quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Competência e competição

Sabadão morno, jogava conversa fora com meu cunhado e meu genro. A conversa girava em torno das dificuldades enfrentadas pelas gerências de grandes empresas.
Alguém mencionou a dificuldade que enfrentou com chefias femininas. Exploramos o assunto por algum tempo. Cada qual lembrou experiências - boas e ruins - que teve chefiando e sendo chefiado por colegas do sexo feminino.
Meu cunhado exprimiu a conclusão a que chegamos: muitas mulheres, quando atingem um cargo de responsabilidade em uma grande empresa, ou mesmo quando estão apenas começando, mas vêem chance de crescimento dentro da organização, tornam-se tão ou mais competitivas do que a maioria dos homens, e jogam fora as características femininas - instinto gregário, maternal, protetor, inclusivo, colaborativo - que as tornariam um diferencial dentro da cultura da organização, aumentando  o caráter desumano e opressor das empresas. E o fato de serem mais capazes de atuar de forma multi-tarefa do que muitos homens, deixa mais agudo esse efeito negativo.
Concluímos que a grande vantagem da sociedade se abrir para a participação efetiva das mulheres nos processos decisórios e gerenciais pode se perder com a "masculinização" do estilo de trabalho delas.
Perdem as mulheres, e perdemos nós, os homens. E toda a sociedade também.

5 comentários:

Roger disse...

Senti um que de machismo.
Ainda que eu concorde em boa parte com você, com seu cunhado e com seu genro.
(Se possível, mande-nos a versão da sua esposa, sua irmã e sua filha. hehe!)

carmen disse...

Já vi muita mulher, ao "subir na vida", açoitar os seus vassalos...
Mas graças a Deus nem todas são assim... A minha atual chefe consegue gerenciar de uma forma abrangente, sem perder o foco,vendo cada profissional em sua individualidade, com suas necessidades.

Melhor assim...

carmen disse...

Ah! O seu novo "pano de fundo" está muito bonito!!!
abçs

Éverton Vidal Azevedo disse...

Bom, até agora as únicas chefes que tive nao se encaixam na conclusao de vocês. Entao, até por falta de experiência mesmo, fico sem ter o que falar.

Rubinho Osório disse...

Lembrem-se, amigos: era só uma conversa mole em tarde morna...