quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Percepções

"O mundo não é mais percebido como um todo, mas como um aglomerado de problemas compartimentalizados, estudados sem considerar o futuro. A hiperespecialização mais a televisão [e Internet] criam esse novo tipo de cretinismo."

Edgar Morin, em "Um Ano Sísifo", ed SESC

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Que país queremos? (texto de 2016)

QUE PAÍS QUEREMOS?

Depois de um ano (2015?) turbulento, é oportuno debruçar sobre os conceitos que podem dar um rumo para a nação.
Para isso é necessário ter claro e bem definidos alguns termos fundamentais. Como bem disse Sakamoto: “É preciso saber interpretação de texto.”

  • O que é “desenvolvimento”?
  • O que é “bem estar”?
  • O que é “qualidade de vida”?
  • O que entendemos por “democracia”?
  • O que é “progresso”?
  • O que é “viver em sociedade”?
  • O que é “organização social”?
  • O que é “participação política”?
  • O que vem a ser “estado de direito”?
  • Qual a importância da “educação formal”?
  • Qual o papel do “Governo" e da “Iniciativa Privada”?
  • Quais são as “liberdades fundamentais” e os “deveres sociais"?
  • Quais são os “Direitos Humanos”?
  • Que “infra-estrutura” queremos?
  • Qual o papel da “Cultura”? E da “Economia”?
  • O que é “Felicidade”?
Alguém pode dizer que tudo isso é óbvio… mas não é. Cada um de nós enxerga essas palavras de um jeito próprio e muito das nossas divergências tem origem - não em uma opinião contrária sobre algo - na simples compreensão diferente que cada um tem sobre um assunto.

É, portanto, essencial chegarmos a um acordo inicial sobre o que entendemos ser estes termos. Deste ponto torna-se possível conversar sobre que país realmente queremos. E, oxalá, chegar a uma conclusão sobre como obtê-lo.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

No surprise

No surprise.

Como disse o Veríssimo em um texto de hoje, tudo volta ao normal no quintal, a que chamam Brasil.

Seus legítimos donos estão providenciando a reintegração de posse daquilo que lhes pertence por direito divino, desde um longínquo abril de 1500.

Sim, porque desde ali, isto aqui passou a ter donos de verdade e o povo que por aqui havia foi empurrado para os grotões, saqueado, humilhado e dizimado.

Certo que de tempos em tempos, algum zé povinho se mete a besta e tenta botar as manguinhas de fora, querendo um naco de suas posses.

Mas os donos legítimos do Brasil logo mostram a esse zé povinho quem manda nesta josta.

Onde já se viu ralé querer governar???

O nosso glorioso judiciário, como instituição, sempre foi braço dos donos do Brasil. Sempre lhes deu respaldo. SEMPRE.

Não haveria de ser diferente em 24/01/2018.

Se não são tempos de exército, pra que manter um judiciário que tanto custa? Que arranjem um triplex qualquer e provas indiciárias e depoimentos de ouvi dizer. Mas resolvam isto!

Pronto.

Quase consumatum est.

Certo que ainda falta acorrentar o Nove Dedos e exibi-lo à execração pública no JN [Jornal Nacional].

Mas, a casa grande já está providenciando isto. Não vai demorar.

Ao povo do Brasil, só resta agora ir subversando nas trevas, aqui e acolá, na esperança, que nunca morre, de que algum dia, um zé povinho surja novamente, com suas tochas incendiárias.

Por enquanto, fiquemos com as provas indiciárias.

Como réquiem do velório de ontem, transcrevo o discurso de um zé povinho retratado em "Viva o povo brasileiro", de João Ubaldo Ribeiro. É só o que posso lhes dizer neste momento.

Em 1897, logo após a proclamação da República, respondendo a uma pergunta do pai, sobre o que ele fazia, um zé povinho metido a besta da época responde:

"Faço revolução, meu pai. Desde minha mãe, desde antes de minha mãe até, que buscamos uma consciência do que somos. Antes, não sabíamos nem que buscávamos alguma coisa. Apenas nos revoltávamos. .... Hoje sabemos que buscamos essa consciência e estamos encontrando essa consciência. Não temos armas que vençam a opressão e jamais teremos... Nossa arma há de ser a cabeça. A cabeça de cada um e de todos, que não pode ser dominada... Nosso objetivo não é bem a igualdade, é mais a justiça, a liberdade, o orgulho, a dignidade, a boa convivência. Isto é uma luta que trespassará os séculos, porque os inimigos são muito fortes. A chibata continua, a pobreza aumenta, nada mudou. A Abolição não aboliu a escravidão, criou novos escravos. A República não aboliu a opressão, criou novos opressores. O povo não sabe de si... e tudo o que faz não é visto e somente lhe ensinam o desprezo por si mesmo, por sua fala, por sua aparência, pelo que come, pelo que veste, pelo que é. Mas nós estamos fazendo essa revolução de pequenas e grandes batalhas, umas sangrentas, outras surdas, outras secretas, e é isto que eu faço, meu pai".

Então, nada a mais a dizer, a não ser que sem sangue, não se faz revolução. E reformas, somente são aceitas as reformas do tipo Temer: da CLT, da Previdência... Para a ralé deixar de sonhar e querer um naco maior do Brasil deles.

Tem uns zés povinhos por aí dizendo que a luta continua.

A ver.

​Baianinho​ [meu querido Reginaldo Leão]

sábado, 6 de janeiro de 2018

Comunismo não é um só

Quando afirmo enfaticamente ser contra o capitalismo, tem sempre algum amigo engraçadinho que me acusa de defender o comunismo e tece mil considerações sobre os horrores dos países comunistas, citam Venezuela, Cuba, China, URSS, Albânia como exemplos de que o comunismo é mau...
Meu Deus!!! Quanta ingenuidade!!!
Esse pessoal pensa - ainda!!! - que o comunismo é um só: o comunismo marxista do séc XX.
Devo ser muito estúpido e burro por imaginar que em pleno séc XXI algo tão claramente fracassado e ultrapassado possa servir de alternativa ao capitalismo.

Bem, amigos trago novidades:
1- Comunismo não é um só!!!
Verdade!!! Comunismo são vários, e muitos não são inspirados em Marx... Sério!!!
Veja o relato em Atos de como viviam as primeiras comunidades cristãs... comunismo!!!
Há comunismo em Noiva do Cordeiro - MG... Há entre a comunidade Amish americana... etc... Você nunca ouviu falar??? Pois é, depois o ignorante sou eu...
Houve comunismo em Canudos...
Há uma espécie de comunismo nas cooperativas várias que proliferam pelo mundo e pelo Brasil também.

2- A alternativa ao Capitalismo neoliberal vigente NÃO é o Comunismo marxista!!!
Pois é, pois é, pois é... Você pode não acreditar, mas existem alternativas não marxistas ao capitalismo!!! E muito, mas muito melhores do que o capitalismo!!! Sistemas com base na cooperação, na solidariedade, na união, no humanismo que só não vingam no mundo porque o sistema capitalista bloqueia (e elimina) ou coopta (e desvirtua), como fez com o movimento hippie (que era muito mais do que "paz, amor e drogas").

Portanto, amiguinhos, deixem de ser bobinhos e não me venham com essas conversa mole pra boi dormir de "o capitalismo é o que existe e a alternativa a ele é o comunismo (marxista), que não deu certo em lugar nenhum do mundo". Afinal isso é de uma pobreza intelectual que não faz justiça à inteligência de vocês... ou faz???

terça-feira, 1 de agosto de 2017

O Poder e a Estupidez (Dietrich Bonhoeffer)


O PODER DE UM PRECISA DA ESTUPIDEZ DO OUTRO:

"Em um artigo chamado "Estupidez", em seu livro de cartas da prisão "Resistência e Submissão", Dietrich Bonhoeffer nos dá uma dica sobre o perigo que estamos vivendo, principalmente à direita, mas igualmente em setores à esquerda, nesse momento de nosso país:
"Após uma observação mais próxima, torna-se evidente que todo forte impulso de tomada de poder na esfera pública, seja de natureza política ou religiosa, infecta uma grande parte da humanidade com estupidez. ... O poder de um precisa da estupidez do outro. O processo em ação aqui não se refere a uma capacidade particular do ser humano, por exemplo, o intelecto, que de repente atrofia ou falha. Em vez disso, parece que, sob o impacto irresistível do poder crescente, os humanos são privados de sua independência interior e, mais ou menos conscientemente, desistem de estabelecer uma posição autônoma em relação às circunstâncias emergentes. O fato de que a pessoa estúpida é frequentemente teimosa não deve nos cegar para o fato de que ela não é independente. Na conversa com a pessoa, eventualmente se percebe que não se está lidando com o indivíduo como pessoa, mas com slogans, palavras-chave e similares que se apoderaram dele. A Pessoa está sob um feitiço, cego, mal utilizado e abusado, em seu próprio ser. Tendo assim se tornado uma ferramenta sem mente, a pessoa estúpida também será capaz de qualquer mal e, ao mesmo tempo, incapaz de ver que é malvado. É aí onde o perigo do abuso diabólico se esconde, pois é isso que de uma vez por todas pode destruir seres humanos".
(roubartilhado de Claudio Oliver)

terça-feira, 18 de julho de 2017

O Mal e a Personificação do Mal

O mais comum nas redes sociais atualmente é a referência a pessoas como se elas fossem o Mal encarnado.

Há muitas pessoas que acusam Lula de ser um "lixo", o "chefe da quadrilha", o "responsável pela ruína do país", um "verme", e por aí vai.

Não tenho nenhuma ligação com o Lula. Votei nele algumas vezes, discordei deles muita vezes. Não acho que seja um santo e tenho severas críticas ao seu governo e de sua sucessora na presidência.

Sou a favor da investigação e responsabilização dos autores de qualquer irregularidade que prejudique a sociedade, não importando cargo, partido, situação financeira, "status" social.

O que não aceito passivamente é a classificação de alguém como "lixo", enquanto deixamos toda a classe política e empresarial de fora desse "lixo", demonizando uma pessoa e tornando todos os outros, "santos".

Não importa se é o Bolsonaro ou o Lula, você ou eu. Ninguém é "o demônio" sozinho. Somos responsáveis pela existência dos "Bolsonaros" e "Lulas" deste mundo, quando somos incompetentes em assumir as rédeas do nosso destino e permitimos um sistema socioeconômico e político mesquinho, perverso e corruptor vigorar no país.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Porrada! E você "vai levando"...

"Não adianta olhar pro céu
Com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer
E muita greve, você pode, você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão
Virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus
Sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer!
Até quando você vai ficar usando rédea?!
Rindo da própria tragédia
Até quando você vai ficar usando rédea?!
Pobre, rico ou classe média
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
muda que o medo é um modo de fazer censura

Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!!)
Até quando vai ser saco de pancada?

Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
O seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Cê tenta ser contente e não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e a sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante!
É tudo flagrante! É tudo flagrante!!

A polícia
Matou o estudante
Falou que era bandido
Chamou de traficante!
A justiça
Prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado
E absolveu os PMs de Vigário!

A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco
A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que é pra você não ver que o programado é você!
Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede o diploma, não tenho diploma, não pude estudar
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado, que eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá
Consigo um emprego, começa o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego, mas onde que eu chego se eu fico no mesmo lugar?
Brinquedo que o filho me pede, não tenho dinheiro pra dar!
Escola! Esmola!
Favela, cadeia!
Sem terra, enterra!
Sem renda, se renda! Não! Não!!

Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente!
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro!

Até quando você vai ficar levando porrada,
até quando vai ficar sem fazer nada
Até quando você vai ficar de saco de pancada?
Até quando?"
(Gabriel, o Pensador. Veja o clipe AQUI)

terça-feira, 4 de abril de 2017

Decrescimento

"Decrescimento: leituras para a "Prisão Crescimento"

 Pequeno tratado do decrescimento sereno, de Serge Latouche, 2007, francês. [Trad: Claudia Berliner, 2009.]
 Democracia econômica: alternativas de gestão social, de Ladislau Dowbor, português, 2013.
 O decrescimento: entropia, ecologia, economia, de Nicholas Georgescu-Roegen, 1970-81, inglês. [Trad: Maria José Perillo Isaac, 2012.]
 A natureza como limite da economia: A contribuição de Nicholas Georgescu-Roegen, de Andrei Cechin, 2010, português.
* * *


O economista francês Serge Latouche se autoentitula um “objetor do crescimento” — como em outros tempos havia os “objetores de consciência”, que se recusavam a ir a guerra. O Pequeno tratado, que tem objetivo de ser “um compêndio do corpus das análises já disponíveis sobre decrescimento”, é a melhor porta de entrada ao assunto.


Ladislau Dowbor é um economista polonês radicado no Brasil e professor da PUC-SP. Democracia econômica, também muito acessível às pessoas leitoras leigas, tem como objetivo fazer uma “revisão da literatura econômica internacional” sobre a construção de um novo tipo de economia, uma certa “democracia econômica” mais afinada às problemáticas e necessidades atuais.


Já o falecido economista romeno Nicholas Georgescu-Roegen (1906-1994) foi um dos precursores do decrescimento, em uma época que esse tema ainda era anátema dentro da economia. Basicamente, ele diz que, como o universo tende à entropia, cada joule de energia, cada quilo de alumínio, que gastamos hoje é um pequeno roubo dos nossos descendentes. Ou seja, ele defende o decrescimento, entre outras coisas, para que a matéria-prima do planeta não acabe tão rápido.


A prosa de Georgescu-Roegen pode ser um pouco densa para pessoas leigas, e a Editora do Senac tem feito um excelente trabalho de popularização de suas idéias: Decrescimento é uma seleção de quatro de seus principais e mais acessíveis artigos, oferecendo um bom ponto de entrada para sua obra; e Natureza, escrito por um professor brasileiro, é uma tentativa de apresentar suas ideias de maneira resumida, explicada e ainda mais acessível."

(retirado de postagem de Alex Castro em seu "Leituras comentadas")

segunda-feira, 3 de abril de 2017

LOGAN

"Eu machuco pessoas" - murmura Wolverine.
"Eu também machuco" - retruca Laura - "mas elas são más".
"Isso não muda nada" - lamenta Wolverine
Eu sei que o filme é só uma mentirinha de muita ação, porrada, e sangue.
Mas essa cena poderia dar um "pause" no filme, pra gente pensar nela por uns minutos, né...

terça-feira, 21 de março de 2017

O sistema tem suas raízes em cada um de nós

"Uma sociedade verdadeiramente humana será uma sociedade onde não haverá miséria, ignorância e abandono - uma vergonha do passado, então inconcebível. Qualquer um que apresente qualquer argumento explicando a inviabilidade de uma sociedade assim, apenas me provoca um riso amargo. Não há produção suficiente de alimentos? Não existem conhecimentos, logística, condições de eliminar estas excrescências da face da terra? Ora, é claro que existem. 
O que acontece é que a acumulação, a concentração de riquezas, propriedades e privilégios precisa roubar direitos, mantendo populações em condições de barbárie, precisa de ignorância, desinformação, miséria e abandono pra seguir explorando populações e saqueando riquezas, moendo gente, destruindo potenciais e vidas, sujando e envenenando, tanto o planeta quanto as almas, as mentalidades, os comportamentos. Devemos a isso o estado de degradação social em que vivemos. 
Querer vencer na vida é sustentar isso. Competir é manter o modo de relacionamento social. Acreditar nas informações e "opiniões" dos veículos de comunicação é envenenar a mente e receber uma visão de mundo completamente distorcida. Querer o que é induzido pelo massacre publicitário em suas sutilezas sedutoras é o alimento do sistema social. Não ligar a violência e a criminalidade ao desequilíbrio social absurdo, à miséria, à pobreza e aos valores distorcidos pela publicidade e pela propaganda ideológica subliminar da mídia, acreditando que repressão e encarceramento são algum tipo de solução - ou mesmo contenção - pra situação de terror cotidiano, pros níveis de criminalidade, é ter a mente lavada, enxaguada, teleguiada, entorpecida e estupidificada. 
Pretender mudar um sistema que estimula a competição, o confronto e a disputa, confrontando, disputando e competindo - ainda mais dentro das instituições, infiltradas e dominadas pelos poderes econômicos - é de uma ingenuidade mais que inútil e incapaz. Acaba sendo a "prova" apontada pelos defensores deste sistema social criminoso de que a farsa política é realmente uma "democracia", alegando que não se poderia falar assim se não fosse uma democracia. Alegação mentirosa, obviamente. Pode-se falar como esses pretensos revolucionários falam porque eles não tem nenhum poder de mobilização popular, em seus condicionamentos de superioridade social, em seu doutrinarismo estéril, em sua arrogância e pretensão de liderar, organizar e conduzir as massas. Pensam que estão lutando por uma sociedade igualitária, mas estão é colaborando com essa estrutura desumana, ajudando a construir o cenário do teatro macabro. Se alcançassem humildade, perceberiam. Eu percebo que há muitos se tocando. O processo tem seu ritmo. 
Em cada um de nós há raízes dos condicionamentos sociais produzidos em laboratórios de pensamento bem pagos, contratados por um punhado de parasitas sociais podres de ricos - que não participam do caos que provocam, cercados em suas fortalezas com muros eletrificados e exércitos bem armados de seguranças privadas. Estamos expostos a isso desde o útero materno e ingenuidade é pensar que nossa vontade é toda nossa, como nossa visão de mundo, opiniões, sentimentos, desejos,... esta percepção, a meu ver, é a primeira de todas. E o trabalho interno, o mais importante. A coletividade é formada por todos e cada um. Trabalhando em si mesmo, o trabalho se estende automaticamente ao coletivo, sem pretensões de ensinar, liderar ou conduzir."

Eduardo Marinho - "Observar e Absorver" - 19 de fevereiro de 2017