sexta-feira, 5 de julho de 2013

Mais política, partidos e poder

Escrevi no Facebook:

"Alguém pode se perguntar o que é que eu tenho contra os partidos políticos. Contra os partidos, nada. O problema é que TODO partido aspira ao poder. E pra chegar "lá" e lá manter-se, TODOS vendem a alma pro diabo. Enfim, o problema é o danado do "pudê" e da grande verdade que o poder corrompe... sempre."
 
Um amigo comentou que sim, "mas um mal necessário em uma democracia representativa...não é perfeita, mas não inventaram nada melhor...na verdade todo HOMEM aspira algum tipo de poder...não são os partidos, somos nós..."

O que me fez responder que "é necessário imprimir na organização social uma regra pétrea de alta rotatividade de poder, de diluição do poder, de aproximação do poder com a população - que é de onde emana o poder político, certo? Os partidos, por serem permanentes, aspiram o poder para perpetuarem-se nele. É instinto de preservação mesmo. O que acontece com toda organização humana - até, e inclusive, as igrejas. Se faz necessário solapar esse poder, castrar essas ânsia, esvaziar esse objetivo, enfraquecer o instinto. E isso só se faz com constantes e profundas mudanças no poder." 

O que, em resumo, é minha grande diferença com as instituições, em geral. Todas caem na busca pela auto-preservação e manutenção do poder que adquirem ao ter sucesso junto à comunidade. Pois o poder tem o grande benefício de dar - aparente - solidez e segurança. E aí o objetivo, a missão da organização foi pro beleléu e a instituição começa a trabalhar para viver (e manter o poder é parte disso) e não para servir.   

A pergunta, então é: Será desejável um sistema político sem partidos? Desejável, talvez; possível, duvido. 

Proponho que seja restrito ao mínimo o poder dos partidos:
- seja através dos métodos eleitorais, seja através da distribuição de representatividade, forma de funcionamento das assembleias de eleitos (pra quê Senado?), da remuneração deles, etc 
- e descentralizado ao máximo o alcance do poder - via municipalização, por exemplo 
- e promovida a constante rotatividade dos representantes do povo - com o fim da re-eleição, adoção do voto distrital, etc.

Tá bom assim, pra começar. Só pra começar...

Um comentário:

Juber Donizete Gonçalves disse...

Rubinho,

Para começar tá bom. Essas manifestações mostraram o quão distante está a política partidária das necessidades da população. O Ellul se fosse vivo, certamente vibraria pois o movimento não deixa de ter algumas idéias anárquicas.

Abração.