quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

De um amigo, sobre a amizade


Depois do encontro de 35 de formatura, meu colega "Baianinho", literato de mão cheia e inspiração poética, escreveu para os colegas este poema. Decidi partilhar com meus leitores, pois é um hino à amizade, que vale a pena divulgar:

Olhando assim nos rostos, cara a cara
Me vem um misto de ternura e espanto,
Vindos do fundo d’alma, dos refolhos!
Porque vejo ainda acesa, em chama rara,
A juventude que curtimos tanto e tanto
Refletida no imortal brilho dos olhos.

Que importa as rugas do espelho idiota
E a negra cabeleira, outrora vasta,
Agora rala, cor das cinzas na fornalha?
Importa mesmo é o riso aberto que conforta;
É a alegria, é a amizade inteira e casta,
Que construímos pela vida: eterna malha.

Importa mesmo é só revê-los e abraçá-los,
Saber de cada um, ouvir histórias,
E recordar os tempos bons, os velhos planos
E estreitar os laços, reforçá-los,
Na emoção dos causos, quedas e vitórias
No reencontro desses 35 anos.

Sei que amanhã, ao retomar a vida,
Registrarei três coisas nas fotografias:
Ao revê-los, a emoção mais sentida
Ao abraçá-los, a mais sincera alegria
E a saudade mais atroz na despedida
Por isso, um brinde a esse grande dia!

Um comentário:

Georgia disse...

Rubinho, mesmo com tanta neve pelo caminho, fiz um cartao de natal para os amigos. Venha pegar o seu na Saia Justa.

Abracos