quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

No fim, enfim!

Lamentavelmente estou chegando ao fim da lenta e fascinante leitura de "Por que fazemos o que fazemos" no qual Edward Deci elabora dezenas de conceitos, testados na prática, sobre os processos de desenvolvimento da personalidade rumo a autonomia, e seus obstáculos.
Vejam que interessante este trecho do capítulo "Ser autônomo no meio de controles":

"...outro padrão que pode limitar a autonomia e a experiência de vida das pessoas é a crença de que tudo que elas querem na vida é serem felizes. É uma afirmação vaga, mas contida nos finais dos contos de fadas*. Na verdade, felicidade não é tudo o que se pretende ter, e a maioria das pessoas nem mesmo quer ser feliz todo o tempo. As pessoas frequentemente escolhem ir ao cinema ou teatro ver filmes e peças bem desconcertantes, que as aterrorizam, entristecem, enojam ou enraivecem. Há algo que atrai muitas pessoas a experimentarem essas emoções, quer no contexto seguro de uma sala de cinema, quer numa montanha perigosa do Himalaia. Elas buscam uma ampla gama de sentimentos, tanto negativos como positivos. O terror não é felicidade, nem a tristeza, nojo ou raiva. E não faz sentido dizer que essas sensações causem felicidade. Felicidade é simplesmente um conceito errado para o que é natural às pessoas, o que elas buscam é o que promove o desenvolvimento humano..." (grifo meu)
*e também na Constituição Americana!!!

4 comentários:

Roger disse...

o desenvolvimento humano...

esse foi o que de certa forma, um grande amigo, certa vez, definiu pra mim o que era seu conceito de felicidade: o estar se superando.

rica disse...

o que é felicidade para vc?

Rubinho Osório disse...

Aceito o fato de que "felicidade" tem diferentes significados para diferentes pessoas. Neste caso, porém, o termo é usado no sentido comum, que Aurélio define como "qualidade ou estado de feliz, ventura, contentamento, bem estar, bom êxito" e feliz é "afortunado, próspero, bem sucedido, satisfeito, ditoso..."

Bartira Ferraz disse...

Rubens, sobre a mesma temática da autonomia: "Auto-Engano", Eduardo Gianetti. Fica a indicação, se é que vc já não leu.