Cabulei a igreja, como faço há 20 anos, e, pra variar, fui ao parque ouvir um carinha tocar violão, muito bem por sinal, e cantar suas próprias melodias. Sob a copa das árvores, em meio a pessoas que não conhecia, comungávamos do mesmo momento - mágico - de comunhão com Deus, pela música, pela natureza, pela paz alegre que reinava ali.
Uma frase de uma das músicas me chamou a atenção:
"Meu endereço não é onde eu moro."
Bem o que por vezes sinto, um certo deslocamento, uma sensação de que meu lugar é algum outro, mas não é esse, no qual as pessoas se matam, se atacam, vendem a alma ao diabo por uma porção de poder.Meu caro Armando Fernal, você é tão jovem, mas já vê o que eu vejo...