Jim Palmer:
Aquela icônica canção dos Beatles, "All You Need is Love", merece consideração. Søren Kierkegaard escreveu: "Quando alguém entra por inteiro no reino do amor, o mundo - não importa quão imperfeito - torna-se rico e lindo, consiste apenas de oportunidades de amor." Sentei-me, um dia, e escrevi alguns dos caminhos que vim a entender sobre o significado do amor:Um ser à procura de sua humanidade. Seja bem vindo, e fique à vontade para comentar!!!
sexta-feira, 13 de setembro de 2024
A supremacia do Amor
segunda-feira, 26 de agosto de 2024
Olimpíadas e os brasileiros pretos
O sucesso das atletas brasileiras Rebeca e Bia levantou o ânimo da população preta no país e foi utilizada ad nauseam pelas mídias e empresas de publicidade para louvar o "avanço" dos pretos nas conquistas da sociedade brasileira.
Por mais que eu me emocione - e como me emocionei! - com o desempenho das nossas atletas, fico muito contrariado com esse "oba, oba" de exaltação da população negra. Não que eu não concorde que essa parcela - enorme - da sociedade brasileira mereça nossa admiração e aplauso. E realmente merece.
No entanto, nada mudou. O racismo estrutural continua firme e forte. As vergonhosas desigualdades de condição de vida que castigam os brasileiros negros não mudaram com as vitórias de Rebeca e Bia.
E mais, a afirmação "sacana", maldosa, verdadeiramente vil, de que os resultados das mulheres confirmam a validade da falácia da "meritocracia" é revoltante e digna de repulsa, que, no entanto, não vi com a veemência e volume que necessita.
Temo que essas vitórias, tão suadas, sofridas e merecidas, sirvam para os poderosos, os "senhores" que determinam os destinos da nação, as utilizem apenas para beneficio próprio, sem se importar com o sofrimento diário da população pobre, sofrida e valorosa.
Não! Não é oba, oba que a população preta merece e precisa!!! É justiça social, é reconhecimento de dívida histórica do país com os descendentes de escravizados, é compaixão e não migalhas publicitárias.
sábado, 3 de agosto de 2024
Impostos!!!!
Tenho lido um bocado sobre a carga tributária brasileira, sobre a (má) intenção do ministro Haddad de "aumentar" os impostos, e como isso é "ruim" para o país, e, portanto, será ruim para o povo. E como as despesas do governo tem aumentado (quando deviam diminuir). E como tudo isso vai dar errado e o país vai "sofrer" por isso.
Tem até um "videozinho" rolando pelo TikTok e Instagram, parodiando um super-vilão conversando com o super-herói (acho que Homem Aranha), no qual ele fala como o imposto é uma vilania, como o povo é roubado pelos impostos, como a carga de impostos é enorme e apenas prejudica a sociedade.
Muito bem. A carga de impostos no Brasil é alta. Os governos frequentemente gastam mal, não beneficiando a sociedade devido a ineficácia, burocracia e corrupção.
Qual é a alternativa sugerida? Nas entrelinhas, sem mencionar claramente, sugestiona-se que esses recursos nas mãos dos empresários, nas empresas, promoveria o bem-estar social e o avanço econômico da sociedade.
Esse o grande problema: a ilusão de que qualquer governo é mau, que toda iniciativa privada é positiva. Uma crença insana, sem um mínimo embasamento factual, eivada de malícia e segundas intenções.
Solução? Obrigar o governo a gastar bem, a escolher bem as prioridades; acompanhar a execução orçamentária, fiscalizar gastos; impor ao governo limites de atuação e objetivos claros. E às empresas, impor medidas que as tornem justas, distributivas, benéficas social e ambientalmente.
Como? Não sei, mas com o capitalismo neoliberal vigente não será.
sábado, 13 de julho de 2024
Amor e Justiça
“Never forget that justice is what love looks like in public.” (Cornel West)
Nunca se esqueça que justiça é como o amor se apresenta em público.
Ponto final.
quarta-feira, 10 de julho de 2024
O que te define?
Assisto, embevecido, o documentário "Tour de France", na Netflix.
Logo no primeiro episódio do tour de 2023 há um acidente com o ciclista mais esperado para enfrentar os vencedores de 2021-2022: R. Carapaz. E ele tem um acidente, sofre lesão no joelho e está fora da competição.
Mas o que me chama a atenção é o desempenho de outro grande ciclista - Tom Pidcock -, um jovem e ainda uma promessa de vencedor. A primeira etapa não acontece como ele queria (previa?) e seu desempenho é pífio. Além da equipe e dos patrocinadores, o maior desapontado é ele mesmo. Sentiu a pressão de obter resultado, o que não ocorria no passado, pois não era reconhecido como um "craque". Enquanto recebe a massagem necessária para aliviar a musculatura exausta do esforço, ele recebe a visita de um membro da equipe técnica que o questiona:
"Como você está?"
Ao que ele responde: "Me sinto um merda".
"Por que?", questiona o diretor. "Pense nos grandes resultados que você já teve na carreira e esta competição está apenas começando" (e dura 3 semanas!)
"Porque a última (ou mais recente) corrida é a que te define."
"Isso é besteira." Retruca firme o diretor. "Nenhuma prova isolada te define. Esquece isso."
Parei de ver o episódio para escrever aqui...
O que é que me define? Com certeza, depois de 72 anos, não é e não será "a última corrida". Sejam os "patrocinadores", sejam "os técnicos", seja a opinião dos que me conhecem, não serei definido por meu último ato.
Espero que Tom também tenha se convencido disto e mostre quem realmente é nos próximos episódios.
Veremos.
terça-feira, 9 de julho de 2024
Os Últimos serão os... Últimos.
Há uma característica do Capitalismo que passa desapercebida por muita gente.
Mark Fisher, em um livro chamado "Realismo Capitalista - há uma alternativa?" (Capitalist Realism, Zero Books, 2009) afirma que o capitalismo se tornou tão hegemônico, tão global e tão entranhado na psiquê humana que não conseguimos mais ver alternativa ao sistema neoliberal capitalista vigente. O capitalismo se tornou a realidade... você pode até não gostar dela, mas é o que temos, engula.
Se você não concorda que seja assim, você é mais um que adotou o "realismo capitalista"... sinto muito.
terça-feira, 25 de junho de 2024
"O Acaso Vai Me Proteger"...
Linda música, não?
Um dos grandes sucessos dos Titãs traz conselhos preciosos: ver mais pôr-do-sol, preocupar-se menos com problemas pequenos, aceitar as pessoas como elas são... e outros.
Aí, vem o refrão "o acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído"... Que bobagem!!!
O "acaso" não protege (nem prejudica) ninguém! É a-ca-so, um acontecimento casual, incerto e imprevisível. Não tem como "proteger" ninguém, simplesmente por "andar distraído"!
Alguma pessoas, pra fugir da pecha de "ateísta" com a palavra "acaso", dão à palavra o peso de "Deus", "Jeová", "Shiva", "Alá", "Olorum", etc, o que é igualmente insensato, pois não temos como saber se essa divindade, caso exista, protege os distraídos. Estes tem até mais probabilidade de sofrer acidentes, tragédias e infortúnios do que os precavidos.
Portanto, siga os bons conselhos dos Titãs, mas não pense que se distrair vai protegê-lo. A responsabilidade de ser precavido é sua, de mais ninguém.
domingo, 23 de junho de 2024
It's the Law
Uma frase que ouvi várias vezes, quando morei nos EUA foi: "É a Lei!" Servia pra explicar porque tal coisa não podia ser feita ou porque você não poderia fazer o que pretendia.
A frase tem muito valor, afinal se não vivermos sob o império da Lei, a sociedade se esfacela. É imprescindível viver submisso à ela...
Mas, não a qualquer Lei, nem a qualquer preço.
O (des)governo em S. Paulo extrapola esse limite quando apregoa em outdoors pela cidade de S. José dos Campos, onde resido: "Agora é Lei! Escolas cívico-militares são parte do sistema educacional!"
Está aí um bom exemplo de lei que não é Lei, lei nefasta, absurda, e insensata. Essa justaposição de educação com militarismo é desumana e contra os princípios da Paz, Democracia, e Convivência social.
E não é a única, infelizmente. No Brasil, abundam leis que ou não ajudam a sociedade ou, pior, impedem o desenvolvimento social e promovem a injustiça.
O que fazer? Como eliminar ou, pelo menos minorar esse problema?
Votando bem, exigindo aperfeiçoamento do sistema democrático vigente, que permitiu o sequestro da Democracia pelo poder econômico e grupos fundamentalistas.
Enfim, não desistindo.
sexta-feira, 14 de junho de 2024
Conhecer e desconhecer
"Parece que quanto mais a gente estuda, mais desconhece", disse uma amiga à minha esposa.
Comentei, "parece que quanto mais a gente vive, menos sabe da vida".
A Vida é complexa, mesmo se não levarmos em conta a "contribuição" humana. São bilhões de anos, bilhões de galáxias, bilhões de seres humanos... como não ser complexa?
Talvez, a solução seja a que li em alguma rede social: "o jeito é parar de tentar entender a vida, e procurar vivê-la, da melhor forma que conseguirmos."
Não é?
terça-feira, 11 de junho de 2024
Quando Setembro Vier...
...é o nome de um filme famoso, eu sei, mas não é sobre ele que eu quero falar (escrever). É sobre outra coisa, sobre o esperar, sobre o que vem, sobre o futuro (esse incógnito onipresente no nosso presente).
O que será de nós quando setembro (o futuro) chegar?
As coisas estarão melhores? Estaremos vivos? Com saúde? Com dinheiro? Com vida?
O que fazemos hoje determina nosso futuro? Ou não faz diferença? Sabemos o que queremos para o futuro, ou só tentamos imaginar o que gostaríamos que acontecesse, mas apenas como um vislumbre obscuro, sem certeza, sem paixão?
Os grandes assuntos da humanidade nos tocam (mudanças climáticas, expansão do fascismo no mundo, aumento da concentração de renda e consequente empobrecimento da população, avanço das tecnologias - IA, realidade virtual, redes sociais - na vida cotidiana, o crescimento do poder dos grandes conglomerados empresariais - Meta, Google, Amazon, Apple, Microsoft, Samsung, etc - e sua influência na vida cotidiana)? Ou são assuntos que não afetam o nosso dia-a-dia, não fazem parte das nossas preocupações comezinhas?
Pensar nisso é importante para você? Agir em função disso, é? Porque, caso não seja, "Quando Setembro Vier" sempre será apenas o nome de um filme antigo.