sexta-feira, 16 de outubro de 2009

As amoras e a verdade

Sei que muitas pessoas tem dificuldades para aceitar conceitos como "deus" e os aspectos transcendentais da vida. E entendo isso. É realmente difícil apreender ideias que ultrapassam nossa capacidade de compreensão, ideias que provocam mais perguntas do que respostas.

Estava essa semana aproveitando os últimos frutos das amoreiras que tenho no quintal de casa. Olhei para a árvore, e lá estava ela, aparentemente sem frutas maduras. Veja aí.



Então, cheguei perto, bem perto. E de onde estava percebi, disfarçadas entre as folhas verdes, alguns futos não maduros. Veja aí:



Mas, foi só mudar um pouco de posição e - surpreendente e deliciosamente - várias amoras bem maduras, escuras, grandes, surgiram aos meus olhos. Veja aí:


Tivesse dado as costas para a amoreira e saído, perderia aquelas frutas madurinhas, pois elas caem facilmente no solo e se estragam.
Algumas pessoas dão as costas à verdade. Pensam que tudo é apenas aquilo que se mostra à primeira vista. E vão embora sem notar que a árvore tem frutos.
Outros, um pouco mais curiosos e destemidos, chegam perto, bem perto para ver os detalhes e percebem que há frutos, sim, mas estão verdes.
Apenas os que deixam de lado "primeiras impressões", paradigmas estabelecidos, pré-conceitos e a preguiça de se exporem ao "novo" ponto-de-vista tem o privilégio de descobrir que por trás de tantas folhas verdes e iguais, há frutos, maduros e deliciosos, que fazem da vida um prazer.

(Dedico estas amoras a amigos queridos - como Ronaldo P. Lima, Sra. Urtigão, a Gabi querida, o jovem Pedro - que ainda não acharam frutos maduros, mas continuam abertos a esse encontro, que, certamente acontecerá, e será delicioso!!!)

8 comentários:

Vilma disse...

Gosto de tudo o que venha das amoras: o fruto, as compotas, o sumo, o cheiro, os cremes para o corpo, o baton para os lábios!! Sou fã mesmo!
E gostei muito mesmo da tua analogia.
Fez-me pensar em como tantas vezes formo ideias erradas pelo facto de apenas confiar no 1º. olhar e não aprofundar.
Obrigada por deliciosa partilha para o corpo e alma! :))

carmen disse...

Rubinho, bela e riquíssima reflexão!!!

Pois só chegando perto é que conseguimos ver e provar o supra sumo da verdade!!!

E podemos, sim, pedir uma prova de Deus...

Meu irmão, que era ateu, uma vez, ao passar por uma situação dificílima, contava que fez uma "oração porca" (expressão dele) dizendo mais ou menos assim:- "Deus, se é que você existe, me mostra agora fazendo com que fulano vire no calcanhar agora e compre aquele tapete persa mais caro, para que eu possa sair do buraco"

Ele estava muito endividado depois do "golpe do Collor", e precisava vender um tapete persa que media 5x7 e que custava uma fortuna, e o seu cliente não queria de jeito nenhum, mas, para ser educado, disse que iria falar com a mulher... Depois desta oração, o seu cliente se virou na mesma hora, sem falar com a mulher e disse:-"Vou comprar, sim!!!"

Então ele viu que Deus existia, pois foi em seguida à sua oração e o seu cliente era muito "mão de vaca"!!! E ele havia oferecido 2 tapetes, um menor e este, e o fulano não queria nenhum!!!

Com a venda deste tapete, ele saiu do buraco, começou a melhorar em sua subsistência, e mudou completamente a sua imagem sobre Deus... Antes, era um ateu que zombava daqueles que acreditavam em Deus, até ter o seu próprio encontro com Ele.

bjs e sucesso aos seus amigos nesta caminhada...

bjs

Alice disse...

Adorei !!


Aliás, eu adoro amoras, mas amoras com Deus é bem melhor !!


beijooooo

Tuco Egg disse...

Bonito isso. E gostoso. Metáforas com a natureza são sempre cativantes.

Djalmir de Barros disse...

Belo texto, belas imagens, excelente mensagem.

Lou Mello disse...

Ih! Meu! Andas falando com Deus. Geralmente esses momentos precedem o pastorado, por exemplo.

Fábio Adiron disse...

Belíssima parábola Rubinho. Só faltou falar das raposas que, não alcançando as amoras, as desprezam e declaram estar verdes

neli araujo disse...

Muito bela tua reflexão, Rubinho!

É muito bom poder "...descobrir que por trás de tantas folhas verdes e iguais, há frutos, maduros e deliciosos, que fazem da vida um prazer."

Gostei muito da tua parábola!
Abraços,
neli