos, e até com assassinatos; 

é apoiador da política neoliberal nefasta que assola o país; 

comporta-se de forma incompatível com o cargo que ocupa;

é misógino, homofóbico, autoritário, fascista, racista, desequilibrado emocional;

tem o apoio de grande parte das igrejas evangélicas neopentecostais, a pior seita que viceja no país...

Tá bom ou quer mais? 

É um GE-NO-CI-DA.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Boi de Piranha

Enquanto choramos os compatriotas mortos pelo Covid17, os servos do Mal, encastelados no Palácio da Alvorada, maquinam e executam maldades. Usando o mortos como "bois de piranha", passam a boiada de:
Decretos, Normativas, Leis, Mps, Instruções, Regras...
que destroem: 
as Florestas, os Quilombos, as Reservas Indígenas, a Fauna, a Flora, o Ar, os Mares, os Pobres, os Esquálidos, os Doentes, os Artistas, os Gays, os Negros, os Encarcerados, os Favelados, os Sem-Pedigree enfim... 
Deixam tudo para: 
a Ganância, para os Mesquinhos, para os Armados, para os Endinheirados, para as "Corporations", para os ávidos por Poder, para os Interesseiros, para os Neoliberais, para Neopentecostais, para os Violentos, para os Insanos, para os Cegos por opção, para os Fascistas, para os Aéticos, para os Psicopatas sem empatia...
Logo não haverá: 
Abraços, Comunidade, Família, Bairro, Cidade, Estado, Nação, Brasil...
Apenas:
Fome, Deserto, Violência, Guerra, Escombros, Terra Arrasada, Urubus, Piranhas, Fumaça, Sêca, Suspiros e Gemidos.

E a Quadrilha encastelada no Poder dirá: 

"Fizemos tudo que vocês nos permitiram fazer..."

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Enough is enough

A frase, aparentemente redundante - "O bastante é o bastante" - tem sido usada, há muitos anos, para descrever o limite da ganância. Não há porque querer mais, buscar mais quando o bastante é bastante, quando o que se tem é o que se precisa.

Mas esta frase tem também outro sentido. No inglês, "enough" é também o imperativo "basta!", quando se impõe dar um fim a algo que já foi longe demais.

Martin Luther King teve seu momento de dizer "Chega!". Em abril de 1967, em seu discurso "Beyond Vietnam", ele diz que a guerra já tinha ido longe demais e era preciso dar um "basta!" à violência, à mortandade, à desumanização. E passou a ser um ativista anti-guerra, como já era um ativista pró-direitos civis (pelo qual recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1964).

É onde que estamos, no Brasil. Chegamos ao ponto onde é necessário dizer "Chega!" - "Enough is enough"! - não desejamos mais, não admitimos mais, a situação já foi longe demais, BASTA!!!

Esse governo, esse sistema político, essa filosofia, essa necropolítica não podem mais continuar!!!

É preciso dizer "chega!" para o ódio, "chega!" para o desrespeito à natureza, "chega!" para o desprezo à Ciência, "chega!" para a opressão às minorias, "chega!" para o fundamentalismo político e religioso, "chega!" para a ganância dos poderosos.

Está na hora de sermos, consciente e voluntariamente, ativistas anti-governo e pró ser humano.

(texto escrito à tempos, decidi publicá-lo agora, pois a invasão espúria de terras indígenas é u-ma ver-go-nha!) 

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Segredo para tomar o poder "legalmente"

"Fascismo - Neoliberalismo - Lawfare"

Este tripé é imbatível, pois reune o fanatismo fundamentalista do Fascismo com a promoção e proteção da riqueza dos ricos, aliada à destruição do poder do Estado do Neoliberalismo e a imposição legal de extinção de Direitos do Lawfare.

Pronto! Este é o ponto a que chegamos.


sábado, 16 de novembro de 2019

Tempos Medievais

A gente pensa que a Humanidade caminhou muito desde a Idade Média... foram tantas as transformações sociais, tecnológicas, econômicas e culturais que nem parece que somos, no Séc XXI, os mesmos Homo Sapiens do Séc XIV...

Qual o quê!!!!

"Dois meses pra 2020 e a gente lidando com um governo que acredita em príncipes, terra plana, ameaça comunista, mas não acredita em vacina, aquecimento global, nem desigualdade social." (comentário colhido no Facebook).

Não só continuamos os mesmos, acho que retrocedemos um bocado nos últimos anos.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

O Poder não liga pra Esquerda... nem para a Direita.

Ao mesmo tempo que a Direita comemora a aprovação da Reforma da Previdência no Brasil, a Esquerda comemora o fracasso da mesma reforma no Chile.
Ambos estão errados.
Não é correto dizer que a reforma feita no Chile não deu certo. Deu certo, para quem a queria. Os grupos econômicos dominantes no Chile lucraram muitíssimo no curto período de vigência das reformas neoliberais no Chile. Se tudo for apagado agora, o dinheiro está no bolso. E bem guardado.
Não é correto que a reforma aprovada no Brasil vai, de alguma forma, ajudar o Estado, e em consequência, a população. Ela só vai favorecer o enriquecimento maior de quem já é rico (tanto brasileiros, quanto estrangeiros, mas, principalmente estes) e detém o poder sobre a Nação (políticos e partidos, inclusive).
O que aprendemos com a História, se é que aprendemos algo, é que passada a tormenta - que pode ser uma revolução, uma grande mobilização popular, uma violenta onda de protestos, uma resistência moral e física contra os poderosos, um conflito armado - tudo volta ao que era, com uns poucos garantidos no poder e muitos garantidos na submissão e sofrimento. 
E la Nave va.

sábado, 31 de agosto de 2019

Melô do bolsominion

Por incrível que pareça, procurei essa canção pelo YouTube e Google inteiros e não achei!!! (que vexame, hein, Google!!!)
Quando moleque, década de 60, gostava de uma música da Jovem Guarda, acho que cantada suave pela Wanderlea (não tenho certeza), que dizia assim:
♬
"Tal como é, vazio e sem fé, indiferente, mau para mim... amo, e gosto dele assim, assim, assim..."
♫

Tem melhor descrição de um bolsominion do que essa canção? Tem não!!!!! 😜 

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Culpa e Amazônia

"Apesar de defender a proteção da Amazônia, a Europa tem sua parcela de culpa na redução da cobertura florestal no Brasil ao aumentar as importações de produtos brasileiros considerados vilões do desmatamento, como a carne. 
Essa é a opinião da alemã Carina Zell-Ziegler, especialista em energia e clima do Öko-Institut, instituto de pesquisa ambiental do setor privado sem fins lucrativos sediado na Alemanha."
(do BBC News Brasil de hoje)

Medicina e Fé

Tenho visto muitos, mas muitos mesmo, casos de gripe simples serem tratadas pelos "doutores", com antibióticos. 
A burrice é tamanha que só me resta imaginar que esses "médicos" tem fé nos antibióticos... fé tal e qual a dos religiosos fundamentalistas: uma merda!

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Bando de Cafonas - texto de Fernanda Young

Este texto não estava na minha lista de publicações, mas é impossível não prestar um homenagem singela a quem teve a perspicácia de escrever algo assim:

Bando de cafonas
Por Fernanda Young, no O Globo (26/08/2019)

A Amazônia em chamas, a censura voltando, a economia estagnada, e a pessoa quer falar de quê? Dos cafonas. Do império da cafonice que nos domina. Não exatamente nas roupas que vestimos ou nas músicas que escutamos – a pessoa quer falar do mau gosto existencial. Do que há de cafona na vulgaridade das palavras, na deselegância pública, na ignorância por opção, na mentira como tática, no atraso das ideias.

O cafona fala alto e se orgulha de ser grosseiro e sem compostura. Acha que pode tudo e esfrega sua tosquice na cara dos outros. Não há ética que caiba a ele. Enganar é ok. Agredir é ok. Gentileza, educação, delicadeza, para um convicto e ruidoso cafona, é tudo coisa de maricas.

O cafona manda cimentar o quintal e ladrilhar o jardim. Quer todo mundo igual, cantando o hino. Gosta de frases de efeito e piadas de bicha. Chuta o cachorro, chicoteia o cavalo e mata passarinho. Despreza a ciência, porque ninguém pode ser mais sabido que ele. É rude na língua e flatulento por todos os seus orifícios. Recorre à religião para ser hipócrita e à brutalidade para ser respeitado.

A cafonice detesta a arte, pois não quer ter que entender nada. Odeia o diferente, pois não tem um pingo de originalidade em suas veias. Segura de si, acha que a psicologia não tem necessidade e que desculpa não se pede. Fala o que pensa, principalmente quando não pensa. Fura filas, canta pneus e passa sermões. A cafonice não tem vergonha na cara.

O cafona quer ser autoridade, para poder dar carteiradas. Quer vencer, para ver o outro perder. Quer ser convidado, para cuspir no prato. Quer bajular o poderoso e debochar do necessitado. Quer andar armado. Quer tirar vantagem em tudo. Unidos, os cafonas fazem passeatas de apoio e protestos a favor. Atacam como hienas e se escondem como ratos.

Existe algo mais brega do que um rico roubando? Algo mais chique do que um pobre honesto? É sobre isso que a pessoa quer falar, apesar de tudo que está acontecendo. Porque só o bom gosto pode salvar este país.

Democracia morta, segundo Steven Levitsky

"A via eleitoral para o colapso é perigosamente enganosa. Com um golpe de Estado clássico, como no Chile de Pinochet, a morte da democracia é imediata e evidente para todos. O palácio presidencial arde em chamas. O presidente é morto, aprisionado ou exilado. A Constituição é suspensa ou abandonada. Na via eleitoral, nenhuma dessas coisas acontece. Não há tanques nas ruas. Constituições e outras instituições nominalmente democráticas restam vigentes. As pessoas ainda votam. Autocratas eleitos mantêm um verniz de democracia enquanto corroem a sua essência. 

Muitos esforços do governo para subverter a democracia são “legais”, no sentido de que são aprovados pelo Legislativo ou aceitos pelos tribunais. Eles podem até mesmo ser retratados como esforços para aperfeiçoar a democracia – tornar o Judiciário mais eficiente, combater a corrupção ou limpar o processo eleitoral. Os jornais continuam a ser publicados, mas são comprados ou intimidados e levados a se autocensurar. Os cidadãos continuam a criticar o governo, mas muitas vezes se veem envolvidos em problemas com impostos ou outras questões legais. Isso cria perplexidade e confusão nas pessoas. Elas não compreendem imediatamente o que está acontecendo. Muitos continuam a acreditar que estão vivendo sob uma democracia."
Steven Levitsky, em "Como as Democracias Morrem" (obrigado, Obadias de Deus, pela dica)

domingo, 25 de agosto de 2019

Observar e absorver: Em cima do muro?


"Tem quem diga que estou em cima do muro porque não voto. Visão superficial de quem só vê os dois lados. Eu me sinto no centro de um círculo e posso caminhar na direção que minha consciência decidir. Não me vejo em cima de muro porque não vejo só dois lados pra pular. Que pulem os que pensam assim, escolham seus lados. Na minha visão, é pura indução midiática, cultural, comportamental, da natureza de uma sociedade competitiva, superficial e estrategicamente enraizada no inconsciente coletivo, adaptadas às mentalidades antagônicas, criadas pra dar a ilusão de que se muda alguma coisa desse jeito. 
Os banqueiros, em suas fortalezas, dão risada.
Não é só não votar, é não ter patrão nem empregado, é detestar ostentação de luxos e consumos "de elite", é não desejar mais do que se precisa, é ter vergonha de privilégios da riqueza, é respeitar o modo de ser dos outros, é olhar com igualdade mesmo pras diferenças. É querer pouco e reconhecer a própria pequeneza diante do todo e grandeza diante de si mesmo. É gostar do respeito alheio, mas não abrir mão do próprio. É ouvir a própria consciência acima da própria conveniência. Essas são algumas posições que aplico em minha vida. Sem querer posar de exemplo ou dar conselho a ninguém. 
Não é o que acho certo, é só o MEU certo.
Cada um com sua própria consciência. E sem cobranças."
(Eduardo Marinho, um dos mais instigantes pensadores brasileiros, um verdadeiro subversivo)