quarta-feira, 11 de junho de 2008

117- A CHÁCARA - 1 (O Tempo Passa...)

Durante muitos anos morei em uma chácara, fora dos limites urbanos da cidade de Sorocaba – SP. As pessoas se surpreendiam quando ficavam sabendo, e sempre perguntavam como e por que eu havia ido para lá.

Depois que Elaine e eu “fugimos” da “cidade grande” para o interior - primeiro para Ribeirão Preto e depois para Sorocaba - logo nos acostumamos à vida na cidadezinha e começamos a aspirar por coisa mais rústica, mais rural, mais próxima à natureza. Mas não queríamos deixar o contato vivência com a civilização e mais ainda, queríamos continuar perto dos familiares.

A oportunidade de realizar este desejo surgiu quando alguns amigos partilharam do mesmo sonho: morar no sítio, no campo. Percebemos que a aquisição e manutenção de uma propriedade rural tinham um custo muito alto para qualquer um de nós, individualmente, mas que juntos se tornava viável. Surgiu então a idéia de morar em “comunidade”, as quatro famílias juntas, num lugar gostoso e tranquilo, com plantas, animais e muito espaço para nossas crianças e para os amigos e parentes.

Começamos a procurar e um dia passamos pela propriedade que é a nossa “chácara” hoje e um amigo disse: Eis aí um bom lugar para nós... (clique aqui para ver). Era um terreno bonito, com um lago ao fundo e dois e meio hectares de terra em suave inclinação, a apenas oito quilômetros do centro da cidade, mas totalmente isolada e rural. A propriedade, no entanto, não estava à venda. O tempo passou, vários terrenos foram visitados, mas em nenhum coincidiu nosso desejo com nossa capacidade financeira. Até um dia, ao passar pela chácara, fomos surpreendidos com uma placa de “Vende-se”. Depois de várias tratativas finalmente chegamos a um acordo com o proprietário e compramos o terreno.

E foi assim. Vinte e cinco meses depois, três dos quatro proprietários iniciais já moravam na “Chácara”.

(continua)

Um comentário:

carmen disse...

E como o tempo passa!
Não sabia que você tinha participado da época do desbravamento dos sertões... Mais um sertanista; parabéns! Ah! Ah! Ah!