quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Mais uma “vejada” ou conversa pra boi dormir.

Artigo “Especial” da revista Veja - edição 2256, de 15 de fevereiro de 2012, página 97 e seguintes - comete mais uma de suas já conhecidas “vejadas”.
É público e notório que esse semanário, arremedo de veículo de informação, comete constantes “equívocos”, alguns por pura ignorância, mas a maioria de caso pensado, com evidente malícia, no sentido de levar o leitor a consumir a revista cada vez mais e com isso, produzir os almejados lucros para seus acionistas.
A verdade que se lixe.
É impressionante como a revista, volta e meia, pretende despejar goela abaixo do leitor, afirmações absurdas, cretinas ou mal-intencionadas. E ainda existe gente que engole; graças a Deus, cada vez menos.
Pois essa “reportagem” especial estava à minha disposição em uma sala de espera, e por isso folheei. O assunto é interessante: “A vida depois da vida”, na qual mencionam vários cientistas e pesquisas sobre a predisposição do ser humano em crer em algo após a morte, assim como em coisas sobrenaturais.
Mas isso não vem ao caso.
Em certo ponto, na página 99, a pérola é esse texto:
“Em certo sentido, lidamos com um paradoxo fascinante: o cérebro é programado para ver o mundo como ele não é – ordenado e lógico. O universo é um caos, com escuridões intermináveis, explosões estelares, corpos celestes se chocando em velocidades alucinantes. Tudo é aleatório e casual.” (grifo meu)
Ara!!! Vá caçar sapo com bodoque!!!
Fico chocado com a alucinante afirmação, proveniente, por certo, de interminável escuridão intelectual. Será que o jornalista nunca ouviu falar da Teoria do Caos? Será que ele não sabe que podemos extrair organização e padrão nos eventos mais aleatórios? Até eu que sou ignorante em ciência sei da existência dessa teoria!
Paradoxal, mas não fascinante, é um jornalista escrever em revista, que se propõe séria, uma bobagem dessas.
Ó, meu Deus, dai-me paciência!!!

Um comentário:

Lou Mello disse...

Melhor não deixar a Veja cair em suas mãos. Eu desvio dela faz tempo, dela e das congêneres.