Há
um movimento permanente no mundo natural em direção à multiplicidade.
Rochas, plantas e animais sofrem mutações constantes que empurram o
mundo rumo a uma maior diversidade. Ela é um forte suporte à manutenção da vida. Basta ver que os "vira-latas" são bem mais resistentes a doenças do que nossos cãezinhos com pedigree, certo?
Seria
de se esperar que o mesmo movimento rumo à diversidade fosse aceito e recebido pela
humanidade de forma natural, positiva e sem reservas. Afinal, contribui para a preservação da espécie humana.
Não
é assim que acontece em sociedade. Todos temos uma forte inclinação
para rechaçar o diferente e aderir ao igual, buscando sempre uma
homogeneidade que, em alguns casos, seja a ser insana.
Há
alguns anos escrevi um protesto contra a ditadura das cores nos
automóveis. Isso porque só se viam carros pretos ou nos diversos tons de cinza pelas
ruas, o que eu achava horroroso. E era difícil escapar, pois as
opções diferentes eram raras.
Bem,
tudo mudou e nada mudou.
Hoje,
o que mais se vê são automóveis brancos. Concordo que o branco
seja mais leve, claro, alegre que os famigerados tons de cinza que
imperavam há pouco. Mas precisa ser tudo branco!?!?
Ah,
se você pensa que o texto subentende uma aplicação em outras áreas
da vida social, está certíssimo...